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O investimento em treinamento e desenvolvimento (T&D) corporativo vem crescendo no Brasil. Prova disso, são os resultados da pesquisa da Associação Brasileira de Treinamento & Desenvolvimento (ABTD), divulgada em 2016, que apontou um incremento de 25% no investimento em relação ao ano anterior e um aumento no volume nas horas de Treinamento, por colaborador, em 33%.


Segundo Pierre-Jean Quétant, country manager da Learning Tribes no Brasil, empresa internacional de T&D, as companhias nacionais sabem da necessidade de investimentos em T&D, mas, ainda são conservadoras em relação à utilização de tecnologias, como o e-Learning ou mesmo Blended. Porém, em países como a China, por exemplo, quase a totalidade dos treinamentos corporativos são realizados via mobile, uma vez que oferece flexibilidade para que os alunos estudem e pratiquem, onde e quando for mais conveniente.

Ainda de acordo com Quétant,“as empresas utilizam tecnologia em seus negócios, mas precisam enxergá-la como facilitadora também no desenvolvimento de seus colaboradores, resolvendo aos desafios de tempo disponível para treinar e de diminuição de custos”.

From profissional&negocios

[ Modificado: terça, 20 Fev 2018, 17:47 ]
 
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De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o aluno terá um diploma de graduação, não importando a modalidade em que realizou o curso, ou seja, não há diferença nenhuma, no diploma de quem fez um curso EaD ou Presencial.

Isso significa, que o aluno pode escolher em qual modalidade estudar, sem precisar se preocupar se isso implicará em algo no seu diploma. É importante ressaltar que não é especificado no diploma se o curso foi feito presencialmente ou não.

No final, o importante é estudar, independente se o curso é presencial ou a distância, ainda mais quando você pode ter uma ótima bolsa de estudo.

Entretanto, muitas pessoas não sabem qual é a diferença entre um curso de educação a distância (EaD) e aqueles que são presenciais, assim a seguir iremos explicar.

A modalidade presencial é aquela em que alunos e professores se encontram num lugar para ter as aulas. Nesse caso, os alunos têm aula na maioria dos dias na instituição de ensino, escolhida num horário pré-acordado.

A modalidade EaD,  segundo Ivete Palange, conselheira da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), o “processo educacional em que há uma separação física entre o educando e o educador é chamado de educação a distância”. Nesse caso, as aulas são feitas online e o encontro com o professor é feito somente em momentos marcados.

Isso permite que diversas pessoas que possuem uma agenda agitada, tenham a oportunidade de estudar, visto que o horário de estudo é algo flexível e decidido pelo próprio aluno.

Entretanto, não se engane, fazer um curso a distância não significa que será mais fácil. “O aluno necessita se organizar, estudar de forma autônoma e independente, identificar suas dificuldades, pedir ajuda para solucioná-las, realizar todas as atividades previstas e a avaliação. Não cumprir as atividades previstas a serem realizadas a distância ou ter um desempenho sofrível nas provas presenciais podem reprovar o aluno. Assim, o curso a distância não é mais fácil, exige até mais esforço que o presencial”, explica a conselheira.

Por fim, Ivete também afirma que o preconceito no mercado de trabalho diminuiu bastante nos últimos anos, isso se deve ao fato de que muitas empresas começaram a utilizar o método de EAD para realizar treinamentos, o que amenizou muito os julgamentos feitos contra a modalidade. Além disso, as características necessárias para concluir um curso EaD também são muito valorizadas em profissionais como, por exemplo: proatividade, organização, autonomia e independência.

From Isabela Giordan QUERO BOLSA

[ Modificado: segunda, 5 Fev 2018, 18:35 ]
 
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O maior desafio, será capacitar os avaliadores para os novos instrumentos definidos pelo INEP. Os novos instrumentos de avaliação das instituições de ensino superior no Brasil, vão exigir do Ministério da Educação um esforço extra na capacitação dos avaliadores que integram o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).


Segundo o professor Fabrício Ricardo Lazilha, avaliador do MEC, especialista no assunto e diretor de Planejamento de Ensino da Unicesumar, os novos critérios definidos pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) são mais subjetivos e avaliam as instituições de forma mais qualitativa.

Ainda segundo Lazilha, até o ano passado, o número de alunos dividido pelo número de títulos na biblioteca, por exemplo, resultava num número de referência, numa tabela que indicava um índice. Neste ano, os avaliadores que estavam acostumados aos critérios antigos, irão precisar estar atentos para que a avaliação seja isenta e justa.

O INEP já iniciou para 2018, o processo de seleção e formação de novos avaliadores para higienizar o sistema. Tanto os novos, quanto os mais antigos, deverão ser capacitados para avaliar as instituições a partir dos novos critérios.

