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Durante muitos anos, o e-Learning foi visto como uma modalidade de ensino de baixa qualidade. Quando se tratava de obter um diploma de Ensino Superior então, a desconfiança era geral. Afinal, a educação tradicional, marcada pela presença física do professor e a interação diária entre os alunos, sempre se impôs como o modelo ideal de aprendizagem, principalmente quando comparada a uma forma de ensino na qual o estudante não precisa frequentar regularmente uma faculdade.


Mas desde as primeiras experiências de EAD, no início dos anos 2000, muita coisa mudou, e a modalidade já atrai milhares de estudantes interessados em obter um diploma de Ensino Superior. Segundo o último Censo da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), entre 2006 e 2016, o número de matrículas nas graduações a distância saltou de 207,2 mil para 1,5 milhão – número que representa 18,6% do total de matrículas. E dos quase 3 milhões de novos alunos que chegaram ao Ensino Superior em 2016, 28,2% escolheram um curso a distância.

Entre os diversos aspectos que vêm fomentando a EAD no Brasil, alguns fatores se destacam. O mais evidente é o geográfico: em um país de dimensões continentais e enorme carência educacional, a EAD consegue alcançar cidades afastadas dos grandes centros urbanos, garantindo acesso ao Ensino Superior a estudantes que não teriam condições de obter um diploma de outra forma.

Mas, a modalidade não se limitava a oferecer educação a estudantes de pequenas cidades do interior, onde não existiam faculdades. Com o tempo, o EAD também passou a atrair estudantes das regiões metropolitanas. Seja para economizar tempo no deslocamento caótico pelo trânsito das grandes cidades, seja para poder estudar a qualquer horário e no lugar que preferir, o EAD vem conquistando a adesão de universitários interessados na flexibilidade que a modalidade proporciona.

Isso sem falar no aspecto financeiro, que pesa bastante em tempos de crise. Com os cortes nas verbas para o financiamento estudantil, a graduação a distância surge como uma opção que cabe no bolso de quem almeja um diploma de Ensino Superior. A mensalidade de um curso a distância chega a ser de 20% a 75% mais barata que uma graduação presencial.

O EAD só se consolidou como uma modalidade de ensino atraente devido ao avanço tecnológico registrado nos últimos 10 anos. A popularização de tablets e smartphones, paralelamente à revolução da internet e à disseminação da banda larga, aproximou a tecnologia do cotidiano das pessoas. Se elas usam o celular para acessar informações, trocar mensagens e interagir socialmente no dia a dia, é natural que tenham maior confiança na utilização dessas ferramentas no processo educacional.

Ao incorporarem aos métodos pedagógicos uma gama de recursos digitais que facilitam o acesso à informação e estabelecem formas eficientes de comunicação remota, as universidades conseguiram dar um salto de qualidade no ensino. “No começo da EAD, a aprendizagem era mais linear, e as escolas apenas transmitiam o conteúdo. Hoje há um conjunto de recursos tecnológicos que permite uma interação maior entre alunos e professores, favorecendo a troca de conhecimento”, explica Janes Fidélis Tomelin, conselheiro da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) e diretor executivo da Unicesumar.

Com a constante evolução das tecnologias de informação e comunicação, as instituições de Ensino Superior que oferecem a modalidade a distância precisam estar sempre atentas às melhores práticas educacionais. Segundo José Moran, professor aposentado da USP e consultor em inovação educacional, as universidades podem aproveitar ainda mais o potencial da EAD para dinamizar as formas de ensino. “Não basta focar apenas no conteúdo, com vídeos, quizzes e consulta de materiais. A EAD favorece um modelo mais focado na experimentação e no desenvolvimento de projetos. Isso já é aplicado, mas poderia ser mais bem explorado”, ressalta.

O MEC editou em junho uma nova normativa para a regulamentação dos cursos a distância no país. De modo geral, as novas regras retiram antigas restrições que limitavam a abertura de novos cursos a distância. Com essa decisão, o MEC pretende desburocratizar o processo de abertura de cursos e expandir a oferta de graduações a distância. “Atualmente, apenas 10% das instituições de Ensino Superior oferecem o ensino a distância, a grande maioria delas concentrada em quatro estados: Bahia, Minas Gerais, Paraná e São Paulo”, observa Henrique Sartori, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC.

