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O caminho do futuro é agregador de conteúdo

A Netflix é uma plataforma que forma parceria com produtores e criadores de conteúdo para licenciar direitos de transmissão de diversas séries de TV e filmes. Ou seja, as empresas (às vezes concorrentes) procuram este serviço para levar seus produtos ao grande público. 


A tendência no futuro é a criação de agregadores de conteúdo para todos os "ETC Plays", conceito criado por Tom Jones Moreira de Assis. "Você precisa dar facilidade ao usuário, e quem mais agregar conteúdos evitará que este usuário saia da plataforma. Esses agregadores, esses pacotões de canais, vão ser a solução para isso. Hoje vivemos em ilhas separadas de conteúdo, mas em breve eles devem se unir." 

Com a publicação da última parte dessa reportagem da UOL, podemos concluir que o elearning já vem trilhando esse caminho, porém ainda enfrenta algumas barreiras como a conectividade e o preconceito, além da dificuldade de integrar com as mídias sociais.  

From UOL

[ Modificado: terça, 13 Nov 2018, 15:51 ]
 
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Streaming pode salvar o que não está no mainstream

Nesse novo mundo, uma tendência notada por especialistas nos últimos tempos é a migração da transmissão de conteúdos fora do mainstream da televisão (aberta ou fechada) para a internet. Um caso de sucesso deste processo foi quando o Esporte Interativo encerrou seus canais durante a fase final da Série C do Campeonato Brasileiro. A solução encontrada pela CBF para não deixar os torcedores desamparados foi transmitir os jogos em seu canal oficial, pelo Youtube e pelo Twitter.


O resultado até o momento é considerado excelente. O jogo entre Operário-PR e Santa Cruz, pelas quartas de final, fechou o dia 26 de agosto com mais de 470 mil visualizações e como o quarto vídeo da seção "em alta" da plataforma, que destaca as produções com mais visualizações e engajamento. Até o jogo entre Atlético-AC x Cuiabá, com menos apelo e que provavelmente seria ignorado na grade do EI, atingiu 230 mil pessoas na internet.

"Ainda não existem ofertas tão bem organizadas no digital, mas é algo que não tem volta. Vários esportes e modalidades que perderam espaço nos canais lineares serão salvos pelo streaming. Podemos listar aqui 20 esportes que tinham espaço nos canais há dez anos e foram sumindo. Isso é ruim para o esporte e para o fã. A salvação é o caminho digital", diz Fábio Medeiros, head de esportes da Turner.

A internet abraça o produto de nicho, aquele dirigido para um público segmentado, que não dá audiência na TV. Lá, se proliferam as mesas redondas de futebol falando sempre sobre os mesmos assuntos. "Isso acontece para os canais manterem um mínimo de audiência, a programação fica repetitiva mesmo", admite Medeiros. A tendência é que divisões menores e torneios regionais de futebol sejam disponibilizados na internet para públicos específicos, da mesma maneira que esportes fora do mainstream

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Conectividade e mudança de hábito.

A lista de desafios para a afirmação da transmissão esportiva nos dispositivos móveis é grande. Primeiro porque a TV domina o mercado, e migrar os torcedores para a internet não será fácil. É necessária uma mudança de hábito no consumo de mídia com um risco de perda de relevância ou alcance do conteúdo. O fato de a Liga dos Campeões da Europa não passar na Globo e na Band, por exemplo, e sim em meio à programação de filmes do TNT e do Space, em um aplicativo e no Facebook levou muita gente a acreditar que ela não tem o peso de outros tempos.


A Uefa, por outro lado, vê os novos formatos como um trunfo na transmissão da Champions, porque a internet é mais abrangente e engaja melhor. São muitos debates.

Um desses debates é sobre a conectividade. A final da Supercopa da Uefa entre Real Madrid e Atlético de Madri, em 15 de agosto, foi transmitida exclusivamente pelo Facebook (da Uefa e do Esporte Interativo), mas foi alvo de críticas porque travava muito. A internet banda larga funciona com qualidade nas grandes cidades, mas em boa parte do país você paga por uma quantidade de dados de internet e recebe menos do que contratou.

