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O Google lançou um aplicativo chamado Grasshopper, que ensina linguagem de programação para iniciantes via dispositivos móveis. O app foi criado pela Area 120, braço em que são desenvolvidos produtos experimenteias da gigante de tecnologia.

“Programar está se tornando uma habilidade essencial e queremos que seja possível que todos aprendam”, dizem os desenvolvedores do app. “Criamos o Grasshopper para ajudar pessoas como você a programar de uma maneira divertida e fácil.”

O aplicativo oferece um curso de três fases: começando com fundamentos, quando os usuários aprendem como a programação funciona — funções, variáveis, strings, arrays e condicionais. Já nas fases seguintes, os usuários aprendem a desenhar formas usando os códigos, além de criar funções mais complexas.

O curso funciona como um jogo de perguntas que vai se tornando mais difícil a cada etapa. “Cada desafio faz o aluno escrever um código JavaScript real usando um ambiente de edição de código personalizado”, disse Laura Holmes, fundadora do Grasshopper, segundo o TechCrunch. “É dado um desafio ao estudante, que tem que resolvê-lo usando a programação, mas são precisos apenas alguns toques para escrever”.

Para manter os usuários engajados, o app conta com ferramentas motivacionais como conquistas, indicadores de progresso e barras que indicam o aprendizado. Cada vez que um usuário cria um novo código, ele recebe um feeedback em tempo real. O app – em inglês – pode ser baixado gratuitamente em dispositivos Android e iOS, na Google PlayStore e na Apple App Store.

From Época Negócios

 
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O texto abaixo foi escrito por Claudio de Moura Castro.

Os mais impacientes julgam que, se fosse fechado o MEC, as coisas iriam melhor. É difícil dizer. Mas é certo que ele está prejudicado na sua função principal: zelar pela educação do país. Isso porque nem tem escolas nem tem poderes diretos sobre os estados e municípios que as têm. Pode fazer alguma coisa, mas nem manda nem financia.



Nas suas funções de cuidar do ensino superior, criou um labirinto de exigências burocráticas. Estas nem sempre levam aos resultados esperados, além de complicar a vida de todos e ser um gentil convite para a pequena corrupção.

O Enade faz do Brasil o único país a medir o que aprenderam os alunos ao se diplomar. Sendo assim, para que escarafunchar tanto os processos, se a medida do produto é confiável? Mal comparando, o Guia Michelin avalia a gastronomia oferecida pelos restaurantes, ignorando a marca do fogão e os diplomas do chef de cuisine. Por que não fazer o mesmo?

Mas, o que é pior, o MEC julga todos os cursos pela quantidade de diplomas de mestrado e doutorado dos professores. Isso é ótimo na física. Mas e na educação física? De fato, por razões históricas, trata as áreas profissionais igualzinho às acadêmicas. Os professores das engenharias são avaliados pelos diplomas e pela quantidade de papers, e não pela sua excelência na profissão. Sendo assim, para melhorar as notas perante o MEC, vale a pena defenestrar professores com décadas de vivência no mundo real e contratar jovens doutores que jamais entraram em uma fábrica ou canteiro de obras. Nos cursos de administração, se nossos grandes executivos virassem professores, fariam baixar a nota do curso junto ao MEC, já que não têm Ph.D. E isso não é diferente nas demais áreas profissionais.

De quebra, pelas regras da dedicação exclusiva, os professores das universidades federais não podem ter experiência nas fábricas. Menos mau que, nesse particular, há amplo descumprimento!

Aleluia! Em uma portaria recente (Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação/Inep), o MEC começou a considerar também a experiência profissional dos professores — em paralelo aos diplomas. Faz mais de trinta anos que insisto nisso. Mas não acredito que a mudança tenha sido influenciada pelo meu patético espernear. Importa a retificação de um cacoete antigo.