A flexibilização nas regras para a abertura de cursos de EAD e polos (o espaço físico onde os alunos assistem a algumas aulas, realizam atividades práticas e são avaliados) já começa a movimentar as instituições que atuam no setor. A Kroton, que controla a Universidade Norte do Paraná (Unopar) e a Universidade Anhanguera e possui mais de 516 mil alunos e 910 polos em todos os estados brasileiros, pretende inaugurar 200 polos até o fim de 2017 e outros 200 em 2018. Segundo Roberto Valério, vice-presidente de graduação EAD e polos da empresa, há uma demanda reprimida no setor, que pode ser compensada com a nova regulamentação. “Sempre que abrimos polos em cidades onde não atuávamos ou um curso a distância como o de Enfermagem, a procura é muito alta”, explica.

A nova regulamentação do MEC mobiliza as instituições que atuam no setor a encarar o desafio de ampliar a oferta e garantir a qualidade do ensino. Porém, Tomelin, da Abed lembra que “não é só o preço que mantém o estudante matriculado, é a percepção concreta de aprendizagem”.

O conselheiro da Abed acredita que a nova regulamentação do MEC para ampliar a oferta de cursos aumentará a concorrência entre as instituições, o que deve ter efeitos positivos na qualidade do EAD no país. A expansão do EAD levará os alunos a avaliar o investimento e a comparar preços e qualidade, forçando o mercado a se autorregular. “As escolas deverão investir em tecnologia e profissionais qualificados, além de melhorar o relacionamento com o estudante para atender às suas exigências.”

O MEC garante possuir instrumentos para avaliar a qualidade e fiscalizar as condições dos cursos. “As graduações de EAD passam pela mesma aferição de qualidade dos cursos presenciais, com monitoramento constante”, conta Sartori, secretário do MEC. Assim como também ocorre nas graduações presenciais, há instituições com reputação e qualidade consolidadas e outras que estão aquém de oferecer um ensino satisfatório. Por isso, na hora de escolher o curso e a instituição de EAD, Sartori recomenda conferir os indicadores de qualidade que o MEC disponibiliza no portal e-MEC.

Diante do atual panorama, uma constatação fica evidente: o EAD veio para ficar. A ampliação da oferta de graduações a distância acompanha o interesse cada vez maior dos estudantes em aproveitar a tecnologia para obter uma formação universitária. Além das questões de comodidade e preço, passando, evidentemente, pela qualidade do curso, a opção pelo ensino a distância vai depender dos seus objetivos de formação acadêmica e planejamento da carreira. E também se você tem o perfil adequado para estudar sem ir à faculdade todos os dias.


Tire as dúvidas

Respostas para algumas das perguntas mais frequentes sobre educação a distância

1. O que é educação a distância? É a modalidade de ensino na qual o processo de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias da informação e da comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.

2. O que é educação semipresencial? É um termo que algumas escolas utilizam para cursos a distância que têm uma carga maior de atividades presenciais nos polos de apoio. (o Guia do Estudante EaD trata todos os semipresenciais como cursos em EaD).

3. Os cursos a distância são mais fáceis do que os cursos presenciais? Não. Os especialistas são unânimes: um curso online pode exigir até mais do aluno, principalmente em disciplina e determinação. O estudante também tem de aprender a buscar informações, com critério, e identificar seus pontos fracos.

4. Os professores não ficam distantes demais dos alunos? Para compensar a ausência física do professor, há tutores que ficam à disposição em chats, fóruns e aulas ao vivo, por streaming. Dependendo do curso, há contatos presenciais periódicos, nos polos onde são desenvolvidas as atividades práticas.

5. O diploma é diferente daquele do curso presencial? Não. No diploma consta apenas que você se formou no bacharelado, na licenciatura ou numa graduação tecnológica. Não há nada escrito sobre a modalidade de ensino, se presencial ou EaD.;

From Guia do Estudante

 
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O grupo de ensino Estácio anunciou semana passada, a demissão de 1.200 professores. A demissão em massa é o mais novo episódio da maciça reestruturação de custos não só da instituição de ensino fluminense, como de todo o setor de educação superior. 

Segundo Romário Dável, sócio da consultoria especializada em educação Atmã Educar, os grupos de educação têm gastos cada vez maiores com salários de seus professores. Muitos deles têm políticas pouco sustentáveis, de aumentos automáticos com bases em titulações. Com o sucesso do grupo Kroton, que consegue gastar menos com salários, todos os grandes grupos têm sido pressionados a rever a estratégia.

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Ainda de acordo com Dável, os cortes da Estácio, neste sentido, são apenas a ponta do iceberg de um movimento de enxugamento que, pode ganhar força ao longo de 2018. Segundo dados da Atmã, a Kroton gasta 19,8% de sua receita para gastos com professores, a média de instituições isoladas está em 41% e a Estácio gasta em torno de 40%. 

