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Com objetivo de estender o conhecimento e oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional aos colaboradores, a PETROBRAS utiliza há décadas recursos de Educação à Distância (EAD). Em virtude da grande diversidade de atividades, de regimes de trabalho e dispersão geográfica, foi encontrada nessa modalidade uma forma de transmitir novos conhecimentos e promover reciclagem profissional, além de investir em atualização tecnológica.

No decorrer do tempo, o sistema de ensino à distância da PETROBRAS foi sendo aprimorado, aproveitando os recursos disponíveis em cada época. Em 1975, foi inaugurado o uso de Módulos Instrucionais. Já em 1981, entrou em operação o videotreinamento, e, sete anos depois, as Comunidades Virtuais. Desde 2001, há o Campus Virtual, ambiente disponibilizado na intranet da empresa, onde são realizados os cursos na modalidade e-learning. 


Desde o início do Campus Virtual, mais de 60 mil empregados foram capacitados em pelo menos um dos cursos disponíveis. Há cursos 100% à distância e outros no modelo híbrido, com momentos de interação presencial e de interação à distância. A dosagem de como será essa distribuição é determinada pela análise pedagógica do conteúdo e do público alvo que será atendido pelo curso. 

Entre as vantagens verificadas em adotar o e-learning, destaca-se a redução substancial de custos (deslocamento, hospedagem e salas de aula), mas também há o ganho em agilidade, que permite capacitar um público extenso em menor tempo do que quando comparado à sala de aula. Dentre os recursos oferecidos, além do e-learning, há fóruns de discussão, chat, sala de aula virtual e videoaula, entre outros. 

O processo de ensino à distância é conduzido por profissionais de Recursos Humanos, com suporte da área de Tecnologia da Informação e Telecomunicações (TIC). Em algumas situações, é possível recorrer as contratações específicas para, por exemplo, o desenvolvimento de um conteúdo de e-learning, ou para a participação de um colaborador em cursos disponíveis no mercado. Todo o gerenciamento dos conteúdos desenvolvidos é realizado internamente. Com suas características peculiares, o e-learning tem reforçado aspectos estratégicos, como a ampla disseminação de conhecimentos fundamentais para a boa atuação dos nossos profissionais.

From Petrobras

[ Modificado: segunda, 23 Jul 2018, 15:40 ]
 
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A robotização em diferentes setores, já é realidade — inclusive na área administrativa. Em vez de um funcionário de recursos humanos passar horas digitando os dados daquele monte de documentos exigidos de cada novo empregado contratado, softwares que agem como robôs inserem automaticamente as informações no sistema em frações de segundo. Essas ferramentas começam a ser testadas também para executar todas as tarefas burocráticas ligadas à contratação, como agendamento de exames, treinamentos e instalação do posto de trabalho. 


É uma tendência que se repete no jurídico, em compras, no financeiro e em outros setores das empresas. Segundo a Accenture, são atividades às quais se dedicam 30% da força de trabalho global atualmente. Com o potencial de quase todo tipo de emprego ser afetado pelas novas tecnologias, os impactos serão imensos. Outra consultoria, a também americana McKinsey, fez uma pesquisa que estima que até 2030 o desenvolvimento e a implementação de tecnologias criarão de 20 milhões a 50 milhões de novos empregos em todo o mundo.

Na outra ponta, de 400 milhões a 800 milhões de indivíduos perderão o emprego (números como esses dão força nos congressos de alguns países europeus a propostas para a criação de impostos sobre a utilização em massa de robôs e de uma renda básica universal para os desempregados devido à tecnologia). Mas, entre a elite do mercado que vai abocanhar os novos empregos do futuro e aqueles indivíduos que vão sofrer na pele a extinção de seu posto de trabalho, há um contingente enorme que vai se adaptar: de 75 milhões a 375 milhões de pessoas devem mudar de categoria ocupacional e aprender novas habilidades, dependendo da velocidade na adoção dessas novas tecnologias.

Surgem, portanto, desafios de bom tamanho para as empresas. Um deles é atrair o profissional que já tem o perfil multidisciplinar exigido pelas novas tecnologias. Mas talvez o mais importante seja treinar a força de trabalho acostumada a uma rotina implantada no início do século 20 a agir de acordo com as necessidades do século 21. Trata-se de um desafio imenso para qualquer país. Aqui, é uma tarefa hercúlea.

Oriundo do mercado financeiro, Gustavo Muller deparou com um novo habitat ao criar a Monkey Exchange, um marketplace de recebíveis. No mundo das startups, pessoas de várias tribos criam e trabalham em conjunto, até dar forma ao projeto. Desenvolvedores, especialistas em usabilidade e audiência, designers, vendedores, sócios e o próprio usuário dividem necessidades e soluções. “O desafio é, na hora de ganhar escala, manter a mesma qualidade de quando o projeto está na fase inicial”, diz Muller.

Por essa razão, a Monkey passou a patrocinar meetups, como são chamados os encontros nos quais desenvolvedores dividem suas descobertas com outros profissionais de tecnologia. “Existe uma cultura de compartilhamento de conhecimento e, depois de passar meses trabalhando num projeto, é meio natural difundir esse aprendizado”, afirma Felipe Adorno, vice-presidente de tecnologia da Monkey Exchange, que criou os encontros da startup. Como os dele, há muitos meetups ocorrendo de maneira gratuita em São Paulo diariamente.

