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por Business Education - segunda, 18 Mar 2019, 17:58
Todo o mundo

Anos atrás, a Forbes escreveu um artigo na qual falava que a Adidas sempre se dedicou intensamente no aprendizado, mas usava métodos tradicionais para treinar todos os funcionários.


Pois bem, nos últimos dois anos a empresa criou a Adidas Group Learning Campus e mudou o formato de aprendizado para um misto que fornece elementos interativos, sociais e de multimídia. Desta forma, o aprendizado passou a ser "leve, desejável e divertido".


O objetivo da empresa agora é fazer com que todos atinjam o seu melhor, por meio de uma grande variedade de oportunidades de aprendizado e desenvolvimento com a meta de ajudá-los a desenvolver suas habilidades, seus pontos fortes e de superar os seus desafios diários. Assim, ela espera, combinar as aspirações específicas de seus funcionários com as necessidades da organização. 


O aprendizado digital oferecido pela Adidas cria módulos baseados em tópicos específicos para que os funcionários possam decidir o caminho a ser percorrido. Esses módulos oferecem desde blogs, fóruns, animações até vídeos. 


A filosofia de aprendizado e implementação da empresa incluem:

. Engajamento dos líderes da empresa no processo de aprendizagem; 

. Elementos de aprendizagem em todas as interações com funcionários; 

. Compromisso, engajamento e desempenho intrinsecamente ligados ao processo de aprendizado e desenvolvimento; 

. Medição do envolvimento dos funcionários com base numa pesquisa de satisfação a cada três anos. 


Além disso, a Adidas estabeleceu cinco princípios gerais que estão interligados com a forma de aprendizado e treinamento dos seus funcionários. Observe abaixo. 

. Trabalhar é aprender a aprender com que está funcionando;

. Estabelecer uma meta para criar um ambiente de aprendizado social e aberto, com colaboração e senso de conexão; 

. A liderança deve compartilhar, ensinar e aprender; 

. A inovação deve fazer parte do processo de trabalho diário de todos na organização; 

. A cultura da Adidas deve ser autodirigida e focada na aprendizagem ao longo da vida, ou seja, todo funcionário é responsável por sua carreira e desenvolvimento pessoal.

 

A Adidas conta com mais de 50.000 funcionários espalhados pelo mundo e entende que cabe a eles escolher o que aprender, quando e onde. Não se espera que os funcionários aprendam sozinhos, mas que ensinem sempre que possível e permaneçam focados em networking e colaboração. 



From Adidas Group Blog

 
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Microlearning é um método que possui a agilidade e a concisão como principais características. Sua proposta é oferecer o conhecimento necessário sobre um ponto específico e informar sobre detalhes (atividades práticas, complementares, mudanças no conteúdo etc.) dos temas abordados no programa de educação corporativa de maneira direta, para leitura, visualização e assimilação no menor tempo possível. 


Considerando que o tempo é algo extremamente valioso no meio corporativo, essa abordagem assertiva é certeira quando aplicada corretamente, principalmente em conjunto com o novo blended learning, que abre bastante espaço para a personalização e engajamento e, portanto, permite que as possibilidades de uso do microlearning sejam bem exploradas. 


Pela sua assertividade, é uma excelente alternativa para aperfeiçoar o desenvolvimento de hard skills (habilidades técnicas que podem ser quantificadas e mensuradas facilmente), porém menos no trabalho com soft skills (habilidades comportamentais, mais subjetivas, que não podem ser quantificadas facilmente, relacionadas à maneira como o colaborador se porta diante de outras pessoas). 


Usar o microlearning como parte de uma estratégia em storytelling torna o treinamento corporativo ainda mais interessante e engajador para os colaboradores. Trabalhar o engajamento por meio de uma sucessão de contextos apresentados de maneira direta, com frases curtas que podem ser facilmente ligadas à rotina profissional, é uma solução proveitosa.



From Pierre-Jean Quétant - Portal Administradores

[ Modificado: segunda, 11 Mar 2019, 15:31 ]
 
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O mercado de trabalho está em ebulição. As profissões tem passado por mudanças rápidas e radicais. As empresas exigem cada vez mais novas competências e saberes de seus profissionais. O cenário é de revolução constante, e o aprendizado passou a ser encarado como uma jornada para toda a vida.


O conceito de lifelong learning não é novo, mas nunca foi tão fundamental. Não é mais possível se acomodar após uma graduação. O mercado valoriza e reivindica que o profissional invista em uma educação continuada. Nesse cenário, cursos de especialização profissional, como os de pós-graduação lato sensu, são um caminho para quem busca desenvolver novas competências.