Os novos critérios, de acordo com Lazilha, são mais adequados à realidade da formação acadêmica no Brasil.  já que ano após ano, a EAD vem crescendo na formação de novos profissionais para o mercado. Por conta disso, a partir de janeiro, o INEP criou indicadores específicos para avaliar a EAD, pois até o ano passado era avaliada com critérios muito próximos aos de um curso Presencial.

A partir de agora, foram incluídos indicadores específicos a modalidade, como por exemplo a existência, estruturação e atuação de uma equipe multidisciplinar, que é imprescindível no processo de EAD. Por ser uma metodologia mediada pela tecnologia, o ambiente virtual de aprendizagem passa a ser avaliado como também o ambiente de formação acadêmica dos tutores, atuação dos coordenadores,  sua relação com tutores e professores, qualidade do material didático, entre outros critérios. Para os alunos, esses novos critérios irão traduzir de forma mais precisa a qualidade das instituições que escolherem para a sua formação.

Os novos instrumentos irão considerar com mais detalhes e profundidade as características das modalidades Presencial e EAD. Assim, as instituições de ensino superior terão que ajustar os seus processos para atender esses novos instrumentos, o que deverá impactar de forma direta nas propostas metodológicas existentes.

Com maior subjetividade na interpretação dos indicadores, obter o conceito 5, exigirá para algumas instituições de ensino superior, novas práticas e um novo planejamento.

Os resultados dessas avaliações (Autorização e Reconhecimento) vão compor, juntamente com outras variáveis, os resultados da avaliação das IES.

Além disso, os alunos e candidatos poderão acompanhar os conceitos de Reconhecimento dos Cursos e as notas do ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) e CPC (Conceito Preliminar de Curso) para escolher onde estudar. 

As IES, que já possuem projetos bem estruturados no que diz respeito a metodologia, tecnologia, equipes com boa formação (pedagógica, suporte, operações), profissionais com perfil analítico integrando a equipe multidisciplinar e uma rede de polos alinhadas com a missão e com projeto institucional, não terão problemas com esses novos critérios. 

From Beth Matias SEG

[ Modificado: terça, 30 Jan 2018, 19:12 ]
 
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O e-Learning é um fenômeno, alinhado à luta por uma sociedade mais justa e menos desigual, onde o maior número possível de pessoas possa estudar e ampliar o leque de oportunidades para avançar na vida. 

O e-Learning é um fenômeno, alinhado à luta por uma sociedade mais justa e menos desigual!

O e-Learning leva a novas práticas que vão ao encontro da aprendizagem em um mundo saturado de informação. O que é criado, replicado, alterado e divulgado hoje nos meios de comunicação massivos e na internet chegou a níveis inéditos em termos de quantidade, velocidade e variedade.

Essa realidade afeta a percepção humana, que não lida bem com a linearidade estabelecida por currículos que não valorizam a personalização das relações de ensino-aprendizagem e não incorporam as possibilidades trazidas pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

Em sua atual fase, o e-Learning também pode colaborar com o desenvolvimento das chamadas competências digitais, essenciais para promover a capacidade de utilizar as TIC de maneira crítica, criativa, autônoma e sem se enredar nas mentiras ou cair na manipulação.

Apesar de o e-Learning ser praticada há séculos em várias parte do mundo, salta aos olhos o seu crescimento no Brasil em anos recentes. O número de matrículas em cursos de graduação a distância aproximou-se de 1,5 milhão, em 2016, o que correspondia a 18,6% dos oito milhões de universitários no país.

De acordo com a pesquisa TIC Domicílios 2016, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mais de 16 milhões de pessoas participaram de cursos a distância naquele ano. Os resultados demonstram também que cerca de 80 milhões de brasileiros realizou atividades ou pesquisas escolares e 72 milhões estudaram por conta própria utilizando a internet.

A Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) verificou, em seu censo de 2016, o montante de 2,9 milhões de alunos que participaram de cursos livres corporativos e não corporativos. Trata-se de uma análise qualitativa mais aprofundada sobre a EaD, que se encontra disponível gratuitamente online.

Há uma nítida convergência entre o crescimento do e-Learning e a disseminação TIC. Temos mais computadores, tablets, celulares, usuários, maior acesso à banda larga e volume exponencialmente crescente de informação disponível no universo digital. Redução nos preços de hardwares e softwares, aumento na capacidade de processamento e memória, nas nuvens ou em máquinas domésticas e no trabalho.

Aproxima-se a “digitalização de tudo”, que aumenta o potencial de indivíduos e organizações que saibam se inserir nesse universo. Ao mesmo tempo, há uma série de impactos negativos e riscos de desigualdades ainda maiores que levem à concentração de poder militar, econômico, político e simbólico.

