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Elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Mapa do Trabalho Industrial dá a medida das dificuldades que os trabalhadores com carteira assinada terão de enfrentar para se manter em seus empregos, por causa das transformações tecnológicas.

Ao todo, o País terá de qualificar cerca de 10,5 milhões de trabalhadores para o setor industrial, entre 2019 e 2023. Só no Estado de São Paulo, mais de 3,3 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nos níveis técnico e superior precisam de cursos de formação continuada.

Desse total, 3/4 já estão empregados. O 1/4 restante necessita de formação inicial para entrar no mercado de trabalho e ocupar vagas novas ou, então, substituir os profissionais que adoecem ou se aposentam.

As áreas que exigem mais capacitação de profissionais com formação técnica são de logística e transporte, metalmecânica, eletroeletrônica e informática. São áreas que necessitam de trabalhadores com qualificação interdisciplinar e múltiplas habilidades.


Segundo o Mapa, entre as ocupações no nível técnico que mais vão exigir profissionais com essa formação em todo o Estado de São Paulo estão preparadores e operadores de máquinas-ferramenta e mecânicos de manutenção de máquinas industriais. No nível superior, a ocupação com maior demanda de capacitação no Estado é de analista de tecnologia da informação, seguida de gerente de produção, engenheiro civil, engenheiro mecânico, engenheiro de produção, engenheiro ambiental, profissionais de planejamento e gerente de segurança.

Elaborado a partir de estimativas sobre o comportamento da economia brasileira, que vem registrando um crescimento muito baixo e aponta uma redução do Produto Interno Bruto (PIB) para 2020, o levantamento do Senai prevê a demanda de formação profissional para suprir as necessidades da indústria e seu impacto no mercado de trabalho nas diferentes unidades da Federação, entre 2019 e 2023.

Além de mostrar que as transformações tecnológicas estão mudando a vida de quem já está no mercado de trabalho, o estudo revela que a necessidade de formações tradicionais vem perdendo espaço e que novas profissões vão surgindo no setor industrial. Destaca ainda que, acompanhando a tendência mundial, as novas profissões estão vinculadas aos avanços da tecnologia de informação e automação de processos.

São profissões que exigem sólida formação em matemática e física, disciplinas em que o desempenho dos alunos da rede pública de ensino fundamental e médio ao longo das últimas décadas tem sido sofrível, como revelam as sucessivas edições do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, em inglês), que é promovido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

É importante olhar para o hoje e para o futuro. É preciso repensar as escolhas de profissão, acompanhar as tendências e se aperfeiçoar. Mas a baixa qualidade da educação básica interfere e atrapalha o processo de escolha das profissões. Muitas vezes, o estudante tem dificuldade de aprender matemática básica na escola e com isso acaba descartando as profissões que exigem esse conhecimento”, afirma Márcio Guerra, gerente de Estudos e Prospectiva da Diretoria de Educação e Tecnologia da CNI.

O Mapa do Trabalho Industrial elaborado pelo Senai reforça o que tem sido constatado por entidades empresariais e por organizações não governamentais do setor educacional. Ou seja, que o problema da má qualidade do sistema de ensino brasileiro não está na escassez de recursos, mas, sim, na falta de gestão e de planejamento. Se esse gargalo não for superado, o Brasil corre o risco de ficar fora das cadeias globais da produção – advertem, com razão, essas entidades.

From Estadão online

[ Modificado: segunda, 10 Fev 2020, 19:28 ]
 
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Mas como se pode encontrar o equilíbrio certo do uso da tecnologia na educação? Esse foi um dos tópicos abordados hoje por Jim Knight, chefe de educação na TES Global, plataforma britânica para capacitação e desenvolvimento de professores, e ex-ministro da educação e do emprego do Reino Unido. Ele participou do primeiro dia de Brazil at Silicon Valley, conferência que debate os desafios para a inovação no Brasil na Universidade de Stanford.


Para ele, a introdução da tecnologia ao ambiente educacional se fez de maneira errada, negando aos professores o uso desses recursos dentro da sala e incentivando fora dela a utilização desenfreada de dispositivos. “Se eu saio de casa sem minha caneta, não muda muito. Mas se eu esqueço o telefone, é um desastre. E não conseguimos refletir isso de forma benéfica no ensino, usando a tecnologia de forma inteligente para criar valor”, apontou, no painel em que dialogou com Iona Szkurnik, uma das conselheiras do evento e membro do conselho de alunos da Escola de Educação de Stanford.