Os organizados por Adorno recebem a cada edição mensal cerca de 80 pessoas, interessadas especificamente em desenvolvimento Java, uma linguagem de programação e plataforma computacional. Eles acontecem em lugares variados, como a escola de codificação Digital House, e em corporações, como a filial brasileira da sueca Ericsson, fabricante de equipamentos de telecomunicações. “Temos a visão da startup, mas é muito legal entender as necessidades das empresas grandes”, afirma Muller.

Foi num desses encontros que Maxwel Lidogério, em 2015, então com pouco mais de 18 anos de idade, apareceu, querendo saber mais de Java. Morador de Cidade Tiradentes, bairro no extremo leste de São Paulo, ele havia sido empacotador na Casa Negreiros Supermercados durante um programa de Jovem Aprendiz. Esperto, tornou-se o “menino do sistema” da rede paulistana, falando ao dono que entendia do assunto. Lidogério havia feito um curso de logística numa escola técnica, achando que seguiria a profissão do pai, e lá descobriu que gostava mesmo de tecnologia.

Um amigo falou sobre os meetups, e Max, como é conhecido, apareceu numa das reuniões da Monkey. Pouco tempo depois, foi contratado e logo foi considerado um dos melhores desenvolvedores da empresa. Tão bom que foi levado por um concorrente, mas acabou voltando porque gostava do clima e do desafio. Como é comum em startups, nem sempre tem de enfrentar a 1 hora e meia de trânsito entre Cidade Tiradentes e o bairro de Pinheiros, onde está o coworking em que fica a Monkey. Às vezes, trabalha a semana inteira em casa. “Além de programar, trabalhando numa fintech aprendi a investir e também entendo mais sobre negócios e logística”, diz Max, que hoje tem 21 anos e estuda análise e desenvolvimento de sistemas na Fatec, uma faculdade pública de tecnologia.

Segundo Muller, vice-presidente da startup, esse perfil de profissional com múltiplas visões do negócio — uma exigência maior, em várias áreas — é raro. “Nos Estados Unidos, os profissionais de tecnologia vão além de sua área de atuação. Eles entendem de desenvolvimento do produto, conseguem fazer a valoração do negócio e sabem fazer um pitch para vender sua ideia”, diz. “Aqui é bem mais difícil achar pessoas com esse perfil.”

Para os especialistas, o trabalhador multidisciplinar demandado pela indústria 4.0 é um artigo escasso em qualquer lugar do mundo. Uma pesquisa da OCDE indica que 50% das empresas na América Latina não conseguem encontrar trabalhadores qualificados para lidar com as novas tecnologias, em comparação com 36% de média em outros países. Dois em cada cinco jovens na região não estudam nem trabalham e 55% dos trabalhadores estão na economia informal, sem nenhum tipo de estímulo à qualificação. “A carência de mão de obra em tecnologia é global, bem como a preocupação em treinar os trabalhadores na multidisciplinaridade”, afirma Arbix, da USP.

Não é a primeira vez que o temor da obsolescência aflige os seres humanos. Mas, toda vez que uma nova tecnologia se impôs no passado, as pessoas se adaptaram — ainda que com uma dose de sofrimento para quem estava envolvido no processo. Sim, muita gente ainda vai sofrer com as dores do progresso tecnológico. É no mínimo curioso, porém, ver que até quem está na fronteira da inovação tem enfrentado perrengues prosaicos na relação homem versus máquina.

Recentemente, a montadora americana Tesla constatou a necessidade de ter humanos em fábricas de carros completamente robotizadas, depois de adiar sucessivas vezes a entrega do volume prometido ao mercado de unidades do Tesla Model 3, seu carro elétrico básico. Isso porque 90% dos carros saídos de sua linha de montagem apresentaram defeitos, como portas que não fecham direito, vazamentos e peças soltas. Elon Musk, fundador da montadora que pretendia ser a mais eficiente do mundo, usou sua conta do Twitter em abril para fazer um mea-culpa.

“A excessiva automação na Tesla foi um erro — precisamente, um erro meu. Os humanos estão sendo subestimados”, escreveu Musk na rede social. O equilíbrio entre automação e trabalho humano vem sendo testado há um bom tempo pela japonesa Toyota, criadora do processo produtivo de manufatura enxuta, um passo anterior à indústria 4.0. Ela é uma das montadoras que mais investem em automação e uma das que menos demitem. E na empresa japonesa, veja só, menos de 10% dos carros apresentam defeitos de pós-fabricação. Novamente, estamos diante de um novo mundo aberto a explorações.

From Exame Online

[ Modificado: segunda, 16 Jul 2018, 09:21 ]
 
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O Brasil, ainda não erradicou o analfabetismo. Em 2017, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística contabilizava quase 12 milhões de analfabetos, enquanto boa parte do mundo civilizado erradicou os iletrados no século 19. Assim, é necessário rapidamente capacitar os trabalhadores brasileiros, pois se atualmente não conseguem competir com os estrangeiros, imaginem com as habilidades que serão exigidas no futuro.


De acordo com um levantamento da escola de negócio Insper, de São Paulo, e da consultoria americana Oliver Wyman, em 1994, um trabalhador no Brasil gerava cerca de 25.000 dólares de riqueza por ano. O valor equivalia a 31% da produtividade americana na época, de 82.000 dólares. De lá para cá, a distância aumentou. Em 2016, ano mais recente com dados disponíveis, o brasileiro produziu o equivalente a apenas 25% do que o americano gerava. Enquanto a riqueza criada por trabalhador aqui foi de 30.000 dólares, a contribuição de cada empregado americano chegou a 121.000. Quando comparada à média da OCDE, o clube dos países mais ricos, nossa produtividade relativa caiu de 38% para 34% no mesmo período.