Há novas profissões surgindo e previsões alarmistas sobre o desaparecimento de muitas outras ocupações, a serem eliminadas ou substituídas pela automação. Também cresce a quantidade de empregos e trabalhos que exigem mais competências e habilidades digitais, especialmente devido a grandes mudanças nas profissões existentes, que incorporam as TIC em seu cotidiano.

Nos países empobrecidos, ou em desenvolvimento, aumenta a demanda por Educação Superior de boa qualidade e mais acessível. As salas de aula são cada vez mais frequentadas por estudantes com um novo perfil, ou seja: idade maior que 25 anos, primeiro da família a frequentar uma universidade, trabalhador de tempo integral, que sustenta dependentes econômicos e não completou o Ensino Médio na idade considerada normal.

Pelas próprias condições de vida, esses estudantes tendem a preferir mais possibilidades de aprendizagem a distância, especialmente mediadas online. Também as novas gerações, que cresceram em contato com tablets e celulares, não suportam mais as aulas exclusivamente no modelo tradicional. Observa-se que os cursos presenciais passam a incluir metodologias e-Learning em suas práticas didático-pedagógicas, numa tendência chamada "educação híbrida".

Em breve, será difícil identificar a modalidade de uma oferta educacional, pois em todo caso as TIC permitirão maior flexibilidade de tempo e espaço nos quais os alunos vão estudar e interagir.

A tendência é a educação aberta e flexível, com uma presença permanente na vida das pessoas, pois ninguém mais pode deixar de estudar.

O e-Learning ainda faz levantar a sobrancelha dos mais céticos. Porém, ao longo de seus 24 anos de existência, a ABED constata que a qualidade dos cursos está diretamente relacionada à qualidade da instituição ofertante. Isso vale para o ensino presencial e a distância.

Esse alinhamento se confirma pelos resultados do Enade, exame que é aplicado igualmente para alunos de cursos de Graduação a distância e presenciais.

A educação de qualidade é a tarefa principal e primordial para qualquer governante ou, simplesmente, cidadão. O e-Learning permite alcançar novos patamares educacionais com escalabilidade e maior agilidade.

From Luciano Sathler é Diretor da ABED e Reitor do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. ESTADÃO

[ Modificado: terça, 23 Jan 2018, 18:25 ]
 
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Durante muitos anos, o e-Learning foi visto como uma modalidade de ensino de baixa qualidade. Quando se tratava de obter um diploma de Ensino Superior então, a desconfiança era geral. Afinal, a educação tradicional, marcada pela presença física do professor e a interação diária entre os alunos, sempre se impôs como o modelo ideal de aprendizagem, principalmente quando comparada a uma forma de ensino na qual o estudante não precisa frequentar regularmente uma faculdade.


Mas desde as primeiras experiências de EAD, no início dos anos 2000, muita coisa mudou, e a modalidade já atrai milhares de estudantes interessados em obter um diploma de Ensino Superior. Segundo o último Censo da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), entre 2006 e 2016, o número de matrículas nas graduações a distância saltou de 207,2 mil para 1,5 milhão – número que representa 18,6% do total de matrículas. E dos quase 3 milhões de novos alunos que chegaram ao Ensino Superior em 2016, 28,2% escolheram um curso a distância.

Entre os diversos aspectos que vêm fomentando a EAD no Brasil, alguns fatores se destacam. O mais evidente é o geográfico: em um país de dimensões continentais e enorme carência educacional, a EAD consegue alcançar cidades afastadas dos grandes centros urbanos, garantindo acesso ao Ensino Superior a estudantes que não teriam condições de obter um diploma de outra forma.

Mas, a modalidade não se limitava a oferecer educação a estudantes de pequenas cidades do interior, onde não existiam faculdades. Com o tempo, o EAD também passou a atrair estudantes das regiões metropolitanas. Seja para economizar tempo no deslocamento caótico pelo trânsito das grandes cidades, seja para poder estudar a qualquer horário e no lugar que preferir, o EAD vem conquistando a adesão de universitários interessados na flexibilidade que a modalidade proporciona.

Isso sem falar no aspecto financeiro, que pesa bastante em tempos de crise. Com os cortes nas verbas para o financiamento estudantil, a graduação a distância surge como uma opção que cabe no bolso de quem almeja um diploma de Ensino Superior. A mensalidade de um curso a distância chega a ser de 20% a 75% mais barata que uma graduação presencial.

O EAD só se consolidou como uma modalidade de ensino atraente devido ao avanço tecnológico registrado nos últimos 10 anos. A popularização de tablets e smartphones, paralelamente à revolução da internet e à disseminação da banda larga, aproximou a tecnologia do cotidiano das pessoas. Se elas usam o celular para acessar informações, trocar mensagens e interagir socialmente no dia a dia, é natural que tenham maior confiança na utilização dessas ferramentas no processo educacional.