Knight afirma que faltam estratégias para colocar as melhores tecnologias à disposição do professor, o que acaba tornando-os reféns de métodos tradicionais. Enquanto isso, alunos em universidades estão o tempo todo olhando seus celulares. “Para os professores, a importância de ter essas ferramentas nas mãos é extraordinária, mas muitos deles estão assustados porque não foram treinados em relação a isso. É uma grande falha que precisa ser revertida, tanto nas escolas quanto nos sindicatos de professores”, opina.


O britânico comentou experiências frustradas que ele próprio teve em ONGs que visavam usar ferramentas tecnológicas para ensinar crianças. E disse que, da mesma forma que é preciso ambientar os professores aos recursos, se faz necessário um cuidado maior com o nível de acesso que as crianças têm hoje a qualquer tecnologia.


Para Jim Knight, foi o tempo em que, na relação entre universidades e empresas, interessava a essas últimas simplesmente atrair os melhores alunos das mais graduadas instituições para seus quadros. Hoje, além de competência técnica, a sociedade e as companhias requerem também um olhar criativo e diverso sobre seus jovens profissionais – mas as universidades vêm falhando em proporcionar isso.


Ainda segundo ele, existe uma mudança a respeito do que os empregadores procuram em termos de talento. Costumava se contratar apenas os melhores graduandos das melhores escolas, pagando uma fortuna a eles, e não se entendia é que preciso ter diversidade para trazer a inovação. Agora estamos vendo isso mudar, mas no meu país, assim como Estados Unidos, não se consegue responder a esse desafio”


"Não podemos ficar descartando as pessoas porque elas não passaram em uma prova. Precisamos trazer talento nato, em sistemas que valorizem técnicas e também valores humanos”, Segundo ele, já é possível ver mudanças nesse sentido acontecendo em países como Singapura e Finlândia, que já costumavam estra na vanguarda da educação. O que se faz nesses países, diz Jim Knight, é incentivar o ensino criativo – o que implica não apenas apresentar respostas definitivas, mas assumir que mais importante do que elas, são as perguntas que devem ser feitas.


Nesses países se percebeu que esse paradigma educacional de técnica e contabilidade não funciona, só faz com que nos afastemos de um bom resultado. E que precisamos pensar de forma mais profunda, ter mais de inteligência colaborativa.


From ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

 
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Uma pesquisa realizada pela NZN Intelligence, revelou que 90% dos brasileiros usuários da internet, estão propensos a realizar algum tipo de curso online, sendo que, dentre eles, 61% já fizeram. Esses números, demonstram que nos últimos anos os cursos online se popularizaram e se estabeleceram como uma alternativa no País.

Segundo Felipe Simões, Diretor de Produto da NZN,  o e-Learning parece atrair cada vez mais os brasileiros que não tem tempo, mas que desejam se aperfeiçoar em alguma área ou precisam adquirir novos conhecimentos por exigência do mercado.

aluno a distância

A pesquisa aponta que entre as pessoas que disseram que não fariam um curso à distância, 64,5% nunca tiveram essa experiência, enquanto 35,5% já haviam realizado algum curso pela internet. Os que nunca fizeram e não pretendem fazer, apontaram a desconfiança na qualidade do ensino em relação aos cursos presenciais como principal motivo para isso.

Com relação ao nível de educação entre as pessoas que fariam cursos pela internet, 58% apontaram os cursos livres, 47% cursos técnicos, 44% cursos profissionalizantes e 41% cursos de Ensino Superior - com mais de uma resposta.

Entre as pessoas que já fizeram cursos pela internet, 57% fizeram cursos livres, 23% cursos técnicos, 22% cursos de Ensino Superior e 20% cursos profissionalizantes (mais de uma resposta permitida).

Os cursos que mais despertam o interesse dos usuários brasileiros de internet são disparadamente os de idiomas (59%), seguidos pelas Engenharias (25%), Administração (22%) e Gestão (21%) – com mais de uma resposta permitida.

Perguntadas sobre qual o valor máximo que investiriam em cursos online por mês, 26% dos pesquisados se mostraram dispostos a gastar R$ 50 por mês.

A pesquisa foi aplicada a um público predominantemente jovem, com 41% de 18 a 24 anos, 35,7% de 25 a 34 anos e 12,87% de 35 a 44 anos. As mulheres representam 43,5% do público, e os homens 56,5%.

From Último Segundo - iG.