“A Estácio é uma instituição antiga e com muitos professores na titulação de doutor. O movimento é uma nítida substituição de professores caros por professores baratos. Hoje existe fartura na oferta de docentes titulados”, diz Davel. 

Oficialmente, a empresa afirma que não se trata de uma mudança para contratos na nova legislação trabalhista, pois os novos professores também serão contratados pela CLT. “É simplesmente uma oportunidade de geração de valor orçamentário. Tínhamos professores descolados da média hora/aula e professores sem titulação ganhando o mesmo que professores com doutorado”, afirma um executivo do alto escalão da Estácio. Segundo a companhia, é um número relativamente pequeno de ajustes, uma vez que a empresa tem mais de 10.000 professores contratados. 

O modelo da Kroton, que vem sendo o novo parâmetro do setor, inclui mais professores por sala de aula e uma estrutura de cursos que permite, por exemplo, que alunos de diferentes graduações assistam juntos aulas que constem em vários currículo. Um forte braço de ensino à distância, com menos custos fixos com professores, também é um diferencial da Kroton, e é uma prioridade para os principais grupos de educação do país. A Kroton, o maior grupo de ensino do mundo, tem conseguido conciliar essa estrutura de custos enxuta com qualidade de ensino dentro da média de seus principais concorrentes.

A EXAME apurou que a Estácio está aumentando o número de alunos por professor em sala da aula, como forma de reduzir custos. Para executivos da Estácio, isso não afetará a qualidade se as universidades tiverem ensino padronizado. A empresa também reduziu o orçamento de marketing e mudou a sede de um prédio de escritórios para dentro de um de seus campi. 

Desde que a fusão com a Kroton foi negada pelo Cade, em junho, a companhia adotou uma série de medidas para cortar custos, sob a gestão de Pedro Thompson. Demitiu 125 nomes da diretoria e do segundo escalão da gestão, encerrou o departamento de inovação, e fechou três campi, que atendiam 10.000 alunos.  

Junto com um aumento no preço dos cursos, e um novo plano de crescimento em ensino básico, as medidas ajudaram o valor de mercado da companhia dobrar em cinco meses, para cerca de 9 bilhões de reais. O anúncio das demissões também parece ter agradado os investidores: os papeis da companhia subiram 2,66% no dia.

From Exame

[ Modificado: terça, 12 Dez 2017, 17:13 ]
 
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Neste período de crise econômica prolongada, que afeta cada vez mais as oportunidades de emprego e exige dos profissionais a capacidade de reinventar-se constantemente, nunca foi tão necessário adquirir conhecimento. Além de o diploma de Ensino Superior ser requisito básico para uma boa colocação profissional, a atualização e o aprendizado contínuo tornam-se um diferencial ainda mais importante na hora de obter um emprego ou galgar degraus na carreira.

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Quem tem dificuldade para conciliar o estudo com o trabalho, as atividades domésticas e os compromissos familiares encontra no e-Learning a possibilidade de adaptar-se aos locais e aos horários que achar mais convenientes. E, se a questão for grana, a graduação e a pós a distância costumam ter mensalidades mais em conta que as das modalidades presenciais.

Para quem busca uma requalificação ou um aperfeiçoamento profissional, fazer uma segunda graduação é sempre uma opção interessante. Como, geralmente, aquela tentativa de dar um passo a mais na carreira ocorre após os 30 anos, muitas vezes a pessoa interessada já constituiu família e possui inúmeras responsabilidades profissionais. Para conciliar as demandas sociais e familiares com o trabalho e os estudos, muitas pessoas tentam obter um novo diploma superior pela modalidade a distância.

Muitas instituições de Ensino Superior, inclusive, contam com apoio pedagógico para orientar aqueles que querem fazer uma segunda graduação, mas não têm certeza sobre qual curso escolher. “O nível de incerteza entre os profissionais que partem para uma segunda graduação é muito grande. Ninguém quer voltar a estudar e fazer um curso que não tenha função para o seu futuro profissional”, conta Benhur Gaio, reitor do Centro Universitário Internacional Uninter. Ainda segundo Gaio, existem aquelas combinações de cursos que têm uma sinergia natural, cujas habilidades são complementares, como Direito e Ciências Contábeis, Administração e Ciências Contábeis ou Engenharia e Gestão.

Mas outra situação bastante comum entre os profissionais que buscam uma graduação a distância é a procura por um segundo diploma em uma área diferente. “São pessoas que estão sempre atentas a uma oportunidade de mercado. Muitos engenheiros, que possuem formação sólida em física e matemática, conciliam o trabalho com um curso a distância de formação pedagógica pensando em se tornar professor”, exemplifica Gaio.