Nesse mesmo documento, o MEC passa a reconhecer que livros e periódicos em formato digital são um item integrante e igualmente valioso de uma biblioteca universitária. Por muitos anos, ouviam-se casos de bibliotecas alugadas, apenas para a liturgia das visitas iniciais do MEC. Terminada a visita, um caminhão levava os livros — para o próximo curso a ser visitado. Vacinado contra essas malandragens, além de valorizar agora o acervo eletrônico, o MEC está às voltas com a nova e legítima preocupação de saber se a assinatura dos periódicos digitais tem uma duração aceitável ou vai evaporar-se no dia seguinte. Pela segunda vez, aleluia!

Uma reforma em profundidade no MEC é como o trabalho de Hércules de limpar as cavalariças de Áugias: missão para décadas. Mas, pouco a pouco, alguns reparos vão aparecendo, como os dois acima citados.

From Revista VEJA - Por Claudio de Moura Castro

[ Modificado: terça, 17 Abr 2018, 15:18 ]
 
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Os estudantes brasileiros podem demorar mais de 260 anos para atingir a proficiência em leitura dos alunos dos países ricos. Em matemática, a previsão é de que os brasileiros levarão 75 anos para atingir a pontuação média registrada nos países desenvolvidos. As estimativas são de um relatório sobre a crise da aprendizagem produzido pelo Banco Mundial com dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa).


O Pisa é uma prova coordenada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aplicada a cada três anos entre 35 membros da OCDE e 35 parceiros, incluindo o Brasil. Entre os itens avaliados, está o conhecimento dos alunos em ciências, leitura e matemática.

O relatório aponta que em países como o Quênia, Tanzânia e Uganda, quando se pediu aos alunos do 3º ano do ensino fundamental que lessem em inglês ou kiswahili uma frase simples como “o nome do cão é Filhote”, 75% deles não compreenderam seu significado. Na zona rural da Índia cerca de 75% dos alunos do mesmo ano não foram capazes de fazer uma subtração de dois dígitos.

Para que a aprendizagem cumpra a promessa de eliminar a pobreza e criar oportunidades para todos, o Banco Mundial aponta três recomendações de políticas públicas:

- Avaliação da aprendizagem. Segundo o estudo, só metade dos países em desenvolvimento tem dispositivos para medir a aprendizagem no final do ensino fundamental e das primeiras séries do médio;

- Fazer as escolas trabalharem para todas as crianças. O relatório propõe desde oferecer nutrição adequada até a utilização da tecnologia que ajudem os professores a ensinar e o e-Learning pode contribuir de maneira exponencial para o crescimento do ensino, por meio de tecnologias de aprendizagem adaptativa e inteligência artificial;

- Mobilizar todas as pessoas interessadas na aprendizagem, como a comunidade;

O relatório aponta casos de países que investiram em estratégias de aprendizagem e tiveram sucesso em avaliações internacionais. Um exemplo citado é a Coreia do Sul, país que foi assolado pela guerra e tinha taxas de alfabetização muito baixas em 1950, mas conseguiu universalizar o acesso de matrículas em 1995 e atingir altos índices em rankings de aprendizagem.

From G1 - Educação

 
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A UniGlobo, plataforma e-learning da Globo, completa 16 anos atuando na disseminação de conhecimento e desenvolvimento das 118 afiliadas da Globo ao redor do país, recebeu em 2017, dois importantes prêmios de gestão e liderança. 

O primeiro foi o Prêmio Destaque Gestão de Pessoas, organizado pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), onde a plataforma da Globo, ficou entre os oito projetos de destaque, dos mais de 50 inscritos, por sua capacidade de desenvolver e compartilhar, de forma inovadora, novos conhecimentos ligados às áreas estratégicas do negócio, através de iniciativas voltadas à gestão de pessoas.

Já o segundo, foi o Prêmio Educorp, realizado pela HR Academy,  o reconhecimento veio para a diretora da área de Desenvolvimento de Afiliadas da Globo, Daniela Campos, que recebeu o prêmio nacional de Melhor Líder de Educação Corporativa de 2017.

Daniela Campos afirmou que estão muito orgulhosos com ambas as premiações, pois são um importante reconhecimento do nosso trabalho de desenvolvimento dos profissionais da rede de afiliadas, oferecendo conteúdo exclusivo, alinhando práticas e contribuindo para o melhor exercício da presença regional.