O Brasil não está 100% pronto para ver muito vídeo na internet. Há latência (quando o sinal chega atrasado), picotamento e dificuldade até de abrir a página de transmissão. Exemplos dessa dificuldade aconteceram, por exemplo,no jogo do Barcelona na Liga dos Campeões.

De acordo com José Manuel Mariño, diretor de Tecnologia de Esportes da TV Globo, para poder ter uma experiência fluida de consumo em dispositivos móveis, é preciso ter uma planta tecnológica que dê suporte. Sabemos que as Telcos (empresas de telecomunicação) encontram dificuldades em colocar antenas em boa distribuição e densidade. Isso causa impacto. Se temos esse problema nas cidades, é porque a distribuição não é uniforme. Há áreas com mais cobertura e outras sem.

Será que o elearning também não enfrenta estes obstáculos?

From UOL

 
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A revolução no modelo tradicional de transmissão esportiva tem grandes semelhanças com o que rolou na indústria do entretenimento, com filmes e seriados, nos últimos anos. Segundo estudo da FGV em 2018, o Brasil tem 306 milhões de dispositivos conectados à internet e é o quinto país do mundo em usuários de smartphones. Como, de acordo com a Abranet, 70% das residências têm acesso à internet, a forma de acesso a conteúdos midiáticos mudou. A TV resiste, mas não monopoliza. E mais: se adapta às novidades.


Líder no segmento linear, a Globo também caminha no digital, com forte investimento no aplicativo Globoplay - no último dia 27 de agosto, a emissora exibiu na tradicional sessão de filmes Tela Quente dois episódios do seriado "The Good Doctor". Era uma estratégia para bombar o app, que possui a temporada completa da história de Freddie Highmore. Deu certo: foi a maior audiência da sessão em 6 anos. O caminho inverso também acontece: as novelas estão mais ágeis do que antigamente, se assemelhando às séries que tomaram conta do mercado. E também estão disponíveis no aplicativo.

O esporte segue a mesma lógica: pela primeira vez, a Globosat vai oferecer pay-per-view do futebol nacional por streaming. Antes, a exibição pela internet dependia de uma assinatura do Premiere via operadoras de TV a cabo.

Esse fenômeno é só a sequência de um processo amparado em dados. De acordo com estudo da Ericsson Consumer Lab, de 2016, pessoas com mais de 35 anos assistem 28 horas de conteúdo em vídeo por semana, sendo 67% na TV e 33% em em modelos não tradicionais. Quem tem menos de 35 anos assiste 34 horas de vídeo, sendo 45% do tempo na TV linear e 55% em novos dispositivos. Para falar com a geração que domina e seguirá dominando o mercado consumidor, é preciso preciso estar no maior número de plataformas possível.

Segundo Tom Jones Moreira de Assis, consultor de inovação tecnológica e coordenador do departamento de engenharia de aplicação da Tecsys do Brasil, "a pessoa está mudando sua forma de consumir conteúdo e isso muda o sistema. Quando o Netflix vem e oferece uma série inteira para você ver de uma vez acontece o ponto-chave da mudança. Antes, você saía correndo do trabalho ou dos estudos para ver o último capítulo da novela, para não perder esse momento que não volta mais. Hoje, o último capítulo está esperando por você quando você quiser. As pessoas saem de onde há um monte de conteúdo e elas podem ver quando acharem melhor".

From UOL

 
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Há pouco mais de um ano de expedição do Decreto Nº 9.057, de 25 de maio de 2017, norma que atualizou a legislação sobre a regulamentação do ensino a distância no Brasil, houve crescimento de 133% dos polos EAD no país. 


Antes, eles eram 6.583 e passaram a ser 15.394 de acordo com o Ministério da Educação (MEC). Dados mais recentes do Censo da Educação Superior, coletados em 2016 e publicados no segundo semestre de 2017, também apontam que mais de 18% das matrículas no ensino superior são em cursos a distância, alcançando a marca de 1.494.418 em 2016. Em 2006, o percentual de participação da modalidade era de apenas 4,2% do total de matrículas. 