Ao incorporarem aos métodos pedagógicos uma gama de recursos digitais que facilitam o acesso à informação e estabelecem formas eficientes de comunicação remota, as universidades conseguiram dar um salto de qualidade no ensino. “No começo da EAD, a aprendizagem era mais linear, e as escolas apenas transmitiam o conteúdo. Hoje há um conjunto de recursos tecnológicos que permite uma interação maior entre alunos e professores, favorecendo a troca de conhecimento”, explica Janes Fidélis Tomelin, conselheiro da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) e diretor executivo da Unicesumar.

Com a constante evolução das tecnologias de informação e comunicação, as instituições de Ensino Superior que oferecem a modalidade a distância precisam estar sempre atentas às melhores práticas educacionais. Segundo José Moran, professor aposentado da USP e consultor em inovação educacional, as universidades podem aproveitar ainda mais o potencial da EAD para dinamizar as formas de ensino. “Não basta focar apenas no conteúdo, com vídeos, quizzes e consulta de materiais. A EAD favorece um modelo mais focado na experimentação e no desenvolvimento de projetos. Isso já é aplicado, mas poderia ser mais bem explorado”, ressalta.

O MEC editou em junho uma nova normativa para a regulamentação dos cursos a distância no país. De modo geral, as novas regras retiram antigas restrições que limitavam a abertura de novos cursos a distância. Com essa decisão, o MEC pretende desburocratizar o processo de abertura de cursos e expandir a oferta de graduações a distância. “Atualmente, apenas 10% das instituições de Ensino Superior oferecem o ensino a distância, a grande maioria delas concentrada em quatro estados: Bahia, Minas Gerais, Paraná e São Paulo”, observa Henrique Sartori, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC.

A flexibilização nas regras para a abertura de cursos de EAD e polos (o espaço físico onde os alunos assistem a algumas aulas, realizam atividades práticas e são avaliados) já começa a movimentar as instituições que atuam no setor. A Kroton, que controla a Universidade Norte do Paraná (Unopar) e a Universidade Anhanguera e possui mais de 516 mil alunos e 910 polos em todos os estados brasileiros, pretende inaugurar 200 polos até o fim de 2017 e outros 200 em 2018. Segundo Roberto Valério, vice-presidente de graduação EAD e polos da empresa, há uma demanda reprimida no setor, que pode ser compensada com a nova regulamentação. “Sempre que abrimos polos em cidades onde não atuávamos ou um curso a distância como o de Enfermagem, a procura é muito alta”, explica.

A nova regulamentação do MEC mobiliza as instituições que atuam no setor a encarar o desafio de ampliar a oferta e garantir a qualidade do ensino. Porém, Tomelin, da Abed lembra que “não é só o preço que mantém o estudante matriculado, é a percepção concreta de aprendizagem”.

O conselheiro da Abed acredita que a nova regulamentação do MEC para ampliar a oferta de cursos aumentará a concorrência entre as instituições, o que deve ter efeitos positivos na qualidade do EAD no país. A expansão do EAD levará os alunos a avaliar o investimento e a comparar preços e qualidade, forçando o mercado a se autorregular. “As escolas deverão investir em tecnologia e profissionais qualificados, além de melhorar o relacionamento com o estudante para atender às suas exigências.”

O MEC garante possuir instrumentos para avaliar a qualidade e fiscalizar as condições dos cursos. “As graduações de EAD passam pela mesma aferição de qualidade dos cursos presenciais, com monitoramento constante”, conta Sartori, secretário do MEC. Assim como também ocorre nas graduações presenciais, há instituições com reputação e qualidade consolidadas e outras que estão aquém de oferecer um ensino satisfatório. Por isso, na hora de escolher o curso e a instituição de EAD, Sartori recomenda conferir os indicadores de qualidade que o MEC disponibiliza no portal e-MEC.

Diante do atual panorama, uma constatação fica evidente: o EAD veio para ficar. A ampliação da oferta de graduações a distância acompanha o interesse cada vez maior dos estudantes em aproveitar a tecnologia para obter uma formação universitária. Além das questões de comodidade e preço, passando, evidentemente, pela qualidade do curso, a opção pelo ensino a distância vai depender dos seus objetivos de formação acadêmica e planejamento da carreira. E também se você tem o perfil adequado para estudar sem ir à faculdade todos os dias.


Tire as dúvidas

Respostas para algumas das perguntas mais frequentes sobre educação a distância

1. O que é educação a distância? É a modalidade de ensino na qual o processo de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias da informação e da comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.

2. O que é educação semipresencial? É um termo que algumas escolas utilizam para cursos a distância que têm uma carga maior de atividades presenciais nos polos de apoio. (o Guia do Estudante EaD trata todos os semipresenciais como cursos em EaD).