As graduações a distância também atendem a uma grande parcela de profissionais que já estão no mercado de trabalho há alguns anos mas não tiveram condições de obter o diploma na idade adequada. São pessoas que, apesar de possuir conhecimento e experiência na área, ficaram estagnadas na carreira por não ter uma formação acadêmica. Esses casos são muito comuns, e a EAD costuma ser a modalidade escolhida para obter o diploma devido à flexibilidade e à autonomia de aprendizado que esse perfil de estudante costuma apresentar.

Uma outra opção, para quem já tem diploma superior, é escolher uma pós-graduação para dar aquele salto na carreira. Na modalidade a distância, é possível encontrar mais de 1.200 cursos lato sensu (especializações e MBAs), segundo o Censo de 2015, feito pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed).

Assim como ocorre na graduação, a pós-graduação a distância vem tendo uma boa aceitação principalmente entre os cursos de Ciências Humanas e de Ciências Sociais Aplicadas. Isso porque são cursos mais baseados na informação e na reflexão do que propriamente em práticas presenciais. E essas características acabam atraindo principalmente aquele profissional que está no nível intermediário da carreira, que busca a flexibilidade da EAD para se especializar dentro da profissão que já exerce.

“O aluno da pós-graduação é aquele profissional generalista, que é capaz de exercer diversas funções em sua área de conhecimento e quer aprofundar o conhecimento dentro de um eixo escolhido”, explica Marcos André Silveira Kutova, diretor da PUC Minas Virtual. Na universidade, as áreas com maior procura na pós-graduação são Direito, Gestão, Marketing e Finanças. “Os cursos de gestão são muito procurados por profissionais de outras áreas, como engenheiros, à medida que eles assumem cargos gerenciais”, exemplifica Kutova.

Por se tratar de alunos mais velhos, com alguma experiência profissional relevante, eles possuem a autonomia e a capacidade de organização desejáveis para quem estuda a distância. “Muitas vezes, eles buscam na pós a orientação de alguém que atue como um curador de conteúdo, que aponte o que é importante aprender ou não diante da enormidade de informações que estão públicas na internet – alguém que desenhe o desenvolvimento profissional para ele”, conta Kutova.

Outro aspecto interessante da pós-graduação a distância é a possibilidade de expandir a rede de contatos profissionais, o que pode favorecer a troca de conhecimentos e a recolocação profissional. Como as turmas de EAD costumam ter muito mais alunos que os cursos presenciais e contam com estudantes de diversas partes do país, esse networking pode ser potencializado. “São alunos que cresceram em uma sociedade conectada e têm grande facilidade para fazer amigos e estabelecer contatos profissionais nos ambientes virtuais de aprendizagem”, justifica o diretor da PUC Minas Virtual.


From Guia do Estudante

[ Modificado: segunda, 18 Mar 2019, 16:20 ]
 
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Para o nosso cérebro, ler um livro ou uma história, é uma questão de treino. Quando, no século XV, o livro passou a ser um instrumento propagador de informação, as pessoas tiveram que ensinar o cérebro a se desconectar do mundo ao redor e mergulhar neste outro universo, senão muito do conteúdo não seria absorvido. É esse o argumento que Jolanta Galecka, especialista em marketing on-line na editora europeia Young Digital Planet, usa para explicar porque a internet entrou com tanta facilidade na vida moderna ­– principalmente entre as crianças. A internet permite que nosso cérebro funcione do jeito que ele mais gosta, defende.

elearning e cérebro

De acordo com a especialista, que esteve nesta semana na Contec Brasil, conferência sobre educação, conteúdo de mídia infantil e tecnologia, o cérebro sempre se desenvolveu em movimento, prestando atenção em tudo que está ao redor. Até por isso, a introdução desse novo universo é muito difícil em escolas com modelos de ensino tradicional, que não fomentam nos alunos a multiconexão entre conteúdos, informações e experiências de vida.

Se o conteúdo não é ensinado de maneira interativa, o aluno não aprende. O cérebro absorve informações quando constrói seus próprios modelos mentais de conexões. Armazenamos a informação por meio dessas conexões, e elas vão ser feitas de acordo com o conhecimento prévio de cada um”, explica a especialista, que complementa: “Por isso que conexões não podem ser ensinadas, ou mesmo forçadas, da mesma maneira que não se pode dar conhecimento. Podemos dar informação, para que ela seja absorvida. Com base nela é que se constrói o conhecimento”.