Apesar de o número absoluto de estudantes ingressantes em cursos de graduação presencial (2.142.463) ainda ser superior ao da educação a distância (843.181), o número de matrículas variou positivamente em 297,3% nos cursos a distância entre 2006 e 2016. 

Ainda de acordo com o Censo, o estudante típico da modalidade é do sexo feminino, estuda algum curso de licenciatura na rede privada e tem, em média, 27 anos. 

É o caso da estudante de Pedagogia Núbia Lima da Conceição, de 34 anos. "É vantajoso fazer um curso EAD porque a gente organiza os nossos dias e horários de estudo. Fica mais fácil, ainda mais prático para quem concilia trabalho", destaca. Estudo e trabalho, inclusive, é um binômio constante na vida da estudante por já atua na área, em uma escola da educação básica. A meta principal, portanto, é adquirir a graduação e continuar exercendo a vocação. "Para ser professora é preciso conhecer sobre práticas pedagógicas, de ensino e de metodologia. E eu gosto de estar na sala de aula. Para mim, é o mais atrativo da profissão", afirma a estudante. 

Segundo o Decreto, "as atividades presenciais, como tutorias, avaliações, estágios, práticas profissionais e de laboratório e defesa de trabalhos, previstas nos projetos pedagógicos ou de desenvolvimento da instituição de ensino e do curso, serão realizadas na sede da instituição de ensino, nos polos de educação a distância ou em ambiente profissional, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais"

Os polos são unidades descentralizadas da instituição onde são desenvolvidas atividades presenciais que podem estar localizadas no Brasil ou no exterior. Diante dos números que refletem o crescimento da educação EAD, há ampliação dos investimentos em docentes e também na estrutura das Instituições de Ensino Superior (IES): biblioteca, laboratórios e espaço para provas presenciais estão entre os critérios. 

Com isso, houve ampliação das possibilidades de formação para os alunos que moram longe dos grandes centros urbanos tal como Jader Caetano Barbosa Júnior, graduando em Engenharia Ambiental. "Na minha cidade não existe curso presencial e eu queria fazer faculdade aqui. Por isso, optei por começar um curso de graduação a distância", explica o estudante que mora em Brasilândia de Minas.

From Estado de Minas

 
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Segundo dados oficiais, hoje, o Brasil tem quase 13 milhões de desempregados e quase 40 milhões de pessoas que trabalham no mercado informal, ou seja, sem carteira assinada. 

Gente que, para se sustentar e pagar as contas no fim do mês, se vira como pode. Muitas vezes vender quentinhas é a solução. A comida pronta - a famosa marmita ou prato feito -é vendida a preços bem mais em conta do que comer em um restaurante, o que acaba atraindo clientes que também estão de olho no bolso.  Hoje já são quase meio milhão de brasileiros vendendo comida nas ruas; é a crise dos informais. 



A educação, não importa se é presencial ou a distância, não só ajuda os informais como um país inteiro, pois estimula o respeito, o cumprimento das leis, condena a corrupção, os privilégios e pratica a cidadania; como consequência, desenvolvem-se.

From G1 - Fantástico

[ Modificado: segunda, 10 Set 2018, 19:18 ]
 
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Pense no valor que você paga para ter TV por assinatura ou mesmo um plano de celular. Se o valor te parece muito caro, já imaginou o que poderia ser feito para reduzir o gasto? Entre tudo que faz parte dos custos de uma empresa, o treinamento de funcionários pode ser um dos mais importantes. Dependendo do setor, o preparo da equipe tem um impacto ainda maior na contabilidade da corporação. 


Em telemarketing, por exemplo, a rotatividade é alta, ou seja, o treinamento de novos funcionários é uma demanda constante. Se isso significa aumento nos gastos da empresa, esse incremento, de alguma forma, é repassado aos consumidores. 