O retrocesso ocorreu mesmo com o fato de a escolaridade no Brasil ter dobrado desde os anos 90, indo da média de quatro para quase oito anos de estudo. Sim, melhoramos, mas os outros continuaram avançando. Enquanto na década de 90 os cidadãos de 15 anos ou mais dos países ricos tinham, em média, nove anos de estudo, agora acumulam 11 anos de capacitação.

O atraso educacional brasileiro se reflete diretamente na formação da força de trabalho. Uma pesquisa inédita da Accenture mostra que 78% dos trabalhadores aqui têm qualificação considerada média ou baixa. São essas pessoas as mais vulneráveis num momento de transição tecnológica. Por essa razão, um em cada quatro empregos corre o altíssimo risco de ser automatizado no país até 2020, de acordo com a Accenture.

Outro tanto, correspondente a quase metade dos postos no mercado de trabalho brasileiro, tem chance considerada média de seguir o mesmo caminho. O prognóstico não ajuda os 14 milhões de pessoas sem ocupação no momento. “O emprego da base da pirâmide será inteiramente dizimado ou terá os salários comprimidos”, diz o economista Glauco Arbix, professor na Universidade de São Paulo e pesquisador do Observatório de Inovação e Competitividade do Instituto de Estudos Avançados.

O problema de uma força de trabalho despreparada não se resume a quem vai ter ou não emprego no futuro — o que não é pouca coisa na esfera individual —, mas se o país será capaz de fazer a transição para uma economia digitalizada. “Sem a qualificação da mão de obra, a implementação da indústria 4.0 não acontecerá na velocidade necessária e corre-se o risco de não se tirar o atraso da produtividade brasileira”, afirma o alemão Bjorn Hagemann, sócio da McKinsey e líder da prática de indústrias avançadas para a América Latina. Estudos da consultoria apontam que, em algumas áreas, a implantação das tecnologias ligadas à indústria 4.0 poderia representar ganhos de produtividade de 200% no Brasil.

Diante de tantos desafios e oportunidades que a inovação disruptiva coloca ao mercado de trabalho, algumas instituições já estão se mexendo. O Senai, que treinou mais de 2 milhões de jovens no país em 2017, começou a oferecer neste ano cursos de big data, inteligência artificial, robótica, computação em nuvem, segurança digital, manufatura aditiva e internet das coisas, entre outros. Três programas diferentes, entre eles o curso Explorando o Big Data, passaram a ser ministrados em oito estados e a entidade prepara outras unidades para ofertá-los no restante do país. Uma das empresas que querem aproveitar a nova abordagem do Senai perante a indústria do futuro é a fabricante americana de equipamentos médicos GE Health-care.

“Na área de imagens, todos os anos há novos produtos, usos, aplicações e métodos de diagnósticos de altíssima tecnologia”, diz Marcos Corona, diretor da GE Healthcare para a América Latina. “Isso representa um grande desafio em relação à educação para uma cadeia complexa, como a de saúde.” Assim, para treinar técnicos, tecnólogos, médicos e engenheiros de software, além de pessoal de manutenção, a GE fez uma parceria com o Senai na qual simuladores permitem operações virtuais de equipamentos, entre outros aprendizados. A empresa investiu 300.000 reais em um laboratório com esses equipamentos numa escola do Senai em São Paulo. A GE usa ainda uma série de aplicativos para cada especialidade da medicina, tutoriais de procedimentos e uma plataforma online de atendimento remoto acessada por mais de 1 200 alunos em treinamentos que duram 2 000 horas-aula.

O uso das tecnologias 4.0, porém, vai além do treinamento e se transforma na aquisição de novos jeitos de trabalhar. Nesse formato, as especializações de cada empregado são complementadas por quem tem outro tipo de conhecimento. 

Para os especialistas, o trabalhador multidisciplinar demandado pela indústria 4.0 é um artigo escasso em qualquer lugar do mundo. Uma pesquisa da OCDE indica que 50% das empresas na América Latina não conseguem encontrar trabalhadores qualificados para lidar com as novas tecnologias, em comparação com 36% de média em outros países. Dois em cada cinco jovens na região não estudam nem trabalham e 55% dos trabalhadores estão na economia informal, sem nenhum tipo de estímulo à qualificação. “A carência de mão de obra em tecnologia é global, bem como a preocupação em treinar os trabalhadores na multidisciplinaridade”, afirma Arbix, da USP.

Não é a primeira vez que o temor da obsolescência aflige os seres humanos. Mas, toda vez que uma nova tecnologia se impôs no passado, as pessoas se adaptaram — ainda que com uma dose de sofrimento para quem estava envolvido no processo. Sim, muita gente ainda vai sofrer com as dores do progresso tecnológico. É no mínimo curioso, porém, ver que até quem está na fronteira da inovação tem enfrentado perrengues prosaicos na relação homem versus máquina.

Recentemente, a montadora americana Tesla constatou a necessidade de ter humanos em fábricas de carros completamente robotizadas, depois de adiar sucessivas vezes a entrega do volume prometido ao mercado de unidades do Tesla Model 3, seu carro elétrico básico. Isso porque 90% dos carros saídos de sua linha de montagem apresentaram defeitos, como portas que não fecham direito, vazamentos e peças soltas. Elon Musk, fundador da montadora que pretendia ser a mais eficiente do mundo, usou sua conta do Twitter em abril para fazer um mea-culpa.