Segundo Paulo de Tarso, vice-presidente de educação continuada da Kroton, não se pode mais ficar acomodado com o que foi aprendido no passado, achar que se formou na faculdade e está pronto para o resto da vida. As pessoas precisam estar atualizadas e preparadas para enfrentar os novos desafios.


Pesquisa elaborada pelo Senai mostrou que, no primeiro semestre de 2018, surgiram 30 novas profissões no Brasil. Muitas delas, ligadas a avanços tecnológicos, como analistas de loT, mecânico de carros híbridos e técnico em automação predial, entre outras. A função de estatístico é outra que não para de crescer. Pessoas capazes de coletar, organizar e interpretar dados têm sido cada vez mais valorizadas em empresas públicas e privadas.


De acordo com a Profa. Dra. Bevina von Staa, coordenadora do Censo EAD.BR da ABED, o mercado está requisitando novas demandas com muita velocidade. O profissional precisa estar atento a isso seja para se desenvolver dentro de sua carreira, seja para mudar de emprego ou até de profissão. A necessidade da formação continuada é evidente.


Diante dessas exigências, a pós-graduação latu sensu representa uma boa alternativa de saída para um dos gargalos do mercado: contar com profissionais que tenham níveis mais elevados de formação. São programas de especialização - que incluem os cursos designados como MBA - formulados exatamente para quem almeja crescer em sua área de atuação ou até se recolocar no mercado. Têm carga horária mais curta (mínimo de 360 horas) e podem ser feitos de forma presencial ou a distância. Eles se diferenciam da pós strictu sensu (mestrado e doutorado), que dura de 3 a 5 anos e é mais indicado para quem quer investir na carreira acadêmica.


O investimento em um uma pós latu sensu de qualidade, regulamentada pelo MEC (Ministério da Educação), provoca impactos significativos na carreira. De acordo com a Pesquisa Salarial, realizada pela Catho Educação, profissionais com cargos de coordenação que fazem esses cursos podem receber aumento de até 54% do salário.


Mas como investir na sua formação e, ao mesmo tempo, atender às demandas da profissão, da família e do dia a dia? Essa é uma das principais dificuldades encontradas por profissionais que querem continuar a estudar. Os desafios são inúmeros.


Por isso, o EaD (ensino à distância) tem se consolidado como uma ferramenta importante para o lifelong learning . Por meio de ferramentas virtuais, alunos podem estabelecer uma rotina de estudos mais flexível. É possível ter acesso aos conteúdos de qualquer local e na hora que o estudante desejar.


As universidades têm ampliado a oferta de pós-graduação a distância e incrementado a qualidade do aprendizado e o engajamento dos alunos, com biblioteca virtual e canal virtual com ofertas de vagas de emprego.


"O profissional precisa ter clareza de seus objetivos para fazer uma busca direcionada e encontrar o melhor curso e a melhor instituição para suas necessidades. É importante lembrar que essa demanda por investimento em educação vai acompanhar toda sua carreira", diz Paulo de Tarso.


A revolução digital e o mercado em constante transformação tornaram as empresas ainda mais exigentes. Os trabalhadores precisam estar sempre atualizados e prontos para atender às novas demandas. Não basta ter um diploma, é preciso procurar um aprendizado constante.


From EstúdioFolha

 
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Por 20 anos, Astor João Feyh, 46, morador de Chapecó (SC), passou a vida na estrada.  Depois de concluir um curso técnico de logística a distância no fim do ano passado, ele conseguiu trocar a boleia do caminhão pelo escritório. 


Feyh diz que trabalhava como caminhoneiro contratado por uma distribuidora de produtos químicos, quando foi aconselhado por seu gerente a buscar qualificação profissional. Seguiu a orientação, e, logo que se formou num curso a distância, foi promovido a programador de entrega. Com o novo cargo, seu salário aumentou 15%.