Este é apenas um ângulo que serve como referência quando o assunto é a educação de baixa qualidade no Brasil. O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) realizou um estudo para analisar o desempenho de estudantes, na faixa dos 15 anos, em conhecimentos básicos de matemática. O Brasil ficou em 58º lugar em um ranking que considera 65 países, atrás da Albânia e Costa Rica. 

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) fez uma nova análise do estudo e apontou que 67,1% dos alunos brasileiros, com 15 e 16 anos, estão abaixo do nível 2 em matemática, o que representa baixo desempenho na escola e dificuldades futuras de inserção no mercado de trabalho. Aliás, somente 0,8% dos alunos brasileiros atingiram os níveis 5 e 6 na matéria, que são os patamares que exigem cálculos mais complexos. Na China, que aparece em primeiro lugar no ranking, 55,4% dos alunos atingiram esses níveis. 

A própria OCDE analisa que o gasto médio que deve ser feito, por aluno, na faixa entre 6 a 15 anos, é de US$ 50 mil. No Brasil, o valor investido por aluno representa um pouco mais da metade do estipulado: US$ 26,7 mil. 

O mais preocupante quanto a péssima qualidade de educação no país é o impacto disso no futuro. Dados da Conference Board, divulgados em 2015, apontam que são necessários quatro brasileiros para produzir o que um americano faz. A relação é semelhante à que existia ainda na década de 1950. Considerando somente a América do Sul, são necessários dois brasileiros para fazer o que um chileno é capaz. 

Se a qualidade de ensino no Brasil permanecer ruim, não há como diminuir a diferença de produtividade da nossa mão-de-obra quando a comparamos a outros países com níveis educacionais melhores. No futuro, alunos mal preparados representam custos altos para empresas e, consequentemente, produtos e serviços mais caros ao consumidor final. 

Ainda que você tenha tido a oportunidade de estudar em boas escolas e de ter uma boa preparação para o mercado de trabalho, a qualidade de ensino ruim no restante do país é um problema que gera reflexos em cadeia. Mesmo quem acha que está de fora do problema, também está pagando caro pela falta de investimento no que deveria ser a base para o país. Se queremos uma economia mais forte e sólida a longo prazo, é preciso repensar a sala de aula.


From G1 - Blog do Samy Dana

 
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Josh Bersin, diretor da Deloitte Consulting LLP, fundador e editor-chefe da Bersin

Nesta entrevista, Josh Bersin, fala sobre as transformações que estão ocorrendo no segmento de aprendizagem e desenvolvimento e faz uma analise das tendências e desafios que moldarão o futuro da aprendizagem corporativa.

Que mudanças você observou em L&D (área de aprendizado e desenvolvimento) nos últimos 10 anos? 

Há dez anos, estávamos criando programas de elearning que mal funcionavam em dispositivos móveis. O conteúdo do treinamento ainda era conduzido por um instrutor e baseado no modelo ADDIE (Análise, Projeto, Desenvolvimento, Implementação e Avaliação - que representa uma diretriz dinâmica e flexível para a construção de ferramentas de treinamento e suporte ao desempenho). Desenvolvíamos o conceito de aprendizado combinado (agora chamado de aprendizado invertido) para que as pessoas pudessem estudar on-line e assistir a uma aula presencial. Além disso, tínhamos sistemas de gerenciamento de aprendizado muito tradicionais, que organizavam o conteúdo em cursos, programas e currículos. Com a chegada das mídias sociais em nossas vidas, é claro que tudo isso mudou. Funcionários e consumidores agora querem conteúdos pequenos (micro-eLearning), de fácil acesso e que se pareça mais com um mecanismo de pesquisa ou um aparelho de TV. 

De acordo com uma pesquisa realizada pela Deloitte Consulting LLP, de 2016 a 2017, a preocupação dos líderes de RH e de negócios com o aprendizado e o desenvolvimento de carreira disparou em quase 40%. A que você atribui esse crescimento? 