“A excessiva automação na Tesla foi um erro — precisamente, um erro meu. Os humanos estão sendo subestimados”, escreveu Musk na rede social. O equilíbrio entre automação e trabalho humano vem sendo testado há um bom tempo pela japonesa Toyota, criadora do processo produtivo de manufatura enxuta, um passo anterior à indústria 4.0. Ela é uma das montadoras que mais investem em automação e uma das que menos demitem. E na empresa japonesa, veja só, menos de 10% dos carros apresentam defeitos de pós-fabricação. Novamente, estamos diante de um novo mundo aberto a explorações.

From Exame Online

[ Modificado: quinta, 5 Jul 2018, 18:56 ]
 
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O psicólogo Yanco Paternó de Oliveira, de 27 anos, tem uma sala exclusiva para atendimentos online. Desde 2017, ele incluiu sessões online com usuários para fazer terapia entre os horários de suas consultas presenciais e o trabalho que realiza em uma ONG.


Oliveira faz parte do movimento crescente de profissionais da psicologia que atendem em plataformas elearning, que permitem contato com o psicólogo por mensagens de texto, de voz e de vídeo. 

A presença dos psicólogos no mundo virtual é tão expressiva que fez com que o Conselho Federal de Psicologia (CFP) atualizasse a resolução que regulamenta a atividade no mês passado. Além disso, desde novembro, para todo tipo de atendimento virtual não haverá limite de sessões - a última resolução, de 2012, limitava a 20. Com a mudança, todo profissional que faz esse tipo de consulta terá de fazer um cadastro, que será atualizado anualmente. 

"Comecei a atender em maio do ano passado e larguei um dos meus empregos em seis meses, porque dá retorno financeiro maior do que imaginava. Em termos de trabalho, tenho mais pacientes online do que no presencial, mas dá para fazer um trabalho ético e responsável", diz Oliveira. 

"Perde-se um pouco, porque a comunicação também é pelo corpo e pelo tom de voz, mas tenho pacientes que não entravam no elevador havia dez anos e, com três meses de terapia online, voltaram a entrar. Além disso, uma das funções do divã, usado no presencial, é não ver as reações do terapeuta e isso pode ocorrer no online." Ele optou por continuar o atendimento presencial e ter um local específico para consultas online. 

"A pessoa precisa ter um espaço sempre igual para que o cérebro se acostume. No presencial, há pessoas que dizem que já se sentem abraçadas ao chegar. Essa sensação tem de se reproduzir no online." 

Após uma cirurgia bariátrica, a advogada Kattie Ferrari, de 42 anos, sentiu necessidade de acompanhamento psicológico. Mas não conseguia encontrar horário para as sessões. "Fico o dia inteiro no Fórum, cumprindo prazos. Não tinha tempo, porque, para eu me deslocar até um local, seria complicado. Acho que a modernidade é para facilitar a vida", conta. 

Kattie já fez terapia presencial e diz não ver diferença no online. "Agora faço online e o terapeuta vê minhas expressões. Faço uma vez por semana, mas, caso tenha problema, posso procurá-lo." O preço, diz, também foi um diferencial.

From Revista PEGN

[ Modificado: segunda, 25 Jun 2018, 19:45 ]
 
Todo o mundo

À medida que as estruturas organizacionais hierárquicas dão lugar a ambientes com decisões distribuídas, pode ser necessário um novo modelo de aprendizagem e liderança, tanto a nível individual como organizacional.

ADAPTAR-SE a ambientes de mercado cada vez mais digitais e aproveitar as tecnologias para melhorar as operações e gerar valor para novos clientes, são metas importantes para quase todos os negócios contemporâneos. A boa notícia é que muitas empresas estão começando a fazer as mudanças importantes, para adaptar sua organização a um ambiente digital.


Com base numa pesquisa global com mais de 4.300 gestores, executivos e analistas e 17 entrevistas com executivos e líderes de pensamento, MIT Sloan Management Review e da Deloitte, demonstra que o ambiente de negócios digitais é fundamentalmente diferente do tradicional. Empresas que amadurecem digitalmente, reconhecem as diferenças e estão evoluindo na aprendizagem e liderança, para se adaptarem e obterem sucesso num mercado que muda rapidamente. A pesquisa deste ano fornece alguns insights importantes, relatados a seguir, sobre como as empresas estão se adaptando a um ambiente de negócios digitais.

As organizações estão começando a avançar digitalmente, pela primeira vez em quatro anos, notou-se um aumento na forma como os respondentes da pesquisa avaliam a maturidade digital da empresa. Muitas empresas estabelecidas estão começando a levar a ruptura digital mais a sério e essa mudança sugere, que a hora de agir é agora. 

Desenvolver - não apenas ter - líderes digitais, diferencia as empresas que amadurecem digitalmente, simplesmente ter os líderes digitais certos, não é o indicador mais importante de maturidade digital, pois mais de 50% das empresas que estão amadurecendo digitalmente, ainda relatam a necessidade de novos líderes. As organizações mais maduras digitalmente, têm 4 vezes mais chances de desenvolver líderes digitais, do que as menos maduras digitalmente. Os principais traços da liderança digital, são de fornecer visão e propósito, criar condições para experimentação, capacitar as pessoas a pensar de maneira diferente e fazer com que as pessoas colaborem além das fronteiras. 

Empresas que amadurecem digitalmente, impulsionam a tomada de decisões mais para dentro da organização, ao mesmo tempo, que parece haver uma desconexão entre os gerentes de nível, executivo e intermediário, em relação a isso. Enquanto, 59% dos CEOs acreditam que estão reduzindo a tomada de decisões, apenas 33% dos entrevistados vice-presidentes e diretores, acreditam de fato que isso esteja acontecendo. Todavia, pode-se achar que os líderes não estão dispostos a entregar sua autoridade a outros, porém algumas evidências identificadas, demonstram que os funcionários é que podem estar relutantes em se posicionar e assumir papéis de líderes digitais.