O UniGlobo busca atender aos principais desafios, projetos e direcionamentos estratégicas da Globo na produção e programação de conteúdo, no relacionamento com as comunidades, na comunicação com nosso público, no relacionamento com o mercado publicitário, na formatação de soluções para o negócio dos nossos clientes e na distribuição do nosso sinal com qualidade e confiabilidade. Através desta visão multidisciplinar do negócio e do relacionamento e conhecimento dos mercados regionais, a UniGlobo atua fazendo conexões, convergindo interesses e traduzindo princípios, estratégia e um jeito próprio de fazer em projetos, atuação e iniciativas regionais, viáveis a todas as afiliadas.

Com a essência de desenvolver e contribuir para a qualificação de profissionais em diferentes níveis de formação e vivência, a UniGlobo é uma plataforma multimídia, colaborativa e construída com o conceito de gamefication, que valoriza o acesso e participação dos usuários. Com conteúdos divididos em cursos online, tutoriais, pílulas de conhecimento, comunidades de prática, vídeo, áudios, textos e fóruns, é construída com a participação de profissionais da Globo, referências em suas áreas de atuação, que fundamentam conceitos e compartilham suas experiências.

Contribuem também as Afiliadas, porque a UniGlobo tem como premissa valorizar a diversidade e aproveitar todo o potencial de conhecimento regional da Rede, abrindo espaço para incorporar as melhores práticas locais. Como resultado, a plataforma reúne cursos construídos de forma coletiva, onde todos cooperam e compartilham suas vivências. Segundo Daniela Campos, Formamos uma rede de conhecimento única.

A Uniglobo já soma mais de 42 mil inscrições, 3,5 mil turmas realizadas, 88% de engajamento, 130 cursos desenvolvidos e mais de 100 tutores.

From Rede Globo

 
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O e-learning da LATAM Linhas Aéreas é um dos casos mais bem-sucedidos do Brasil, com um modelo consolidado e estratégico que atende todas as áreas de negócio da companhia e até mesmo empresas do mesmo setor. 


Em meados de 2005, foi estabelecido uma meta audaciosa de treinamento, treinar todos os agentes de viagens que vendiam bilhetes da TAM e isso só seria possível se fosse à distância. Assim, se optou pela implantação temporária de um LMS (Learning Management System) apenas para o público externo. Com o sucesso do projeto,  o mesmo modelo foi implementado para TAM Linhas Aéreas. Atualmente, a educação a distância atende todas as áreas de negócio e ainda conta plenamente com o apoio da alta gestão da empresa para investir, cada vez mais em soluções de e-learning e novas mídias aplicadas à educação. 

A estrutura do e-learning é dividido em 3 áreas: conteúdo (designers instrucionais), suporte em português, inglês e espanhol (apoio aos colaboradores que utilizam a plataforma de educação a distância) e qualidade (garantir a qualidade de todos os conteúdos produzidos). 

A plataforma possui cerca de 150 cursos, segmentados entre treinamentos obrigatórios (conhecimento crítico para o negócio), desejáveis (conhecimento desejável para o negócio) e livres (desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais). Destes, 20 cursos são traduzidos para o inglês e espanhol, com planos de expansão. 

Os colaboradores das bases internacionais realizam os mesmos treinamentos on-line disponibilizados no Brasil, o que é fundamental para o desempenho. O entendimento pleno do curso, é essencial para garantir a segurança em todas as esferas da operação. Por esse motivo, todos os treinamentos obrigatórios foram traduzidos. 

A LATAM possui operação internacional em 14 países, distribuída em aeroportos da América do Sul, América do Norte e Europa. Fora dos aeroportos, existem escritórios de negócios espalhados por todos os continentes. Desta forma, investir em ações de educação a distância é fundamental para o negócio, pois anualmente trazer centenas de colaboradores para cursos presenciais, é muito dispendioso e insustentável. Além da sensível redução de custo com a logística de treinamento presencial, há o benefício do conhecimento atualizado e disponibilizado em tempo real, independentemente de fronteiras ou outros entraves que possam impactar. Outro fator, é que profissionais que estão longe da sede da empresa tendem a se sentirem afastados da estratégia. A plataforma oferece fóruns e comunidades para que os colaboradores se comuniquem e compartilhem experiências com colegas de outros países, o que favorece a diminuição desse distanciamento. 