Existem dois grandes impulsionadores de aprendizado hoje. Primeiro, a economia está crescendo, então as empresas estão contratando, treinando e atualizando seu pessoal mais rápido do que nunca. Em segundo lugar, a taxa de mudança em tecnologia, ferramentas e práticas de negócios é de tirar o fôlego. A revolução digital, o crescimento em IA e novos algoritmos, o crescimento no uso de software e toda a automação no trabalho nos forçaram a voltar à escola. Assim, os funcionários e líderes estão com muito apetite por uma aprendizagem moderna e de fácil aprendizado.

Como você promove e constrói uma cultura de aprendizado dentro da empresa? Quais são os principais problemas para uma empresa se tornar uma organização de aprendizado de alto impacto? 

Em todas as pesquisas que fizemos (e fizemos muitas), sempre concluímos que não importa quão boa ou fraca seja sua tecnologia de aprendizagem, é a cultura que importa. Quando uma empresa tem uma cultura de aprendizado - as pessoas tem tempo para pensar, para se desenvolver e para falar sobre seus problemas e erros, de uma forma positiva - as pessoas aprendem. Embora o aprendizado baseado em tecnologia seja importante, não é tão mais importante quanto dar a todos aprendizagem, tempo, recompensas e ambiente para aprenderem no trabalho. As empresas que adotam uma cultura de aprendizado podem adaptar-se, reorganizar-se, mudar para novas áreas de produtos e crescer de maneira muito mais sustentável.

Qual é a chave para criar um programa de L&D de sucesso e que realmente impacta nos resultados da empresa? 

Eu escrevi dois livros sobre treinamento corporativo, porém não é um processo simples. O primeiro passo é realmente diagnosticar o problema que você está tentando resolver. O seu programa de treinamento de vendas é projetado para ajudar as pessoas a vender? Aumentar vendas? Ou aumentar as taxas de fechamento de negócio? Quanto mais clara e prescritiva for a definição do problema, mais fácil será identificar realmente os objetivos e as lacunas de aprendizado. 

O segundo passo é utilizar o que hoje chamamos de design thinking (antigamente chamávamos de consultoria de desempenho) para entender o ambiente de trabalho, as habilidades existentes, o histórico educacional e o ambiente gerencial. Um programa de treinamento sozinho não resolverá um problema se não reforçar e suportar todo o ambiente de trabalho. Isso também significa entender que tipo de experiência de aprendizagem realmente prenderá os funcionários e fará com que eles prestem atenção. E isso também envolve entrevistar pessoas, para ver quais lacunas existem. 

Em terceiro lugar, deve-se construir pequenos conteúdos, fáceis de absorver, interativos e que produzam um resultado de aprendizado. Por isso, a micro-aprendizagem, a realidade virtual aumentada, os chatbots (programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas) e vídeos são abordagens realmente interessantes. Mas, muitas vezes é necessário um exercício, simulação ou projeto face a face. Se você fizer todo esse trabalho, seu programa realmente gerará valor. Sempre incentivo os líderes de L&D a avaliar o aprendizado perguntando aos funcionários você recomendaria isso? e usou? Esse tipo de análise prática, ajuda você a permanecer na realidade e não gastar muito tempo criando conteúdos que talvez não realmente impulsione o resultado do negócio.

Como as empresas podem selecionar e aplicar a tecnologia de uma maneira que realmente envolva os funcionários em seus programas de aprendizado? 

Como será realmente fazer esse curso? Será que vai caber no fluxo de trabalho? O aluno vai se divertir e se sentir motivado a concluí-lo? Será que vai ajudá-lo a avançar na sua carreira? Ele fornecerá todos os tipos de aprendizado necessários? Todas essas questões representam a empolgação e as oportunidades para que os líderes aprendam a construir algo realmente incrível para as empresas. Uma empresa de petróleo e gás que eu conheço construiu recentemente um mundo virtual em 3D para ensinar aos funcionários sobre geologia, história de rochas e sedimentos e os diferentes tipos de química que entram na formação de combustíveis fósseis. A experiência é mais fascinante que um filme e extremamente memorável. Esse tipo de programa seria entediante em uma sala de aula e provavelmente chato no elearning tradicional, mas usando a realidade virtual e a animação em 3D, isso o tornava atraente e muito memorável.