O negócio digital é mais rápido, flexível e distribuído, além de ter uma cultura e mentalidade diferente das tradicionais. Os entrevistados da pesquisa, dizem que o ritmo dos negócios, cultura e mentalidade, local de trabalho flexível e distribuído, estão entre as maiores diferenças entre os negócios digitais e tradicionais. Tais descobertas, significam que muitas empresas devem mudar a forma de operação para competir. Os entrevistados também relatam que os maiores desafios são: a necessidade de experimentar e assumir riscos, lidar com ambigüidade e mudanças constantes, comprar e implementar a tecnologia certa e distribuir a tomada de decisões. 

Organizações com maturidade digital, são mais propensas a experimentação e interação, principais formas pelas quais as empresas respondem à ruptura digital. Sozinhos, no entanto, não são suficientes. As empresas devem usar os resultados dessas experiências - sucessos e fracassos - para impulsionar a mudança em toda a organização. Empresas com recursos abundantes podem ser tentadas a simplesmente “jogar dinheiro no problema” na ruptura digital, mas isso geralmente não leva a um aprendizado contínuo e prático como a experimentação. Em vez disso, as empresas devem descobrir formas de experimentar para competir no futuro, ao mesmo tempo em que mantêm o principal negócio para que ele possa atuar no presente. 

Indivíduos relatam a necessidade de desenvolver continuamente suas habilidades, mas dizem que recebem pouco ou nenhum apoio da organização para fazê-lo. Cerca de 90% dos entrevistados indicam que precisam atualizar suas habilidades pelo menos uma vez por ano, com quase metade deles relatando a necessidade de atualizar as habilidades continuamente de forma contínua. No entanto, apenas 34% dos entrevistados dizem que estão satisfeitos com o grau em que sua organização apoia o desenvolvimento contínuo de habilidades. Além disso, muitas empresas mantêm o treinamento formal para desenvolver essas habilidades e ainda no local de trabalho, por acharem mais eficaz. Diante disso, muitos funcionários, estão dispostos a fazer isso sozinho, dado a falta de apoio. 90% dos entrevistados, apontam que desejam usar a análise de dados de sua organização para ajudá-los a melhorar seu próprio desempenho.

From Deloitte Insights

 
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O elearning está rapidamente se tornando um fenômeno majoritário na maioria dos países ao redor do mundo, como a recente pesquisa Free Online Courses, Recruitment and the University Brand, do instituto internacional ICEF, mostrou. A facilidade e conveniência que o modelo oferece para um público localizado em diferentes lugares, especialmente aquele que tenta balancear trabalho, família e outras obrigações com um curso universitário.

Alguns países melhoraram seus cursos online mais do que outros, liderando o setor não apenas em termos de número de programas, mas também na variedade deles, além de inovações nos métodos de aprendizagem, que dependem das melhorias nas redes de comunicação e nas conexões à Internet em distintos lugares do mundo.

A seguir, os países que estão se destacando, quando o assunto são elearning.

A Índia está protagonizando um papel central no aumento de oportunidades de aprendizagem online por sua popularização na Ásia. Nas últimas décadas, o país desenvolveu numerosas universidades de nível mundial, como a Sikkim-Manipal University, da cidade de Gangtok, capital da província de Sikkim, e faculdades que estão se tornando rapidamente destinos para estudantes do continente asiático. Como consequência, seus programas à distância estão vivendo um boom da mesma intensidade. Parte da explosão desse interesse se originou de preocupações econômicas: como muitas pessoas na Índia não podem ficar dois ou mais anos fora do mercado de trabalho enquanto estudam, as escolas passaram a oferecer graduações a distância para ajudar a resolver o problema. Os programas esperam trazer até US$ 1 bilhão (R$ 3,4 bilhões) em receitas até 2020, de acordo com o ICEF. Nos últimos anos, instituições de ensino dos Estados Unidos, como a Massachusetts Institute of Technology (MIT), também passaram a atuar no mercado de educação indiano, oferecendo cursos.

A Coreia do Sul está liderando hoje a área de inovações nas metodologias de cursos a distância motivada pelo que o país tem de mais forte: a indústria tecnológica e a velocidade de sua conexão à Internet. Nos anos recentes, um número grande de universidades sul-coreanas começaram a oferecer cursos online - hoje o país tem cerca de 17 instituições com programas neste modelo, todas elas com facilidades e softwares de última geração. No entanto, há ainda algumas barreiras ao elearning na Coreia do Sul: uma delas é o estigma que a sociedade mantém sobre a qualidade dos cursos a distância e o alto valor que é dado para o aprendizado face-to-face. Segundo a ICEF, a tendência mundial é que esse "preconceito" não fique no caminho do desenvolvimento de programas online de educação no país, que já usa seus recursos não apenas para ensinar coreanos, mas também trazer estudantes de outros países ao oferecer mais cursos em inglês e promovendo a habilidade de entregar o que já estão chamado de "smart learning" ("aprendizado inteligente", em tradução livre). A Coreia do Sul também está trabalhando para encorajar mais estudantes do país a se matricular, cursar e participar de atividades virtuais, usando até mesmo os games - o esporte mais popular sul-coreano - como um apoio.