As autoridades brasileiras e internacionais exigem que qualquer prestador de serviços em uma companhia aérea deve ser treinado sobre a operação aeroportuária e os processos da empresa. O e-learning atendem plenamente essa necessidade, pois, por meio de uma parceria, é possível ministrar o cursos para os prestadores de serviço a custo zero. Este modelo é aplicado no Brasil e nas bases internacionais. Empresas que prestam serviços para LATAM também podem acessar a plataforma de educação a distância para realizar treinamentos on-line e consultar bibliotecas virtuais com publicações técnicas para desempenhar melhor suas funções. Devido a essa normatização, surgiu um nicho de negócio, que possibilitou a comercialização da licença de alguns cursos on-line obrigatórios pela ANAC (Agência Nacional da Aviação Civil) sobre as operações aeroportuárias para empresas que não são parceiras, mas que necessitam do treinamento para atender outras empresas do nosso setor. 

A fusão com a LAN trouxe novas oportunidades para a internacionalização do e-learning, como o curso de Código de Ética, que foi desenvolvido em vários idiomas e atingiu mais de 50 mil colaboradores da holding. Como em todo processo de fusão, há também profissionais expatriados e compartilhamento de profissionais. Em ambos os casos, o e-learning proporcionou o conhecimento de processos, políticas e operação das companhias, que foram indispensáveis no processo de fusão.  

Mapear proficiência linguística e digital dos colaboradores, possuir parceiros com expertise na tradução de materiais instrucionais, LMS e suporte ao colaborador em multi-idiomas são, sem dúvida, foram fatores importantes para oferecer um treinamento de qualidade, elevar a satisfação do colaborador no treinamento e obter resultados. 

A empresa se preocupa em conhecer as políticas locais de uso de Internet. Se for usado um vídeo do Youtube ou artigo no curso, por exemplo, a empresa certificar-se de que o site e o vídeo são liberados naquele país. As nuances culturais devem ser criteriosamente analisadas. Metáforas ou analogias necessitam ser cuidadosamente avaliadas antes de serem disponibilizadas em um treinamento, ou ainda, as ilustrações. O cuidado com o texto e contexto cultural é essencial, pois a aprendizagem só será significativa, se houver contexto com a realidade do colaborador.

From Melissa Casagrande, gerente de treinamento da LATAM, entrevista concedida a Webaula

[ Modificado: segunda, 19 Mar 2018, 19:20 ]
 
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No primeiro momento, a notícia causa impacto, mas David Roberts,  especialista em inovação e membro da Singularity University, acredita piamente que, no futuro, graduações não serão mais tão importantes. Em entrevista ao jornal espanhol El País, ele comentou o porquê dessa opinião. 


Para Roberts, só sobreviverá quem tiver uma marca firme e souber se transformar. Investir em novas tecnologias é uma das saídas. “As grandes universidades não querem oferecer seus conteúdos online porque acreditam que a experiência será pior para o aluno, que nada se compara a uma aula cara a cara. Enquanto isso, ignoram a revolução que está acontecendo”, explica. 

Ainda segundo Roberts, grande parte do problema da educação está na maneira de se ensinar. “Estamos ensinando da mesma forma durante os últimos 100 anos e, como crescemos nesse sistema, achamos que é normal, mas é loucura”, conta. O especialista acredita que é preciso ensinar novas ferramentas aos alunos, que realmente os ajude a lidar com o mundo em que vivem. Para ele, a resistência em se adaptar às mudanças contribuirá para o fim das universidades como conhecemos. 

É preciso lembrar, de acordo com Roberts, que cada indivíduo possui um tipo de inteligência e que não adianta ensinar a todos da mesma maneira. Mas, as mudanças não devem vir só por parte das instituições. Apesar de inserido na atualidade, os jovens tendem a seguir modos mais tradicionais e isso precisa mudar. “Não se deve aspirar que uma empresa te contrate. Não temos que ensinar como conseguir um trabalho, mas sim cria-lo”, comenta. 