Entender como o nosso cérebro aprende e como ele responde a estímulos é um grande passo para melhorar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem, defende a especialista. “É aí que o professor estará usando por completo sua habilidade pedagógica, todo o seu potencial. Incitando discussões, instigando a curiosidade, mostrando caminhos para relacionar os conteúdos ao mundo real e a vida fora da escola”, afirma Galecka.

Desse modo, modelos como a sala de aula invertida  ou o aprendizado baseado em projetos  ganham força, já que trazem melhores resultados no desenvolvimento dessas conexões. “A sala de aula invertida não é a solução sozinha, assim como trabalhar com projetos também não é. Tudo precisa ser misturado, combinado com uma série de outras práticas que mostrem para os estudantes a relevância do tema que está sendo abordado. É preciso conectá-lo com o mundo real e não apenas replicá-lo porque está no livro ou faz parte do currículo”, afirma.

Ainda segundo a especialista, o principal papel da escola tem que ser fomentar o pensamento crítico e a análise das informações. “Temos que ensinar as crianças a pensar. É por meio do pensamento que vem a diversidade de informação e opinião. Os alunos tem que saber discernir o que é importante do que não é. Eles têm que saber como usar as informações adquiridas para qualquer propósito que eles queiram, têm que se apoderar delas”, conclui.

From Porvir

 
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A escola de negócios Saint Paul lançará em março de 2018, uma plataforma de educação corporativa por assinatura, batizada de LIT, que integra a inteligência artificial da IBM Watson, para ensinar conteúdo de negócios aos alunos e para personalizar o processo de aprendizagem.

Em uma proposta que se assemelha ao modelo adotado pelo Netflix, o serviço digital, vai permitir ao aluno, acessar o conteúdo completo de 10 MBAs, 20 mil horas de conteúdo para aprendizado, mais de 1.500 exercícios e estudos de caso com resoluções passo a passo, além de uma biblioteca digital com mais de 7 mil livros disponíveis. 

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O aluno poderá aprender em micro-momentos, ou seja, ele poderá escolher em quanto tempo (10 minutos, 15 minutos, 1 hora, entre outros) deseja aprender determinado assunto, o LIT indicará o caminho e ao fim, esses minicursos poderão levar a uma certificação, se for a vontade do aluno.

Na apresentação da plataforma, José Cláudio Securato, presidente da Saint Paul, disse que o LIT nasce de uma inquietude do modelo de negócio das instituições de ensino hoje, baseado em padronização e altos custos para os alunos. A expectativa é que a plataforma atinja em torno de 50 mil alunos, o que representaria um faturamento de R$ 5 milhões/mês. 

Ainda segundo Securato, a escola vem conversando desde abril com a IBM do Brasil para discutir como incluir os conhecimentos e criar um professor virtual a partir da inteligência artificial. O resultado é o Paul, um tutor (o primeiro do mundo, a utilizar a tecnologia de inteligência artificial IBM Watson) que funciona como um professor e pode ser acessado a qualquer momento.

Guilherme Novaes, executivo da IBM do Brasil, afirma que o projeto é único no mundo, quando se fala em inovação, não somente pelo fato de como estão construindo a plataforma, mas também como estão conduzindo o projeto, uma forma muito mais profunda do que já foi testado e realizado com outras empresas. 

Ainda de acordo com Novaes, o aprendizado do sistema é contínuo e poderá ter via de mão dupla, ou seja, o aluno poderá inserir uma questão em que o professor talvez não tenha se atentado. Esse tipo de questionamento, que poderá acontecer, vai gerar uma retroalimentação de conteúdo, tornando o modelo cada vez mais rico. 

O Paul está sendo treinado há meses por um grupo de professores do Centro de Pesquisa em Inteligência Artificial da Saint Paul. Os primeiros conteúdos que foram ensinados para o sistema, foram os cursos de Inovação, Contabilidade e Análise de Demonstrações Financeiras.

Além disso, o sistema fará uma análise personalizada dos alunos, baseada em textos já publicados pelo aluno. Quanto mais o aluno puder alimentar o Paul com conteúdo, melhor e mais assertivo, ele vai trabalhar o contexto amplo de sua personalidade, indicando qual é a melhor didática para o aluno aprender.

A plataforma oferecerá ainda, um ambiente semelhante ao das redes sociais, em que alunos poderão interagir, trocar conhecimentos e discutir assuntos. A intenção é promover o aprendizado em rede, feito por meio de uma comunidade colaborativa composta por alunos e professores, utilizando de streaming de vídeo e mensagens de voz. 

From Infomoney

 
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As instituições privadas concentram a maior quantidade de vagas ociosas – 2,89 milhões (85,3% delas) –, enquanto nas públicas elas estão na casa do meio milhão (14,7% das cadeiras que foram deixadas). O Censo aponta motivos diversos para essa ociosidade: matrículas trancadas, desvinculadas, transferência para outro curso na mesma instituição e alunos falecidos.