Pesquisas indicam que os indivíduos agora estão trabalhando mais e estão mais distraídos e menos produtivos do que nunca. Em um cenário em que os funcionários são sobrecarregados por informações, como as empresas podem facilitar o aprendizado contínuo? 

Você pode me ensinar apenas o suficiente para resolver o meu problema sem me forçar a concluir um curso quando não precisar dele? Essa é a mágica de uma experiência moderna de aprendizado hoje. 

Quais tendências irão definir o futuro da aprendizagem corporativa? 

Em resumo, eu diria que o aprendizado corporativo é mais importante do que nunca. Hoje, temos uma grande quantidade de novas tecnologias, terminologia e conceitos para ensinar as pessoas. Mas, ao mesmo tempo, queremos ensinar às pessoas como fazer melhor. Esses programas de aprendizado por desempenho são sempre personalizados e precisam refletir o que funciona na sua empresa. Portanto, nosso trabalho em L&D é aplicar todas as novas tecnologias e abordagens para melhorar o desempenho de nossa empresa. Por fim, eu diria que a inteligência artificial, os chatbots, o vídeo e a realidade virtual mudarão significativamente o aprendizado nos próximos anos. Agora temos algoritmos que podem observar o que funciona melhor, comunicar conosco em linguagem humana e nos mostrar como fazer algo que pode ser caro ou perigoso no mundo real. Eu recomendo fortemente que os profissionais de L&D experimentem essas novas ferramentas, muitos se tornarão as tecnologias e soluções mais poderosas no futuro. E, claro, não tenha medo de investir em novas plataformas. Agora é a hora de procurar novas plataformas que ofereçam o aprendizado que as pessoas desejam e aspiram no ambiente de trabalho sempre ativo de hoje.

From elearnmagazine

[ Modificado: segunda, 27 Ago 2018, 19:36 ]
 
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Nada de colegas de classe. Nem de professor à frente da sala. As aulas estão na tela do computador na forma de vídeos e podem ser vistas quantas vezes forem necessárias no lugar e no horário mais convenientes. Mas, atenção: há provas e trabalhos como qualquer curso e exige-se disciplina extra de estudo. Um forma de aprendizado existente há quase 60 anos anuncia novos contornos para o ensino superior no Brasil. O elearning tem sustentado o aumento de matrículas na graduação tendo. A expectativa é de que, diante de um terreno fértil moldado por nova regulamentação do setor, crise econômica e mudanças nas regras do financiamento público estudantil, a EAD saia do patamar atual de 18,6% para 50% do total de matrículas em faculdades e universidades daqui a pouco mais de 10 anos, se igualando aos números do ensino presencial.


De 2010 a 2016, as matrículas da educação a distância em instituições particulares tiveram um salto 4 vezes maior que as registradas no ensino presencial. Os números estão no estudo Educação Superior: contexto e perspectivas, feito pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) em parceria com a empresa de pesquisas educacionais Educa Insights. O levantamento usou dados do Censo da Educação Superior, feito anualmente pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) com o objetivo de fazer um diagnóstico da educação superior.

No período analisado, a evolução das matrículas presenciais em instituições particulares foi de 11,58%, ante 45,33% verificado na EAD. Em números absolutos, o ensino fora da sala de aula convencional representa ainda menos de 1/4 do total de matrículas em universidades e faculdades, mas, num período de 7 anos, a quantidade de alunos que optaram por estudar em casa dobrou. Já aqueles que foram para a sala de aula, apenas 10%. Quando analisado ano a ano, a média de crescimento foi de 2,8%. Enquanto a modalidade presencial registrou por ano 1,8% de aumento, a distância alcançou 6,4%.

As informações referentes aos últimos dois anos (2015 para 2016) são ainda mais reveladoras: as matrículas na graduação tiveram crescimento tímido de apenas 0,18%. E, mesmo assim, puxadas pela EAD: enquanto nos cursos presenciais a queda foi de 2,6%, na modalidade distância o crescimento foi 61 vezes mais que a média geral, o que representa um percentual de 11%. De acordo com o diretor-executivo da Abmes, Sólon Caldas, o impulso foi proporcionado pelos cortes no Programa de Financiamento Estudantil (Fies), ocorridos em 2015. “O corte na política pública refletiu no presencial, afirma. A aposta é de que a retração do presencial será verificada no próximo Censo para o período 2017-2018. “A taxa de matrículas só será positiva se a EAD puxar novamente.”