Por fim, Roberts afirma que,para as universidades, é preciso ter como foco formar líderes, pessoas inovadoras que vão contra as normas e alcancem resultados ambiciosos. Sobre o futuro, ele não tem dúvidas: “O mundo seguirá girando em torno do dinheiro, que é a energia para fazer as coisas ou muda-las. Esses novos inventos te inspirarão a trabalhar para poder comprar”, conclui.

From Universia Brasil

 
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O investimento em treinamento e desenvolvimento (T&D) corporativo vem crescendo no Brasil. Prova disso, são os resultados da pesquisa da Associação Brasileira de Treinamento & Desenvolvimento (ABTD), divulgada em 2016, que apontou um incremento de 25% no investimento em relação ao ano anterior e um aumento no volume nas horas de Treinamento, por colaborador, em 33%.


Segundo Pierre-Jean Quétant, country manager da Learning Tribes no Brasil, empresa internacional de T&D, as companhias nacionais sabem da necessidade de investimentos em T&D, mas, ainda são conservadoras em relação à utilização de tecnologias, como o e-Learning ou mesmo Blended. Porém, em países como a China, por exemplo, quase a totalidade dos treinamentos corporativos são realizados via mobile, uma vez que oferece flexibilidade para que os alunos estudem e pratiquem, onde e quando for mais conveniente.

Ainda de acordo com Quétant,“as empresas utilizam tecnologia em seus negócios, mas precisam enxergá-la como facilitadora também no desenvolvimento de seus colaboradores, resolvendo aos desafios de tempo disponível para treinar e de diminuição de custos”.

From profissional&negocios

[ Modificado: terça, 20 Fev 2018, 17:47 ]
 
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De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o aluno terá um diploma de graduação, não importando a modalidade em que realizou o curso, ou seja, não há diferença nenhuma, no diploma de quem fez um curso EaD ou Presencial.

Isso significa, que o aluno pode escolher em qual modalidade estudar, sem precisar se preocupar se isso implicará em algo no seu diploma. É importante ressaltar que não é especificado no diploma se o curso foi feito presencialmente ou não.

No final, o importante é estudar, independente se o curso é presencial ou a distância, ainda mais quando você pode ter uma ótima bolsa de estudo.

Entretanto, muitas pessoas não sabem qual é a diferença entre um curso de educação a distância (EaD) e aqueles que são presenciais, assim a seguir iremos explicar.

A modalidade presencial é aquela em que alunos e professores se encontram num lugar para ter as aulas. Nesse caso, os alunos têm aula na maioria dos dias na instituição de ensino, escolhida num horário pré-acordado.

A modalidade EaD,  segundo Ivete Palange, conselheira da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), o “processo educacional em que há uma separação física entre o educando e o educador é chamado de educação a distância”. Nesse caso, as aulas são feitas online e o encontro com o professor é feito somente em momentos marcados.

Isso permite que diversas pessoas que possuem uma agenda agitada, tenham a oportunidade de estudar, visto que o horário de estudo é algo flexível e decidido pelo próprio aluno.

Entretanto, não se engane, fazer um curso a distância não significa que será mais fácil. “O aluno necessita se organizar, estudar de forma autônoma e independente, identificar suas dificuldades, pedir ajuda para solucioná-las, realizar todas as atividades previstas e a avaliação. Não cumprir as atividades previstas a serem realizadas a distância ou ter um desempenho sofrível nas provas presenciais podem reprovar o aluno. Assim, o curso a distância não é mais fácil, exige até mais esforço que o presencial”, explica a conselheira.

Por fim, Ivete também afirma que o preconceito no mercado de trabalho diminuiu bastante nos últimos anos, isso se deve ao fato de que muitas empresas começaram a utilizar o método de EAD para realizar treinamentos, o que amenizou muito os julgamentos feitos contra a modalidade. Além disso, as características necessárias para concluir um curso EaD também são muito valorizadas em profissionais como, por exemplo: proatividade, organização, autonomia e independência.