Mas os números mais gritantes se referem às matrículas desvinculadas, que dizem respeito a estudantes desistentes e desligados, ou seja, alunos que por iniciativa da instituição tiveram a vaga cancelada – por abandono, descumprimento de alguma condição ou desligamento voluntário (quando sai da faculdade, mas não formaliza o cancelamento). No Brasil, as desvinculadas somaram 2.029.687 (17,7%) do total de 11,4 milhões de alunos matriculados. Dessas, 86% estavam na rede privada.

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O diretor-executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Sólon Caldas, atribui boa parte das desistências ao cenário econômico e às mudanças nas políticas federais de bolsa e financiamento estudantil. “Os números do censo mostram uma queda significativa nas matrículas de novos ingressantes entre 2014 e 2015, e mais ainda de 2015 para 2016, quando tivemos um crescimento negativo no ensino presencial em decorrência da falta de financiamento para os alunos que não têm condições de arcar com o investimento em educação”, afirma.

Ainda segundo Caldas, desde 2015, quando houve mudanças nas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), a adesão e o cumprimento dos critérios de acesso ficaram mais difíceis para os alunos. Para Sólon Caldas, as mudanças ocorridas também deixaram de permitir que o aluno com dificuldades financeiras pudesse recorrer ao financiamento, o que fez a evasão aumentar e deixar milhões de alunos fora do sistema. “Com o agravamento da crise econômica e política que o país está passando, aliada ao aumento do desemprego, esse cenário fica cada vez mais difícil e, consequentemente, o sonho do ensino superior mais distante para muitos brasileiros.”

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De acordo com Andréa Ramal, consultora em educação e doutora em educação pela PUC-Rio, “o principal motivo para esses números é a evasão, a desistência. E, dentro disso, a falta de base do ensino médio para cursar a universidade. Na engenharia, por exemplo, só 50% dos alunos se formam. Porque falta matemática. Como o estudante fará a disciplina de cálculo sem base nessa matéria? Há também outros fatores associados: problemas relacionados a recursos financeiros e um financiamento do governo que não deixa o aluno tranquilo por causa de uma ameaça constante de descontinuidade. Mas, de longe, a evasão por falta de base escolar é a principal. As faculdades estão tomando medidas, como implementar curso de nivelamento com foco em português e matemática, disciplinas que os estudantes deveriam ter trazido do ensino médio. No caso da universidade pública, é um desperdício de recursos. Não podemos também esquecer que o Brasil atravessa uma crise econômica séria, com 12 milhões de desempregados. A pessoa faz uma faculdade para ter uma chance no mercado, mas acaba não tendo como pagar. Por isso, fica o alerta para o Brasil começar a olhar mais para a educação básica. Levantamento recente mostra que o governo gasta R$ 3 mil por ano com cada aluno nessa fase. Na universidade, esse montante vai para R$ 11 mil. Ou seja, a pirâmide está totalmente invertida. Não olha para o nível básico e perde recurso na educação superior por causa disso. Não adianta encher as universidades se, depois, vai ocorrer esse esvaziamento.”

From EM.com.br

 
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Formar profissionais para atuarem no e-Learning, muito das vezes é complicado. Desta forma, apresentamos a seguir, algumas dicas para ajudá-lo.

Dicas para um e-Learning eficiente

1.Valorização do professor

Parte fundamental da aprendizagem, o papel do professor sofre mudanças ao implementar novos caminhos pedagógicos. Aposte na integração do profissional com a ferramenta e facilite sua adaptação aos novos meios.

2. Investimento em conhecimento

O mercado oferece alternativas e soluções para instituições de ensino que queiram modernizar seu método de ensino de forma integrada com a vanguarda da educação no Brasil. Empresas oferecem conteúdos e treinamentos voltados para IES que queiram se posicionar de forma competitiva num mercado cada vez mais forte.

3. Incentivo em metodologias ativas

O Ministério da Educação tem aberto espaço para o crescimento do ensino e-Learning. De carona na regulamentação, crescem as oportunidades de implementar experiências que já são sucesso no exterior, num sistema que valoriza o engajamento e estimula a curiosidade do aluno.

4. Inversão da sala de aula

Estudar em casa, debater e desenvolver projetos práticos em sala de aula. Com este roteiro, o sistema flipped classroom tem ganhado espaço em modalidades semipresenciais. Mais do que apenas transmitir conteúdo, a preocupação é desenvolver o conhecimento.