3. Os cursos a distância são mais fáceis do que os cursos presenciais? Não. Os especialistas são unânimes: um curso online pode exigir até mais do aluno, principalmente em disciplina e determinação. O estudante também tem de aprender a buscar informações, com critério, e identificar seus pontos fracos.

4. Os professores não ficam distantes demais dos alunos? Para compensar a ausência física do professor, há tutores que ficam à disposição em chats, fóruns e aulas ao vivo, por streaming. Dependendo do curso, há contatos presenciais periódicos, nos polos onde são desenvolvidas as atividades práticas.

5. O diploma é diferente daquele do curso presencial? Não. No diploma consta apenas que você se formou no bacharelado, na licenciatura ou numa graduação tecnológica. Não há nada escrito sobre a modalidade de ensino, se presencial ou EaD.;

From Guia do Estudante

 
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O grupo de ensino Estácio anunciou semana passada, a demissão de 1.200 professores. A demissão em massa é o mais novo episódio da maciça reestruturação de custos não só da instituição de ensino fluminense, como de todo o setor de educação superior. 

Segundo Romário Dável, sócio da consultoria especializada em educação Atmã Educar, os grupos de educação têm gastos cada vez maiores com salários de seus professores. Muitos deles têm políticas pouco sustentáveis, de aumentos automáticos com bases em titulações. Com o sucesso do grupo Kroton, que consegue gastar menos com salários, todos os grandes grupos têm sido pressionados a rever a estratégia.

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Ainda de acordo com Dável, os cortes da Estácio, neste sentido, são apenas a ponta do iceberg de um movimento de enxugamento que, pode ganhar força ao longo de 2018. Segundo dados da Atmã, a Kroton gasta 19,8% de sua receita para gastos com professores, a média de instituições isoladas está em 41% e a Estácio gasta em torno de 40%. 

“A Estácio é uma instituição antiga e com muitos professores na titulação de doutor. O movimento é uma nítida substituição de professores caros por professores baratos. Hoje existe fartura na oferta de docentes titulados”, diz Davel. 

Oficialmente, a empresa afirma que não se trata de uma mudança para contratos na nova legislação trabalhista, pois os novos professores também serão contratados pela CLT. “É simplesmente uma oportunidade de geração de valor orçamentário. Tínhamos professores descolados da média hora/aula e professores sem titulação ganhando o mesmo que professores com doutorado”, afirma um executivo do alto escalão da Estácio. Segundo a companhia, é um número relativamente pequeno de ajustes, uma vez que a empresa tem mais de 10.000 professores contratados. 

O modelo da Kroton, que vem sendo o novo parâmetro do setor, inclui mais professores por sala de aula e uma estrutura de cursos que permite, por exemplo, que alunos de diferentes graduações assistam juntos aulas que constem em vários currículo. Um forte braço de ensino à distância, com menos custos fixos com professores, também é um diferencial da Kroton, e é uma prioridade para os principais grupos de educação do país. A Kroton, o maior grupo de ensino do mundo, tem conseguido conciliar essa estrutura de custos enxuta com qualidade de ensino dentro da média de seus principais concorrentes.

A EXAME apurou que a Estácio está aumentando o número de alunos por professor em sala da aula, como forma de reduzir custos. Para executivos da Estácio, isso não afetará a qualidade se as universidades tiverem ensino padronizado. A empresa também reduziu o orçamento de marketing e mudou a sede de um prédio de escritórios para dentro de um de seus campi. 

Desde que a fusão com a Kroton foi negada pelo Cade, em junho, a companhia adotou uma série de medidas para cortar custos, sob a gestão de Pedro Thompson. Demitiu 125 nomes da diretoria e do segundo escalão da gestão, encerrou o departamento de inovação, e fechou três campi, que atendiam 10.000 alunos.  

Junto com um aumento no preço dos cursos, e um novo plano de crescimento em ensino básico, as medidas ajudaram o valor de mercado da companhia dobrar em cinco meses, para cerca de 9 bilhões de reais. O anúncio das demissões também parece ter agradado os investidores: os papeis da companhia subiram 2,66% no dia.

From Exame

[ Modificado: terça, 12 Dez 2017, 17:13 ]
 
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Neste período de crise econômica prolongada, que afeta cada vez mais as oportunidades de emprego e exige dos profissionais a capacidade de reinventar-se constantemente, nunca foi tão necessário adquirir conhecimento. Além de o diploma de Ensino Superior ser requisito básico para uma boa colocação profissional, a atualização e o aprendizado contínuo tornam-se um diferencial ainda mais importante na hora de obter um emprego ou galgar degraus na carreira.

estudantes

Quem tem dificuldade para conciliar o estudo com o trabalho, as atividades domésticas e os compromissos familiares encontra no e-Learning a possibilidade de adaptar-se aos locais e aos horários que achar mais convenientes. E, se a questão for grana, a graduação e a pós a distância costumam ter mensalidades mais em conta que as das modalidades presenciais.