Os Estados Unidos são, sem dúvida, o líder mundial em educação online hoje, com centenas de universidades à distância e milhares de cursos oferecidos nessa modalidade. Um estudo feito pela consultoria Sloan Consortium mostrou que ao menos 6 milhões de alunos nos EUA estavam cursando ao menos um programa virtual naquele ano - o que significa um em cada três estudantes matriculados no nível superior do país. Outros dados chegam a indicar que as matrículas em cursos online nos Estados Unidos estão se sobrepondo às da educação superior como um todo, com um crescimento de 10% de alunos em relação ao aumento de 2% do setor como um todo. Em resposta ao novo fenômeno, 65% das instituições de ensino superior do país hoje dizem que o aprendizado à distância é uma parte crítica de suas estratégias de longo prazo.Os EUA, além do mais, não são apenas os líderes em termos de números, mas também nos modelos de aprendizado: muitas universidades prestigiadas do país oferecem ao menos um curso online, e algumas delas desenvolveram programas de nível superior completos ou de mestrado e doutorado. Entre as mais influentes está Harvard, que iniciou um grande projeto de ensino a distância em 2012 ao lado da Massachusetts Institute of Technology (MIT) que hoje já abriga mais de 100 cursos de diversos níveis, certificados e exigências. A maioria deles é gratuita.

A educação à distância na Austrália, se tornou uma opção popular para aqueles que querem voltar aos bancos escolares sem deixar a carreira de lado - um crescimento que foi dirigido pela crise econômica entre 2008 e 2009. Nos últimos cinco anos, o mercado de educação online cresceu quase 20% e a expectativa é que alcance o valor de US$ 4,6 bilhões até esse ano. Os líderes do mercado australiano são instituições conhecidas dos brasileiros, como a Kaplan e a Open Universities Australia, que recruta estudantes sul-americanos para intercâmbios no país oceânico e agora passaram a oferecer plataformas a distância. A ideia das universidades australianas é continuar crescendo no setor por meio de alunos asiáticos, onde o mercado mundial espera crescer com mais vigor nos próximos 10 anos.

O caso do Brasil é específico, pelo grande número de cursos de pós-graduação oferecidos para alunos que esperam entrar mais qualificados no mercado de trabalho. O último censo da Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED), do ano passado, mostra que a categoria de especialização lato sensu é a que possui mais ofertas de cursos no país: são 1.098 grades totalmente à distância. Em relação a alunos matriculados, no entanto, a modalidade de pós-graduação fica atrás apenas dos que estão cursando uma graduação a distância: hoje, são cerca de 135 mil graduandos em licenciatura e 49 mil pós-graduandos lato sensu - o que totaliza mais de 200 mil pessoas matriculadas em cursos online tirando o número de estudantes de cursos técnicos online. Considerando essa terceira modalidade, o Brasil se destaca ainda mais: os dados da ABED mostram uma expansão significativa na oferta de cursos técnicos a distância no país nos últimos dez anos, indo de 66 em 2006 para 219 no ano passado - um crescimento real de 213%. Em 2017, o Brasil tinha mais de 56 mil alunos matriculados em cursos técnicos a distância.

From Acorda Cidade

 
businesseducation
por Business Education - segunda, 14 Mai 2018, 13:34
Todo o mundo

Todos os dias, o paulistano Rinaldo Luiz Cuco levanta-se antes de o sol nascer e passa de 3 a 4 horas em frente ao computador estudando: assiste as videoaulas, atualiza a leitura e participa de chats e fóruns on-line. Por volta de 8 horas, sai de casa para trabalhar e ao meio dia retorna para o almoço. Após a refeição, sai para a segunda jornada de trabalho numa escola estadual de São Paulo, onde leciona história e geografia aos alunos do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio. “O tempo é escasso e a rotina cansativa, mas vale a pena”, conta o professor, que no primeiro semestre de 2018 concluirá a licenciatura em geografia num curso à distância. Cuco formou-se em estudos sociais em 1981 e, perto dos 60 anos, numa fase da vida em que as obrigações familiares aliviaram, decidiu retomar os estudos a fim de se aperfeiçoar no ofício que considera sua verdadeira vocação: ser professor. “O tempo passa, e a gente acaba ficando para trás. Voltei a estudar para atualizar o conteúdo de geografia.”


Cuco faz parte de um grupo que não para de crescer no Brasil: os estudantes que optam por fazer cursos à distância, seja em nível de graduação ou de pós-graduação, seja em cursos livres. Segundo o Censo da Educação Superior de 2016 do Ministério da Educação (MEC), o número de matrículas em cursos de graduação à distância aproxima-se de 1,5 milhão, o que corresponde a 18,6% dos 8,04 milhões de universitários no país. Somam-se a esse contingente cerca de 2,9 milhões de alunos dos cursos livres corporativos e não corporativos, conforme contabilizou o censo da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed). Uma década atrás, a educação à distância (EAD) respondia por 4,2% dos graduandos brasileiros e os cursos presenciais concentravam 95,8% das matrículas. Apenas em um ano, de 2015 para 2016, a educação à distância assistiu ao aumento de 7,2% das matrículas, ao passo que a educação presencial teve queda de 1,2%. O MEC projeta que em cinco anos a educação à distância deverá responder por metade das matrículas na educação superior brasileira.

O avanço do ensino à distância começou para atender as salas de aula do ensino básico. “No Brasil, houve fomento à educação à distância a partir de 2004 porque havia a necessidade de qualificar os professores. Muitos não tinham a formação de nível superior exigida pela lei e era preciso aumentar a quantidade de docentes com licenciatura”, diz William Klein, CEO da Hoper Educacional. Passada pouco mais de uma década, as pessoas começaram, de um lado, a enxergar a educação à distância como uma alternativa para se formar, se especializar ou mesmo satisfazer uma necessidade de aprender algo importante para a vida. “A educação à distância está atendendo pessoas que buscam todo tipo de objetivo: quem quer um diploma, quem quer se aperfeiçoar profissionalmente e quem tem motivações pessoais para estudar”, analisa Betina von Staa, consultora em inovação educacional e coordenadora técnica do censo da Abed.