5. Visão do professor como aluno

É importante que os docentes que participem de projetos de capacitação para e-Learning, tenham conhecimento total de como o aluno interage com a plataforma. Conhecendo as possibilidades das ferramentas digitais, o profissional pode ser criativo e buscar as melhores formas de ensinar.

6. Mão na massa

O ensino ativo estimula os alunos a colocarem em prática o que aprendem. Cabe ao professor dar oportunidade de ser a ponte entre os livros e o mundo real, ao aplicar os conceitos ensinados em situações cotidianas do profissional em formação.

7. Comunicação é fundamental

Educadores são, via de regra, grandes comunicadores. Aproveitar a familiaridade dos docentes com a oratória e aplicá-la em novas mídias é parte fundamental dos novos processos de aprendizado. Seja em vídeos, em blogs ou nas redes sociais, as ferramentas da web são uma excelente forma de aproximar o aluno do ensino.

Por fim, seja sempre um aprendiz.

A educação mudou radicalmente nos últimos anos. Novas formas de aprender e de ensinar foram criadas e implantadas, e estas mudanças não irão parar. Assim, gestores e educadores precisam estar atentos às novidades, buscando sempre a atualização.


From Desafios da Educação

 
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No trajeto para a escola,  o aluno receberá textos sobre a aula do dia. Softwares identificaram, com base nas suas atividades, as necessidades individuais para que, a partir daí, o professor escolherá exercícios customizados para ele. Assim, será o futuro da educação!

A mobilidade, a personalização da aprendizagem e o modelo híbrido (presencial e on-line) – já praticado nos cursos de educação a distância – devem chegar ao ensino básico. A escola, ou boa parte dela, vai caber nos dispositivos móveis.

A educação se tornará universal. Discussões em ambientes virtuais, por exemplo, serão incorporadas às aulas presenciais, segundo Daniel Ribeiro Silva Mill, professor e gestor de educação a distância na UFSCar.

Essa personalização do aprendizado traz como grande mudança a possibilidade de respeitar o ritmo de cada aluno, segundo Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann, que atua na área da educação. Assim, caberá ao professor, o papel de tutor, pois vai escolher os conteúdos, os meios e fazer a ligação entre eles, com o mundo real.

Ainda de acordo com Mizne, a incorporação da tecnologia pela escola brasileira apresenta desafios como falhas na infraestrutura e a formação do docente. Desta forma, o governo precisa escolher a tecnologia que vai complementar a formação do professor.

Uma dessas tecnologias é o big data, análise de dados em larga escala, que entra em cena para auxiliar na customização do ensino. "Já há softwares capazes de analisar os perfis dos alunos para traçar trilhas de estudo" de acordo com cada caso", diz Mairum Ceoldo Andrade, superintendente de tecnologia do Cieb (Centro de Inovação para a Educação Brasileira).

Desse modo, é importante escolher uma plataforma de ensino adaptativa que indique os pontos que precisam ser melhorados baseada nas respostas do aluno às questões propostas de acordo com o nível de ensino. Além disso, o professor deverá receber relatórios, tal qual um prontuário médico, que o ajude a fornecer o melhor diagnóstico para as dificuldades de aprendizagem. No Brasil, a escola de idiomas Wizard e a LFG, empresa de cursos preparatórios do grupo Kroton Educacional, já utiliza plataforma com esses recursos.

Algumas escolas já colocam em prática essas tendências. Na Steve Jobs Schools, com mais de 20 unidades na Holanda e 2 na África do Sul, os alunos fazem todas as atividades em tablets. Ao invés de aulas há workshops, com temas escolhidos por eles. Outro exemplo, é a associação Projeto Âncora, em Cotia (Grande SP), que mantém uma escola onde o estudante dita o ritmo, escolhendo conteúdo e cronograma. O professor só auxilia o processo, ou seja, é um mentor.

"No futuro, a criança vai ter um caminho só dela e investir no campo de conhecimento que escolheu", com isso a educação tornará a pessoa mais feliz, diz Rosa Alegria, pesquisadora do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP.

Para Mill, da UFScar, o desafio é educar professores e alunos, para que saibam quais ferramentas utilizar. Além disso, acrescenta que o docente precisa pesquisar a tecnologia, mas não tem tempo nem salário que o incentive a isso. Madalena Guasco Peixoto, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP, concorda e afirma que o ensino básico tem grande deficit de qualidade, os professores são desvalorizados. 

Deste modo, o grande desafio é: Como, sem dinheiro, fazer políticas eficientes para que esse futuro aconteça?