Para quem busca uma requalificação ou um aperfeiçoamento profissional, fazer uma segunda graduação é sempre uma opção interessante. Como, geralmente, aquela tentativa de dar um passo a mais na carreira ocorre após os 30 anos, muitas vezes a pessoa interessada já constituiu família e possui inúmeras responsabilidades profissionais. Para conciliar as demandas sociais e familiares com o trabalho e os estudos, muitas pessoas tentam obter um novo diploma superior pela modalidade a distância.

Muitas instituições de Ensino Superior, inclusive, contam com apoio pedagógico para orientar aqueles que querem fazer uma segunda graduação, mas não têm certeza sobre qual curso escolher. “O nível de incerteza entre os profissionais que partem para uma segunda graduação é muito grande. Ninguém quer voltar a estudar e fazer um curso que não tenha função para o seu futuro profissional”, conta Benhur Gaio, reitor do Centro Universitário Internacional Uninter. Ainda segundo Gaio, existem aquelas combinações de cursos que têm uma sinergia natural, cujas habilidades são complementares, como Direito e Ciências Contábeis, Administração e Ciências Contábeis ou Engenharia e Gestão.

Mas outra situação bastante comum entre os profissionais que buscam uma graduação a distância é a procura por um segundo diploma em uma área diferente. “São pessoas que estão sempre atentas a uma oportunidade de mercado. Muitos engenheiros, que possuem formação sólida em física e matemática, conciliam o trabalho com um curso a distância de formação pedagógica pensando em se tornar professor”, exemplifica Gaio.

As graduações a distância também atendem a uma grande parcela de profissionais que já estão no mercado de trabalho há alguns anos mas não tiveram condições de obter o diploma na idade adequada. São pessoas que, apesar de possuir conhecimento e experiência na área, ficaram estagnadas na carreira por não ter uma formação acadêmica. Esses casos são muito comuns, e a EAD costuma ser a modalidade escolhida para obter o diploma devido à flexibilidade e à autonomia de aprendizado que esse perfil de estudante costuma apresentar.

Uma outra opção, para quem já tem diploma superior, é escolher uma pós-graduação para dar aquele salto na carreira. Na modalidade a distância, é possível encontrar mais de 1.200 cursos lato sensu (especializações e MBAs), segundo o Censo de 2015, feito pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed).

Assim como ocorre na graduação, a pós-graduação a distância vem tendo uma boa aceitação principalmente entre os cursos de Ciências Humanas e de Ciências Sociais Aplicadas. Isso porque são cursos mais baseados na informação e na reflexão do que propriamente em práticas presenciais. E essas características acabam atraindo principalmente aquele profissional que está no nível intermediário da carreira, que busca a flexibilidade da EAD para se especializar dentro da profissão que já exerce.

“O aluno da pós-graduação é aquele profissional generalista, que é capaz de exercer diversas funções em sua área de conhecimento e quer aprofundar o conhecimento dentro de um eixo escolhido”, explica Marcos André Silveira Kutova, diretor da PUC Minas Virtual. Na universidade, as áreas com maior procura na pós-graduação são Direito, Gestão, Marketing e Finanças. “Os cursos de gestão são muito procurados por profissionais de outras áreas, como engenheiros, à medida que eles assumem cargos gerenciais”, exemplifica Kutova.

Por se tratar de alunos mais velhos, com alguma experiência profissional relevante, eles possuem a autonomia e a capacidade de organização desejáveis para quem estuda a distância. “Muitas vezes, eles buscam na pós a orientação de alguém que atue como um curador de conteúdo, que aponte o que é importante aprender ou não diante da enormidade de informações que estão públicas na internet – alguém que desenhe o desenvolvimento profissional para ele”, conta Kutova.

Outro aspecto interessante da pós-graduação a distância é a possibilidade de expandir a rede de contatos profissionais, o que pode favorecer a troca de conhecimentos e a recolocação profissional. Como as turmas de EAD costumam ter muito mais alunos que os cursos presenciais e contam com estudantes de diversas partes do país, esse networking pode ser potencializado. “São alunos que cresceram em uma sociedade conectada e têm grande facilidade para fazer amigos e estabelecer contatos profissionais nos ambientes virtuais de aprendizagem”, justifica o diretor da PUC Minas Virtual.