From Isabela Giordan QUERO BOLSA

[ Modificado: segunda, 5 Fev 2018, 18:35 ]
 
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O maior desafio, será capacitar os avaliadores para os novos instrumentos definidos pelo INEP. Os novos instrumentos de avaliação das instituições de ensino superior no Brasil, vão exigir do Ministério da Educação um esforço extra na capacitação dos avaliadores que integram o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).


Segundo o professor Fabrício Ricardo Lazilha, avaliador do MEC, especialista no assunto e diretor de Planejamento de Ensino da Unicesumar, os novos critérios definidos pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) são mais subjetivos e avaliam as instituições de forma mais qualitativa.

Ainda segundo Lazilha, até o ano passado, o número de alunos dividido pelo número de títulos na biblioteca, por exemplo, resultava num número de referência, numa tabela que indicava um índice. Neste ano, os avaliadores que estavam acostumados aos critérios antigos, irão precisar estar atentos para que a avaliação seja isenta e justa.

O INEP já iniciou para 2018, o processo de seleção e formação de novos avaliadores para higienizar o sistema. Tanto os novos, quanto os mais antigos, deverão ser capacitados para avaliar as instituições a partir dos novos critérios.

Os novos critérios, de acordo com Lazilha, são mais adequados à realidade da formação acadêmica no Brasil.  já que ano após ano, a EAD vem crescendo na formação de novos profissionais para o mercado. Por conta disso, a partir de janeiro, o INEP criou indicadores específicos para avaliar a EAD, pois até o ano passado era avaliada com critérios muito próximos aos de um curso Presencial.

A partir de agora, foram incluídos indicadores específicos a modalidade, como por exemplo a existência, estruturação e atuação de uma equipe multidisciplinar, que é imprescindível no processo de EAD. Por ser uma metodologia mediada pela tecnologia, o ambiente virtual de aprendizagem passa a ser avaliado como também o ambiente de formação acadêmica dos tutores, atuação dos coordenadores,  sua relação com tutores e professores, qualidade do material didático, entre outros critérios. Para os alunos, esses novos critérios irão traduzir de forma mais precisa a qualidade das instituições que escolherem para a sua formação.

Os novos instrumentos irão considerar com mais detalhes e profundidade as características das modalidades Presencial e EAD. Assim, as instituições de ensino superior terão que ajustar os seus processos para atender esses novos instrumentos, o que deverá impactar de forma direta nas propostas metodológicas existentes.

Com maior subjetividade na interpretação dos indicadores, obter o conceito 5, exigirá para algumas instituições de ensino superior, novas práticas e um novo planejamento.

Os resultados dessas avaliações (Autorização e Reconhecimento) vão compor, juntamente com outras variáveis, os resultados da avaliação das IES.

Além disso, os alunos e candidatos poderão acompanhar os conceitos de Reconhecimento dos Cursos e as notas do ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) e CPC (Conceito Preliminar de Curso) para escolher onde estudar. 

As IES, que já possuem projetos bem estruturados no que diz respeito a metodologia, tecnologia, equipes com boa formação (pedagógica, suporte, operações), profissionais com perfil analítico integrando a equipe multidisciplinar e uma rede de polos alinhadas com a missão e com projeto institucional, não terão problemas com esses novos critérios. 

From Beth Matias SEG

[ Modificado: terça, 30 Jan 2018, 19:12 ]
 
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O e-Learning é um fenômeno, alinhado à luta por uma sociedade mais justa e menos desigual, onde o maior número possível de pessoas possa estudar e ampliar o leque de oportunidades para avançar na vida. 

O e-Learning é um fenômeno, alinhado à luta por uma sociedade mais justa e menos desigual!

O e-Learning leva a novas práticas que vão ao encontro da aprendizagem em um mundo saturado de informação. O que é criado, replicado, alterado e divulgado hoje nos meios de comunicação massivos e na internet chegou a níveis inéditos em termos de quantidade, velocidade e variedade.