From Folha

 
businesseducation
por Business Education - segunda, 23 Out 2017, 16:10
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Na disputa pela sua matricula, vence aquele que se encaixar melhor na sua rotina. Mas o que os cursos a distância têm de diferente dos cursos presenciais?

Boa pergunta! Além disso, você já ouviu falar em modelo híbrido de ensino? E de sala de aula invertida?

Neste vídeo, Marcelo Tas, tenta responder todas essas questões.

From SEMESP

 
businesseducation
por Business Education - segunda, 16 Out 2017, 17:40
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O ensino superior brasileiro enfrenta hoje, desafios de acesso, com a necessidade de políticas públicas de financiamento estudantil para interiorização e ampliação da oferta, e de qualidade, com o oferecimento de um ensino atualizado e comprometido com a aprendizagem do aluno. 

Além disso, têm surgido novos formatos de aprendizagem, com acesso rápido às informações e conteúdos na internet, o que muda o papel do professor no ensino superior para um mediador de ações didáticas que envolvem a interação entre o conteúdo e o processo de aprendizagem do aluno. 

Neste contexto, a mudança do paradigma educacional, é inevitável. Assim, devemos repensar a estrutura e a abordagem pedagógica, ou seja, devemos migrar de uma metodologia passiva para uma metodologia mais ativa, enriquecida pelo uso da tecnologia. 

Segundo Garcia et al. (2011) na interatividade entre aluno-professor por meio eletrônico,  o professor assume o papel de protagonista e direciona o uso das ferramentas tecnológicas para a aprendizagem do aluno que também conta com a aproximação dos modelos "híbridos", combinando atividades presenciais e on-line. O professor Valente (2014) acrescenta que o ensino hibrido, misturado ou blended learning possibilita que parte das atividades do aluno possam ser realizadas a distância e parte em sala de aula. Com esta estratégia, o aluno deve realizar a gestão da sua aprendizagem nos momentos on-line, potencializando os momentos presenciais.

Quais são os modelos de ensino hibrido?

O modelo de rotação de um curso ou disciplina alterna diferentes modalidades de aprendizagem, presencial e on-line, dentro ou fora do ambiente da instituição de ensino, individual ou em grupo, com ações planejadas pelo professor. O modelo é dividido em:


1. Rotação por Estações: possibilita que o aluno circule em diversas estações dentro ou fora da sala de aula que foram planejadas pelo professor para a turma ou grupo de alunos com atividades de estudo (exposição do professor e/ou leitura dirigida) e de aprendizagem individual e/ou colaborativa, sendo uma delas on-line. 

2. Laboratórios Rotacionais:   planejadas por um ou mais professores, na qual o aluno ou parte da turma circula,  por diversos "laboratórios" dentro da instituição oferendo espaços para estudos dirigidos, monitoria, dinâmicas de grupo, oficinas/vivencias, estudo de caso, palestras com profissionais etc, incluindo um laboratório de informática com atividades on-line. 

3. Rotação Individual: rotação de um curso ou disciplina em que o aluno tem um cronograma individual definido pelo professor na qual são estabelecidas as atividades que deve contemplar em sua rotina para cumprir os temas a serem estudados. O desafio neste modelo é a personalização do ensino para cada um dos alunos. 

4. Sala de Aula Invertida ou Flipped classroom: na qual o aluno estuda on-line fora da sala de aula, a teoria e a aula presencial se torna o lugar de aprendizagem ativa, para práticas, resolução de atividades e elaboração de projetos orientados pelo professor. A principal oferta de conteúdo e do ensino, é on-line. 

5. Outros modelos de Ensino Híbrido também são apresentados pelos autores (HORN e STAKER, 2015) tais como: 

. Modelo flex: o processo de aprendizagem do aluno é via plataforma on-line, o que flexibiliza o suporte ao aluno nos momentos presenciais, pois pode ser realizado por um professor ou por um instrutor, que auxilia ou supervisiona a realização das atividades. 

. Modelo blended misturado: consiste na possibilidade do aluno escolher uma ou mais disciplinas on-line para complementar o currículo e as disciplinas presenciais. 

. Modelo virtual enriquecido: sua ênfase está nas disciplinas on-line. Este modelo difere do blended misturado, pois a maior parte do processo de ensino acontece on-line. 

A flexibilidade do modelo "hibrido" possibilita que o aluno escolha onde e quando estudar, respeitando a sua autonomia e o protagonista do seu processo de aprendizagem, possibilitando uma personalização do ensino para cada aluno.

From Marcos Galini | Consultores Acadêmicos, Marcos Galini, Melhoria do desempenho dos alunos

[ Modificado: segunda, 16 Out 2017, 17:45 ]