Por estar sempre viajando, o curso a distância foi uma mão na roda. Durante quase dois anos, em todas as paradas do caminhão, ele ligava o computador para estudar. " Eu estudava na hora do almoço, quando parava para descansar à noite, ou quando chegava em casa, depois de um dia inteiro de trabalho. Eu sabia que, quanto mais estudasse, mais rápido eu terminaria o curso e melhoraria de vida. "

A mudança de função, no início, foi puxada. O ex-caminhoneiro chegou a acumular as duas funções até que encontrassem outro motorista para substituí-lo. O esforço compensou. Há um ano, segue o horário comercial e, com isso, pode curtir mais a família. Astor é casado e tem três filhos: Jefferson (24), Jeysson (21) e Kelvin (5). " Por estar sempre viajando, eu não vi meus dois filhos mais velhos crescerem. Toda a infância deles, eu estava na estrada. Hoje, tenho um endereço e horário fixo de trabalho, eu consigo ter mais contato com o meu caçula e curtir tudo o que não pude com os demais. Isso é muito gratificante ."

A ascensão profissional, segundo ele, só começou. Feyh já tem em vista mais uma promoção. No ano que vem, assumirá o posto de supervisor operacional na empresa. " Muita gente acha que após os 40 anos se está velho demais para estudar ou mudar de vida. Eu consegui isso e incentivo outros funcionários da empresa a fazerem o mesmo. Eu tive um mentor que me orientou e tenho feito isso com outras pessoas que trabalham comigo, porque sei a importância que o estudo teve em minha vida ", conta.

Os planos de Astor continuam. O próximo passo é fazer um curso de graduação, também a distância. "Ainda estou avaliando qual será o meu próximo curso, mas sei que não pretendo mais parar de estudar", sinaliza.

From UOL - Educação

 
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O Ministério da Educação (MEC) ampliou a permissão para aulas a distância em cursos de graduação presenciais. Agora, até 40% da carga horária poderá ser feita a distância. Até então, o limite máximo fixado pelo MEC era de 20%. A regra veta a alteração nas graduações em saúde e engenharias. A mudança foi publicada no último dia de 2018 no Diário Oficial da União e já entrou em vigor.


Porém, nem todas as graduações do país poderão aplicar imediatamente esta mudança. A portaria do MEC define alguns critérios para a expansão de disciplinas a distância: 

1 - A instituição de ensino superior deve estar credenciada para dar aulas tanto presenciais quanto a distância; 

2 - A instituição deverá ter nota 4 (em uma escala de 5) na avaliação do MEC; 

3 - O curso que pretende aumentar a carga horária a distância também deverá ter nota 4 (em uma escala de 5) na avaliação do MEC.

A portaria estabelece ainda que a instituição de ensino superior deverá alterar o projeto pedagógico, avisar os estudantes previamente matriculados e aqueles que estão concorrendo a uma vaga sobre a mudança no curso e quais são os critérios de avaliação destas disciplinas.

From Portal G1 - Educação

 
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O Ministério da Educação homologou em novembro as novas diretrizes do ensino médio, que permitem que se faça até 30% dessa etapa de ensino a distância.


De acordo com o texto aprovado no início de novembro, em cursos diurnos de ensino médio, o aluno poderá fazer até 20% das horas obrigatórias a distância. No noturno, o percentual chega a 30%, e, na modalidade de EJA (Educação para Jovens e Adultos), focada naqueles que não se formaram, pula para 80%.

"É opcional e dependerá da aprovação do conselho estadual de cada um dos estados", afirmou o ministro da Educação, Rossieli Soares, que assumirá a pasta da área na gestão de João Doria (PSDB) no Governo de São Paulo, a partir de janeiro próximo.

A primeira versão do documento abrirá a possibilidade de 40% do ensino médio a distância no curso diurno e até 100% no EJA, conforme revelou em março. O CNE (Conselho Nacional de Educação) e o MEC (Ministério da Educação) do governo Michel Temer, que patrocina a proposta, voltaram atrás nesse quesito após repercussão ruim, reduzindo o percentual.

As diretrizes curriculares servem para orientar escolas e sistemas na organização da oferta escolar, sem detalhar, por exemplo, o conteúdo de aulas. O ensino médio é considerado o maior gargalo da educação básica, com altas taxas de abandono e baixos indicadores de aprendizado.

A reforma do ensino médio, aprovada em 2017, abriu a brecha ao ensino a distância —possibilidade vetada anteriormente. As diretrizes veem, entre outras coisas, para regulamentar. As atividades a distância podem ser online ou mesmo sem suporte tecnológico digital, de acordo com o que foi aprovado.

O governo Temer tentou em 2017 abrir a possibilidade do ensino a distância no ensino fundamental (de 6 a 14 anos), mas voltou atrás depois da repercussão. O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) já defendeu a ideia de levar a educação a distância para alunos mais novos como forma de "combater o marxismo".

Especialistas consideram que a abertura da educação a distância para o ensino médio pode agravar a qualidade da educação, colaborando com a desigualdade.