Essa realidade afeta a percepção humana, que não lida bem com a linearidade estabelecida por currículos que não valorizam a personalização das relações de ensino-aprendizagem e não incorporam as possibilidades trazidas pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

Em sua atual fase, o e-Learning também pode colaborar com o desenvolvimento das chamadas competências digitais, essenciais para promover a capacidade de utilizar as TIC de maneira crítica, criativa, autônoma e sem se enredar nas mentiras ou cair na manipulação.

Apesar de o e-Learning ser praticada há séculos em várias parte do mundo, salta aos olhos o seu crescimento no Brasil em anos recentes. O número de matrículas em cursos de graduação a distância aproximou-se de 1,5 milhão, em 2016, o que correspondia a 18,6% dos oito milhões de universitários no país.

De acordo com a pesquisa TIC Domicílios 2016, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mais de 16 milhões de pessoas participaram de cursos a distância naquele ano. Os resultados demonstram também que cerca de 80 milhões de brasileiros realizou atividades ou pesquisas escolares e 72 milhões estudaram por conta própria utilizando a internet.

A Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) verificou, em seu censo de 2016, o montante de 2,9 milhões de alunos que participaram de cursos livres corporativos e não corporativos. Trata-se de uma análise qualitativa mais aprofundada sobre a EaD, que se encontra disponível gratuitamente online.

Há uma nítida convergência entre o crescimento do e-Learning e a disseminação TIC. Temos mais computadores, tablets, celulares, usuários, maior acesso à banda larga e volume exponencialmente crescente de informação disponível no universo digital. Redução nos preços de hardwares e softwares, aumento na capacidade de processamento e memória, nas nuvens ou em máquinas domésticas e no trabalho.

Aproxima-se a “digitalização de tudo”, que aumenta o potencial de indivíduos e organizações que saibam se inserir nesse universo. Ao mesmo tempo, há uma série de impactos negativos e riscos de desigualdades ainda maiores que levem à concentração de poder militar, econômico, político e simbólico.

Há novas profissões surgindo e previsões alarmistas sobre o desaparecimento de muitas outras ocupações, a serem eliminadas ou substituídas pela automação. Também cresce a quantidade de empregos e trabalhos que exigem mais competências e habilidades digitais, especialmente devido a grandes mudanças nas profissões existentes, que incorporam as TIC em seu cotidiano.

Nos países empobrecidos, ou em desenvolvimento, aumenta a demanda por Educação Superior de boa qualidade e mais acessível. As salas de aula são cada vez mais frequentadas por estudantes com um novo perfil, ou seja: idade maior que 25 anos, primeiro da família a frequentar uma universidade, trabalhador de tempo integral, que sustenta dependentes econômicos e não completou o Ensino Médio na idade considerada normal.

Pelas próprias condições de vida, esses estudantes tendem a preferir mais possibilidades de aprendizagem a distância, especialmente mediadas online. Também as novas gerações, que cresceram em contato com tablets e celulares, não suportam mais as aulas exclusivamente no modelo tradicional. Observa-se que os cursos presenciais passam a incluir metodologias e-Learning em suas práticas didático-pedagógicas, numa tendência chamada "educação híbrida".

Em breve, será difícil identificar a modalidade de uma oferta educacional, pois em todo caso as TIC permitirão maior flexibilidade de tempo e espaço nos quais os alunos vão estudar e interagir.

A tendência é a educação aberta e flexível, com uma presença permanente na vida das pessoas, pois ninguém mais pode deixar de estudar.

O e-Learning ainda faz levantar a sobrancelha dos mais céticos. Porém, ao longo de seus 24 anos de existência, a ABED constata que a qualidade dos cursos está diretamente relacionada à qualidade da instituição ofertante. Isso vale para o ensino presencial e a distância.

Esse alinhamento se confirma pelos resultados do Enade, exame que é aplicado igualmente para alunos de cursos de Graduação a distância e presenciais.

A educação de qualidade é a tarefa principal e primordial para qualquer governante ou, simplesmente, cidadão. O e-Learning permite alcançar novos patamares educacionais com escalabilidade e maior agilidade.

From Luciano Sathler é Diretor da ABED e Reitor do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. ESTADÃO

[ Modificado: terça, 23 Jan 2018, 18:25 ]