Junto com a demanda, a oferta cresce. Segundo o censo da Abed, o número de novas instituições que oferecem EAD aumentou em 22%, ao passo que a quantidade de estabelecimentos que oferecem educação em geral aumentou 4%. O negócio está concentrado nas mãos de grandes grupos privados, com capacidade de investimento para implantar os polos e investir em tecnologia, materiais e conteúdos didáticos. O setor privado corresponde a 68% das instituições que atuam no segmento.

Outros fatores ajudam a compreender a explosão da educação à distância no Brasil: da diversidade da oferta, passando pela mensalidade que “cabe no bolso”, à diminuição do preconceito quanto à qualidade dos cursos. Ao contrário do que muitos acreditam, a legislação estabelece que os diplomas de educação à distância possuem o mesmo valor dos diplomas dos cursos presenciais. Em 2007, única vez em que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou uma análise do desempenho dos dois grupos no Enade, os alunos à distância se saíram melhor em sete das 13 áreas comparadas. “Vinte anos atrás, a educação à distância era uma inovação. Hoje, a EAD é natural, sobretudo para os mais jovens”, afirma João Vianney, consultor da Abed e da Hoper Educacional. Além disso, a tecnologia permite levar a educação para quem não tem outra opção. “No interior e em regiões como a Amazônia, muitas vezes a única alternativa para quem quer estudar é o ensino à distância”, afirma Betina.

A flexibilidade da tecnologia e das metodologias dos cursos à distância não significa, necessariamente, uma rotina de estudos leve. Pelo contrário. O sucesso do aluno depende essencialmente de organização e disciplina. Por isso, a motivação interna para se aperfeiçoar é fundamental, analisa Ivete Palange, conselheira da Abed. Para evitar a falta de estímulo e a sensação de isolamento, em decorrência da ausência de contato físico com os colegas de turma, a recomendação é criar uma rotina de estudos, com dias, horários e tempo de dedicação definidos. E segui-la rigorosamente. “A rotina evita o abandono do curso”, diz.

Essa flexibilidade do curso à distância também pode ser útil para o desenvolvimento pessoal, independentemente de alguma aplicação imediata na carreira. Foi o que descobriu a advogada Daniela Stump. Mestre em Direito Ambiental pela Universidade de São Paulo (USP) e sócia da Machado Meyer Advogados em São Paulo, Daniela está fazendo um curso livre de oito semanas ofertado pela Universidade Berkeley, nos Estados Unidos, chamado “A ciência da felicidade” na plataforma edX, que reúne algumas das mais renomadas instituições americanas. “Troquei o Netflix pela edX”, brinca Daniela, entusiasmada com o curso. “Sempre fiz cursos presenciais, não tinha ideia de como é estudar à distância. É muito estimulante! Dá vontade de sentar-se ao computador para assistir a videoaulas e participar dos chats, mesmo que seja entre as 22 horas e a meia-noite, quando os filhos estão na cama e depois de um dia de trabalho”, conta, ao descrever sua rotina. “Estou aprendendo muito sobre mim mesma e sobre as pessoas de maneira geral.” Daniela diz que graças ao curso está compreendendo a origem de seu interesse por temas como diversidade e inclusão. Hoje ela atua num projeto voltado para ampliar a participação de minorias no escritório. “Já existem estudos de neurociência e psicologia que mostram que a felicidade está ligada a quanto nos dedicamos aos outros. Isso me fez entender por que gosto tanto do projeto.”

Mudanças recentes na legislação sobre educação à distância prometem romper as fronteiras que ainda restam. O novo marco legal acaba com exigências do MEC para o credenciamento de instituições e abertura de cursos. Isso favorece a entrada de instituições de pequeno e médio porte num mercado hoje dominado por grandes grupos educacionais. Até então, era preciso esperar até dois ou três anos para ter um pedido limitado de abertura de polos com a tramitação concluída pelo MEC. Agora, a instituição pode abrir certo número de polos todo ano. A diversidade de opções deve se multiplicar. Voltar a estudar ficará cada vez mais irresistível.

From Época

[ Modificado: segunda, 14 Mai 2018, 13:46 ]
 
Todo o mundo

Quando se trata de aprendizagem e treinamento corporativo, os números são realmente surpreendentes nos Estados Unidos.

• Os gastos com treinamento corporativo cresceram mais de US$ 70 bilhões nos Estados Unidos; 

76% dos funcionários desejam crescer na carreira.

87% dos millennials (geração Y) dizem que as oportunidades de desenvolvimento ou de crescimento profissional, são extremamente importantes; 

68% dos trabalhadores dizem que treinamento e desenvolvimento são as políticas mais importantes numa empresa; 

84% dos executivos globais classificaram a aprendizagem dos funcionários como importante ou muito importante;

40% dos funcionários que recebem treinamento ruim, deixam seus empregos, no primeiro ano; 

Cada dólar investido em treinamento on-line resulta em um aumento de US$ 30,00 na produtividade; 

• Empresas que usam tecnologia de eLearning obtêm um aumento de 18% no engajamento dos funcionários.

A Inteligência Artificial pode descobrir no padrões de comportamento humano, cognição, envolvimento e desempenho que os humanos não conseguem discernir. 