O ministro da Educação também afirmou que não haverá mudanças no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2019 e 2020, e as alterações previstas por causa das novas diretrizes serão aplicadas a partir de 2021.

Nessa nova prova, serão cobradas, no primeiro dia do exame, as diretrizes da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e, no segundo, as novas áreas de conhecimento chamadas de "itinerários formativos".

Hoje, todos os alunos fazem a mesma prova. A partir de 2020, o aluno poderá escolher no segundo dia uma área de competência para a aplicação. Ainda não está claro, porém, como serão as provas.

"O ensino médio brasileiro estava estagnado, estava na direção errada", afirma o relator da proposta no CNE, Rafael Lucchesi.

Além das mudanças no Enem, devem ser alterados também programas de formação de professores e de livros didáticos, além do Saeb (Sistema de Avaliação do Ensino Básico).

De acordo com Rossieli, uma nova diretriz para formação de professores será enviada ao CNE ainda em dezembro.

A reforma do ensino médio só passa a valer oficialmente após a aprovação da Base Nacional Comum Curricular referente à etapa. A implementação do previsto na reforma tem um prazo de dois anos.

O ministro afirmou que é possível aprovar a BNCC ainda neste ano, no mês de dezembro. "Lógico que eu tenho que entender o tempo do Conselho Nacional, nós temos dialogado muito", afirmou.


From Angela Boldrini - Folha

[ Modificado: terça, 4 Dez 2018, 19:17 ]
 
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O caminho do futuro é agregador de conteúdo

A Netflix é uma plataforma que forma parceria com produtores e criadores de conteúdo para licenciar direitos de transmissão de diversas séries de TV e filmes. Ou seja, as empresas (às vezes concorrentes) procuram este serviço para levar seus produtos ao grande público. 


A tendência no futuro é a criação de agregadores de conteúdo para todos os "ETC Plays", conceito criado por Tom Jones Moreira de Assis. "Você precisa dar facilidade ao usuário, e quem mais agregar conteúdos evitará que este usuário saia da plataforma. Esses agregadores, esses pacotões de canais, vão ser a solução para isso. Hoje vivemos em ilhas separadas de conteúdo, mas em breve eles devem se unir." 

Com a publicação da última parte dessa reportagem da UOL, podemos concluir que o elearning já vem trilhando esse caminho, porém ainda enfrenta algumas barreiras como a conectividade e o preconceito, além da dificuldade de integrar com as mídias sociais.  

From UOL

[ Modificado: terça, 13 Nov 2018, 15:51 ]
 
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Streaming pode salvar o que não está no mainstream

Nesse novo mundo, uma tendência notada por especialistas nos últimos tempos é a migração da transmissão de conteúdos fora do mainstream da televisão (aberta ou fechada) para a internet. Um caso de sucesso deste processo foi quando o Esporte Interativo encerrou seus canais durante a fase final da Série C do Campeonato Brasileiro. A solução encontrada pela CBF para não deixar os torcedores desamparados foi transmitir os jogos em seu canal oficial, pelo Youtube e pelo Twitter.


O resultado até o momento é considerado excelente. O jogo entre Operário-PR e Santa Cruz, pelas quartas de final, fechou o dia 26 de agosto com mais de 470 mil visualizações e como o quarto vídeo da seção "em alta" da plataforma, que destaca as produções com mais visualizações e engajamento. Até o jogo entre Atlético-AC x Cuiabá, com menos apelo e que provavelmente seria ignorado na grade do EI, atingiu 230 mil pessoas na internet.

"Ainda não existem ofertas tão bem organizadas no digital, mas é algo que não tem volta. Vários esportes e modalidades que perderam espaço nos canais lineares serão salvos pelo streaming. Podemos listar aqui 20 esportes que tinham espaço nos canais há dez anos e foram sumindo. Isso é ruim para o esporte e para o fã. A salvação é o caminho digital", diz Fábio Medeiros, head de esportes da Turner.

A internet abraça o produto de nicho, aquele dirigido para um público segmentado, que não dá audiência na TV. Lá, se proliferam as mesas redondas de futebol falando sempre sobre os mesmos assuntos. "Isso acontece para os canais manterem um mínimo de audiência, a programação fica repetitiva mesmo", admite Medeiros. A tendência é que divisões menores e torneios regionais de futebol sejam disponibilizados na internet para públicos específicos, da mesma maneira que esportes fora do mainstream

From UOL

 
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Conectividade e mudança de hábito.