From Guia do Estudante

[ Modificado: segunda, 18 Mar 2019, 16:20 ]
 
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Para o nosso cérebro, ler um livro ou uma história, é uma questão de treino. Quando, no século XV, o livro passou a ser um instrumento propagador de informação, as pessoas tiveram que ensinar o cérebro a se desconectar do mundo ao redor e mergulhar neste outro universo, senão muito do conteúdo não seria absorvido. É esse o argumento que Jolanta Galecka, especialista em marketing on-line na editora europeia Young Digital Planet, usa para explicar porque a internet entrou com tanta facilidade na vida moderna ­– principalmente entre as crianças. A internet permite que nosso cérebro funcione do jeito que ele mais gosta, defende.

elearning e cérebro

De acordo com a especialista, que esteve nesta semana na Contec Brasil, conferência sobre educação, conteúdo de mídia infantil e tecnologia, o cérebro sempre se desenvolveu em movimento, prestando atenção em tudo que está ao redor. Até por isso, a introdução desse novo universo é muito difícil em escolas com modelos de ensino tradicional, que não fomentam nos alunos a multiconexão entre conteúdos, informações e experiências de vida.

Se o conteúdo não é ensinado de maneira interativa, o aluno não aprende. O cérebro absorve informações quando constrói seus próprios modelos mentais de conexões. Armazenamos a informação por meio dessas conexões, e elas vão ser feitas de acordo com o conhecimento prévio de cada um”, explica a especialista, que complementa: “Por isso que conexões não podem ser ensinadas, ou mesmo forçadas, da mesma maneira que não se pode dar conhecimento. Podemos dar informação, para que ela seja absorvida. Com base nela é que se constrói o conhecimento”.

Entender como o nosso cérebro aprende e como ele responde a estímulos é um grande passo para melhorar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem, defende a especialista. “É aí que o professor estará usando por completo sua habilidade pedagógica, todo o seu potencial. Incitando discussões, instigando a curiosidade, mostrando caminhos para relacionar os conteúdos ao mundo real e a vida fora da escola”, afirma Galecka.

Desse modo, modelos como a sala de aula invertida  ou o aprendizado baseado em projetos  ganham força, já que trazem melhores resultados no desenvolvimento dessas conexões. “A sala de aula invertida não é a solução sozinha, assim como trabalhar com projetos também não é. Tudo precisa ser misturado, combinado com uma série de outras práticas que mostrem para os estudantes a relevância do tema que está sendo abordado. É preciso conectá-lo com o mundo real e não apenas replicá-lo porque está no livro ou faz parte do currículo”, afirma.

Ainda segundo a especialista, o principal papel da escola tem que ser fomentar o pensamento crítico e a análise das informações. “Temos que ensinar as crianças a pensar. É por meio do pensamento que vem a diversidade de informação e opinião. Os alunos tem que saber discernir o que é importante do que não é. Eles têm que saber como usar as informações adquiridas para qualquer propósito que eles queiram, têm que se apoderar delas”, conclui.

From Porvir

 
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A escola de negócios Saint Paul lançará em março de 2018, uma plataforma de educação corporativa por assinatura, batizada de LIT, que integra a inteligência artificial da IBM Watson, para ensinar conteúdo de negócios aos alunos e para personalizar o processo de aprendizagem.

Em uma proposta que se assemelha ao modelo adotado pelo Netflix, o serviço digital, vai permitir ao aluno, acessar o conteúdo completo de 10 MBAs, 20 mil horas de conteúdo para aprendizado, mais de 1.500 exercícios e estudos de caso com resoluções passo a passo, além de uma biblioteca digital com mais de 7 mil livros disponíveis. 

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O aluno poderá aprender em micro-momentos, ou seja, ele poderá escolher em quanto tempo (10 minutos, 15 minutos, 1 hora, entre outros) deseja aprender determinado assunto, o LIT indicará o caminho e ao fim, esses minicursos poderão levar a uma certificação, se for a vontade do aluno.

Na apresentação da plataforma, José Cláudio Securato, presidente da Saint Paul, disse que o LIT nasce de uma inquietude do modelo de negócio das instituições de ensino hoje, baseado em padronização e altos custos para os alunos. A expectativa é que a plataforma atinja em torno de 50 mil alunos, o que representaria um faturamento de R$ 5 milhões/mês. 

Ainda segundo Securato, a escola vem conversando desde abril com a IBM do Brasil para discutir como incluir os conhecimentos e criar um professor virtual a partir da inteligência artificial. O resultado é o Paul, um tutor (o primeiro do mundo, a utilizar a tecnologia de inteligência artificial IBM Watson) que funciona como um professor e pode ser acessado a qualquer momento.

Guilherme Novaes, executivo da IBM do Brasil, afirma que o projeto é único no mundo, quando se fala em inovação, não somente pelo fato de como estão construindo a plataforma, mas também como estão conduzindo o projeto, uma forma muito mais profunda do que já foi testado e realizado com outras empresas. 