“Primeiro, a restrição de financiamento do governo reduziu a possibilidade de os alunos menos favorecidos financeiramente terem acesso ao ensino presencial. Segundo, o decreto no fim do ano passado regulamentando a EAD possibilitou a abertura de polos para instituições que demonstram qualidade. Haverá, assim, mais oferta dessa modalidade em municípios e regiões onde ela ainda não estava acessível”, afirma. O Decreto 9.235, de 15 de dezembro de 2017, dispõe sobre a regulação, supervisão e avaliação das instituições de educação superior nas modalidades presencial e a distância. “O decreto desburocratizou o processo, que era muito engessado e não permitia a flexibilidade que as mudanças na sociedade requerem. As mudanças permitem inovar e atender à demanda de mercado e da população em geral. Todos os atores envolvidos precisarão se adequar e reformular para receber os alunos num novo contexto. Mas, sociedade, governo, alunos e instituições devem estar atentos para uma educação de qualidade”, ressalta.

A expectativa de crescimento se baseia na restrição do financiamento e no aumento da oferta de EAD. “O aluno quer estudar, mas esbarra no pagamento das mensalidades. Enquanto o governo não mudar a política pública, isso não vai ser revertido. Pelo cenário hoje, quem pode pagar já está estudando, ou seja, quem tem bolsa do Prouni, Fies ou paga com recurso próprio. Há uma parcela grande represada”, diz. Para o diretor da Abmes, é preciso pensar a educação como investimento e não como gasto ou ônus. “Caso contrário, não avançaremos nem nas metas do PNE (Plano Nacional de Educação) nem no desenvolvimento do país, que passa pela educação”, alerta Caldas. O PNE, aliás, tem metas ousadas para os próximos anos. Uma delas estipula que, até 2024, a taxa bruta de matrículas na educação superior seja elevada para, no mínimo, 50% do grupo populacional de 18 a 24 anos de idade. O dado mais recente do Observatório do PNE mostra que, em 2015, o percentual brasileiro era de 34,6% e o mineiro, de 35,7%. 

O próprio secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Henrique Sartori, admite que a flexibilização das regras para as instituições pode facilitar o crescimento da educação a distância e, também, impulsionar o caminho rumo ao cumprimento das metas. Segundo ele, projeções não oficiais dão conta de que, por volta de 2032, a diferença de quase 5 milhões de matrículas existente entre os cursos presencial e a distância esteja equilibrada. “O elearning tem agradado a quem está no mercado e precisa de flexibilidade de horário. Hoje, o acesso à internet reflete na qualidade de ensino e metodologia e torna esse ensino conectado às expectativas dos alunos, além de ser mais aprazível”, afirma. “As novas gerações já estão acostumadas com a tecnologia e, por isso, encaram um ambiente escolar moldado por essa plataforma de maneira totalmente diferente. Assistir a uma videoaula ou ler um PDF é corriqueiro para esses jovens”, diz. Quando questionado sobre o risco de criação desenfreada de polos de educação depois das novas regras, Sartori rebateu dizendo que a política pública prima por padrões de qualidade. “Para existir e permanecer a instituição deve aumentar ainda mais a qualidade. O objetivo é facilitar as regras para quem tem desempenho acima da média.” 

Estudante de administração pela PUC Minas, Fernanda Paoli, de 24 anos, trocou a faculdade presencial pela virtual em meados do curso, no qual se forma este semestre. O motivo: a flexibilidade, principalmente para quem trabalhava o dia inteiro e ia para a universidade à noite. “Eu praticamente não ficava em casa. Ia só para dormir. Agora, posso estudar no dia e na hora mais convenientes. Como tenho pouco tempo para descansar, o fato de poder estar no meu ambiente é um alívio”, diz. Segundo Fernanda, depois de analisada a facilidade, outros fatores pesaram, incluindo o financeiro. A jovem conta ainda que em termos de qualidade de ensino não há diferença. “No meu caso, que consigo estudar e me organizar, é muito melhor. Mas o elearning é muito difícil, porque requer muito mais disciplina. No curso presencial, muitas pessoas ficam na sala, mas não prestam atenção. Não tenho como fingir que estou vendo a aula.”