Além disso, a Inteligência Artificial pode ajudar no eLearning, a prever o aprendizado e o desempenho, criar uma personalização profunda com base nas preferências individuais e identificar lugares onde os cursos precisam ser otimizados ou aprimorados.

Desta forma, a Inteligência Artificial e a análise preditiva (capaz de usar dados, algoritmos e técnicas de machine learning na tentativa de prever situações futuras) têm importância significativamente em beneficiar o ambiente de eLearning, se adotadas corretamente.

Assim, pode-se ter certeza, de qual experiência os funcionários estão adquirindo, realizar interferências sobre o desempenho, analisar como os funcionários estão aprendendo, capturando: o comportamento, a cognição, engajamento e desempenho, além de usar a IA para analisar os dados. 

From Steve Olenski - Forbes

[ Modificado: segunda, 7 Mai 2018, 15:04 ]
 
Todo o mundo

O Google lançou um aplicativo chamado Grasshopper, que ensina linguagem de programação para iniciantes via dispositivos móveis. O app foi criado pela Area 120, braço em que são desenvolvidos produtos experimenteias da gigante de tecnologia.

“Programar está se tornando uma habilidade essencial e queremos que seja possível que todos aprendam”, dizem os desenvolvedores do app. “Criamos o Grasshopper para ajudar pessoas como você a programar de uma maneira divertida e fácil.”

O aplicativo oferece um curso de três fases: começando com fundamentos, quando os usuários aprendem como a programação funciona — funções, variáveis, strings, arrays e condicionais. Já nas fases seguintes, os usuários aprendem a desenhar formas usando os códigos, além de criar funções mais complexas.

O curso funciona como um jogo de perguntas que vai se tornando mais difícil a cada etapa. “Cada desafio faz o aluno escrever um código JavaScript real usando um ambiente de edição de código personalizado”, disse Laura Holmes, fundadora do Grasshopper, segundo o TechCrunch. “É dado um desafio ao estudante, que tem que resolvê-lo usando a programação, mas são precisos apenas alguns toques para escrever”.

Para manter os usuários engajados, o app conta com ferramentas motivacionais como conquistas, indicadores de progresso e barras que indicam o aprendizado. Cada vez que um usuário cria um novo código, ele recebe um feeedback em tempo real. O app – em inglês – pode ser baixado gratuitamente em dispositivos Android e iOS, na Google PlayStore e na Apple App Store.

From Época Negócios

 
Todo o mundo

O texto abaixo foi escrito por Claudio de Moura Castro.

Os mais impacientes julgam que, se fosse fechado o MEC, as coisas iriam melhor. É difícil dizer. Mas é certo que ele está prejudicado na sua função principal: zelar pela educação do país. Isso porque nem tem escolas nem tem poderes diretos sobre os estados e municípios que as têm. Pode fazer alguma coisa, mas nem manda nem financia.



Nas suas funções de cuidar do ensino superior, criou um labirinto de exigências burocráticas. Estas nem sempre levam aos resultados esperados, além de complicar a vida de todos e ser um gentil convite para a pequena corrupção.

O Enade faz do Brasil o único país a medir o que aprenderam os alunos ao se diplomar. Sendo assim, para que escarafunchar tanto os processos, se a medida do produto é confiável? Mal comparando, o Guia Michelin avalia a gastronomia oferecida pelos restaurantes, ignorando a marca do fogão e os diplomas do chef de cuisine. Por que não fazer o mesmo?

Mas, o que é pior, o MEC julga todos os cursos pela quantidade de diplomas de mestrado e doutorado dos professores. Isso é ótimo na física. Mas e na educação física? De fato, por razões históricas, trata as áreas profissionais igualzinho às acadêmicas. Os professores das engenharias são avaliados pelos diplomas e pela quantidade de papers, e não pela sua excelência na profissão. Sendo assim, para melhorar as notas perante o MEC, vale a pena defenestrar professores com décadas de vivência no mundo real e contratar jovens doutores que jamais entraram em uma fábrica ou canteiro de obras. Nos cursos de administração, se nossos grandes executivos virassem professores, fariam baixar a nota do curso junto ao MEC, já que não têm Ph.D. E isso não é diferente nas demais áreas profissionais.

De quebra, pelas regras da dedicação exclusiva, os professores das universidades federais não podem ter experiência nas fábricas. Menos mau que, nesse particular, há amplo descumprimento!

Aleluia! Em uma portaria recente (Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação/Inep), o MEC começou a considerar também a experiência profissional dos professores — em paralelo aos diplomas. Faz mais de trinta anos que insisto nisso. Mas não acredito que a mudança tenha sido influenciada pelo meu patético espernear. Importa a retificação de um cacoete antigo.

Nesse mesmo documento, o MEC passa a reconhecer que livros e periódicos em formato digital são um item integrante e igualmente valioso de uma biblioteca universitária. Por muitos anos, ouviam-se casos de bibliotecas alugadas, apenas para a liturgia das visitas iniciais do MEC. Terminada a visita, um caminhão levava os livros — para o próximo curso a ser visitado. Vacinado contra essas malandragens, além de valorizar agora o acervo eletrônico, o MEC está às voltas com a nova e legítima preocupação de saber se a assinatura dos periódicos digitais tem uma duração aceitável ou vai evaporar-se no dia seguinte. Pela segunda vez, aleluia!

Uma reforma em profundidade no MEC é como o trabalho de Hércules de limpar as cavalariças de Áugias: missão para décadas. Mas, pouco a pouco, alguns reparos vão aparecendo, como os dois acima citados.

From Revista VEJA - Por Claudio de Moura Castro

[ Modificado: terça, 17 Abr 2018, 15:18 ]