Ainda de acordo com Novaes, o aprendizado do sistema é contínuo e poderá ter via de mão dupla, ou seja, o aluno poderá inserir uma questão em que o professor talvez não tenha se atentado. Esse tipo de questionamento, que poderá acontecer, vai gerar uma retroalimentação de conteúdo, tornando o modelo cada vez mais rico. 

O Paul está sendo treinado há meses por um grupo de professores do Centro de Pesquisa em Inteligência Artificial da Saint Paul. Os primeiros conteúdos que foram ensinados para o sistema, foram os cursos de Inovação, Contabilidade e Análise de Demonstrações Financeiras.

Além disso, o sistema fará uma análise personalizada dos alunos, baseada em textos já publicados pelo aluno. Quanto mais o aluno puder alimentar o Paul com conteúdo, melhor e mais assertivo, ele vai trabalhar o contexto amplo de sua personalidade, indicando qual é a melhor didática para o aluno aprender.

A plataforma oferecerá ainda, um ambiente semelhante ao das redes sociais, em que alunos poderão interagir, trocar conhecimentos e discutir assuntos. A intenção é promover o aprendizado em rede, feito por meio de uma comunidade colaborativa composta por alunos e professores, utilizando de streaming de vídeo e mensagens de voz. 

From Infomoney

 
Todo o mundo

As instituições privadas concentram a maior quantidade de vagas ociosas – 2,89 milhões (85,3% delas) –, enquanto nas públicas elas estão na casa do meio milhão (14,7% das cadeiras que foram deixadas). O Censo aponta motivos diversos para essa ociosidade: matrículas trancadas, desvinculadas, transferência para outro curso na mesma instituição e alunos falecidos.

Mas os números mais gritantes se referem às matrículas desvinculadas, que dizem respeito a estudantes desistentes e desligados, ou seja, alunos que por iniciativa da instituição tiveram a vaga cancelada – por abandono, descumprimento de alguma condição ou desligamento voluntário (quando sai da faculdade, mas não formaliza o cancelamento). No Brasil, as desvinculadas somaram 2.029.687 (17,7%) do total de 11,4 milhões de alunos matriculados. Dessas, 86% estavam na rede privada.

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O diretor-executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Sólon Caldas, atribui boa parte das desistências ao cenário econômico e às mudanças nas políticas federais de bolsa e financiamento estudantil. “Os números do censo mostram uma queda significativa nas matrículas de novos ingressantes entre 2014 e 2015, e mais ainda de 2015 para 2016, quando tivemos um crescimento negativo no ensino presencial em decorrência da falta de financiamento para os alunos que não têm condições de arcar com o investimento em educação”, afirma.

Ainda segundo Caldas, desde 2015, quando houve mudanças nas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), a adesão e o cumprimento dos critérios de acesso ficaram mais difíceis para os alunos. Para Sólon Caldas, as mudanças ocorridas também deixaram de permitir que o aluno com dificuldades financeiras pudesse recorrer ao financiamento, o que fez a evasão aumentar e deixar milhões de alunos fora do sistema. “Com o agravamento da crise econômica e política que o país está passando, aliada ao aumento do desemprego, esse cenário fica cada vez mais difícil e, consequentemente, o sonho do ensino superior mais distante para muitos brasileiros.”

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De acordo com Andréa Ramal, consultora em educação e doutora em educação pela PUC-Rio, “o principal motivo para esses números é a evasão, a desistência. E, dentro disso, a falta de base do ensino médio para cursar a universidade. Na engenharia, por exemplo, só 50% dos alunos se formam. Porque falta matemática. Como o estudante fará a disciplina de cálculo sem base nessa matéria? Há também outros fatores associados: problemas relacionados a recursos financeiros e um financiamento do governo que não deixa o aluno tranquilo por causa de uma ameaça constante de descontinuidade. Mas, de longe, a evasão por falta de base escolar é a principal. As faculdades estão tomando medidas, como implementar curso de nivelamento com foco em português e matemática, disciplinas que os estudantes deveriam ter trazido do ensino médio. No caso da universidade pública, é um desperdício de recursos. Não podemos também esquecer que o Brasil atravessa uma crise econômica séria, com 12 milhões de desempregados. A pessoa faz uma faculdade para ter uma chance no mercado, mas acaba não tendo como pagar. Por isso, fica o alerta para o Brasil começar a olhar mais para a educação básica. Levantamento recente mostra que o governo gasta R$ 3 mil por ano com cada aluno nessa fase. Na universidade, esse montante vai para R$ 11 mil. Ou seja, a pirâmide está totalmente invertida. Não olha para o nível básico e perde recurso na educação superior por causa disso. Não adianta encher as universidades se, depois, vai ocorrer esse esvaziamento.”

From EM.com.br