From Jornal Estado de Minas

[ Modificado: segunda, 27 Ago 2018, 16:25 ]
 
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A característica básica do ensino a distância é sua ligação com a tecnologia, desde seus primórdios, com a utilização dos meios que se dispunha para tal feito, sendo que seu marco inicial tem registro a partir de 1833, na Suécia e a partir da segunda metade do século XIX. 

Baixo custo, flexibilidade, diversidade de oferta são alguns dos muitos atrativos de uma opção de ensino que cresce a cada dia no Brasil, nos mais diversos níveis de educação e formação. 


Surgida no século XIX essa opção de ensino tinha como objetivo preparar pessoas para a atuação profissional sobretudo aquelas que não dispunham de grandes oportunidades de acesso ao ensino convencional presencial. A característica básica da educação a distância é sua ligação com a tecnologia, desde seus primórdios, com a utilização dos meios que se dispunha para tal feito, sendo que seu marco inicial tem registro a partir de 1833, na Suécia e a partir da segunda metade do século XIX. 

Todavia, é na primeira metade do século XX, sobretudo, a partir da Primeira Guerra Mundial, que começam a surgir iniciativas mais apuradas de ensino a distância, notadamente pelo aumento da demanda social por um melhor desenvolvimento educacional e pela modernização dos meios de comunicação, sendo o rádio, o veículo mais apropriado para a popularização da iniciativa. 

Através do rádio essa modalidade de ensino começou a ganhar popularidade no Brasil e diversas iniciativas ao longo da história caracterizam a presença dessa modalidade de ensino no país. Diversos institutos e fundações ao longo dos anos optaram por dedicar seus propósitos a formação e aperfeiçoamento de pessoas por meio do ensino e aprendizagem remotos. 

Atualmente, no Brasil, o elearning já responde, segundo o Censo da Educação superior, do MEC, por mais de 5 milhões de alunos matriculados em cursos de graduação, pós-graduação e cursos livres e vem crescendo aceleradamente, a partir daí. De 2015 até hoje, houve um aumento de mais de 15% nas matrículas, ao passo que os cursos de educação presencial tiveram queda de 1,2%, com perspectivas de um crescimento ainda maior podendo chegar a 50% das matrículas, nas projeções do MEC. 

Muito do crescimento se deve à qualificação de professores para essa modalidade, devido ao fomento e incentivo dados a esse fim a partir de 2004. Com o tempo a educação a distância passou a ser vista como importante alternativa de formação e especialização e até mesmo a satisfação de uma necessidade de aprendizado contínuo sobre diversas coisas e possibilidades da vida. 

Essa perspectiva de crescimento ainda maior pode se configurar num grande momento para o EAD com o novo marco regulatório do MEC, em que instituições de pequeno porte podem abrir determinada quantidade de polos todo ano, o que por certo fará aumentar ainda mais a diversidade de ofertas de cursos. 

Pedagogia e Administração são os cursos mais procurados na modalidade, mas há também uma infinidade de cursos livres, de curta duração, destinados a formação e aperfeiçoamento profissional que podem ser encontrados nos portais destinados a esse fim, na web. 

Em tempos de crise, desemprego, mudanças na legislação trabalhista e uma série de medidas governamentais que impactam no mundo do trabalho, o desenvolvimento e aprimoramento contínuo de competências passa a ser uma necessidade premente das pessoas. Nesse sentido o ensino a distância passa a ser uma opção barata, prática e acessível para aqueles que gostam de estudar. 


From Portal Administradores - Prof. Orlando Rodrigues

[ Modificado: terça, 7 Ago 2018, 11:38 ]