A lista de desafios para a afirmação da transmissão esportiva nos dispositivos móveis é grande. Primeiro porque a TV domina o mercado, e migrar os torcedores para a internet não será fácil. É necessária uma mudança de hábito no consumo de mídia com um risco de perda de relevância ou alcance do conteúdo. O fato de a Liga dos Campeões da Europa não passar na Globo e na Band, por exemplo, e sim em meio à programação de filmes do TNT e do Space, em um aplicativo e no Facebook levou muita gente a acreditar que ela não tem o peso de outros tempos.


A Uefa, por outro lado, vê os novos formatos como um trunfo na transmissão da Champions, porque a internet é mais abrangente e engaja melhor. São muitos debates.

Um desses debates é sobre a conectividade. A final da Supercopa da Uefa entre Real Madrid e Atlético de Madri, em 15 de agosto, foi transmitida exclusivamente pelo Facebook (da Uefa e do Esporte Interativo), mas foi alvo de críticas porque travava muito. A internet banda larga funciona com qualidade nas grandes cidades, mas em boa parte do país você paga por uma quantidade de dados de internet e recebe menos do que contratou.

O Brasil não está 100% pronto para ver muito vídeo na internet. Há latência (quando o sinal chega atrasado), picotamento e dificuldade até de abrir a página de transmissão. Exemplos dessa dificuldade aconteceram, por exemplo,no jogo do Barcelona na Liga dos Campeões.

De acordo com José Manuel Mariño, diretor de Tecnologia de Esportes da TV Globo, para poder ter uma experiência fluida de consumo em dispositivos móveis, é preciso ter uma planta tecnológica que dê suporte. Sabemos que as Telcos (empresas de telecomunicação) encontram dificuldades em colocar antenas em boa distribuição e densidade. Isso causa impacto. Se temos esse problema nas cidades, é porque a distribuição não é uniforme. Há áreas com mais cobertura e outras sem.

Será que o elearning também não enfrenta estes obstáculos?

From UOL

 
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A revolução no modelo tradicional de transmissão esportiva tem grandes semelhanças com o que rolou na indústria do entretenimento, com filmes e seriados, nos últimos anos. Segundo estudo da FGV em 2018, o Brasil tem 306 milhões de dispositivos conectados à internet e é o quinto país do mundo em usuários de smartphones. Como, de acordo com a Abranet, 70% das residências têm acesso à internet, a forma de acesso a conteúdos midiáticos mudou. A TV resiste, mas não monopoliza. E mais: se adapta às novidades.


Líder no segmento linear, a Globo também caminha no digital, com forte investimento no aplicativo Globoplay - no último dia 27 de agosto, a emissora exibiu na tradicional sessão de filmes Tela Quente dois episódios do seriado "The Good Doctor". Era uma estratégia para bombar o app, que possui a temporada completa da história de Freddie Highmore. Deu certo: foi a maior audiência da sessão em 6 anos. O caminho inverso também acontece: as novelas estão mais ágeis do que antigamente, se assemelhando às séries que tomaram conta do mercado. E também estão disponíveis no aplicativo.

O esporte segue a mesma lógica: pela primeira vez, a Globosat vai oferecer pay-per-view do futebol nacional por streaming. Antes, a exibição pela internet dependia de uma assinatura do Premiere via operadoras de TV a cabo.

Esse fenômeno é só a sequência de um processo amparado em dados. De acordo com estudo da Ericsson Consumer Lab, de 2016, pessoas com mais de 35 anos assistem 28 horas de conteúdo em vídeo por semana, sendo 67% na TV e 33% em em modelos não tradicionais. Quem tem menos de 35 anos assiste 34 horas de vídeo, sendo 45% do tempo na TV linear e 55% em novos dispositivos. Para falar com a geração que domina e seguirá dominando o mercado consumidor, é preciso preciso estar no maior número de plataformas possível.

Segundo Tom Jones Moreira de Assis, consultor de inovação tecnológica e coordenador do departamento de engenharia de aplicação da Tecsys do Brasil, "a pessoa está mudando sua forma de consumir conteúdo e isso muda o sistema. Quando o Netflix vem e oferece uma série inteira para você ver de uma vez acontece o ponto-chave da mudança. Antes, você saía correndo do trabalho ou dos estudos para ver o último capítulo da novela, para não perder esse momento que não volta mais. Hoje, o último capítulo está esperando por você quando você quiser. As pessoas saem de onde há um monte de conteúdo e elas podem ver quando acharem melhor".

From UOL