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Todo o mundo

As instituições privadas concentram a maior quantidade de vagas ociosas – 2,89 milhões (85,3% delas) –, enquanto nas públicas elas estão na casa do meio milhão (14,7% das cadeiras que foram deixadas). O Censo aponta motivos diversos para essa ociosidade: matrículas trancadas, desvinculadas, transferência para outro curso na mesma instituição e alunos falecidos.

Mas os números mais gritantes se referem às matrículas desvinculadas, que dizem respeito a estudantes desistentes e desligados, ou seja, alunos que por iniciativa da instituição tiveram a vaga cancelada – por abandono, descumprimento de alguma condição ou desligamento voluntário (quando sai da faculdade, mas não formaliza o cancelamento). No Brasil, as desvinculadas somaram 2.029.687 (17,7%) do total de 11,4 milhões de alunos matriculados. Dessas, 86% estavam na rede privada.

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O diretor-executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Sólon Caldas, atribui boa parte das desistências ao cenário econômico e às mudanças nas políticas federais de bolsa e financiamento estudantil. “Os números do censo mostram uma queda significativa nas matrículas de novos ingressantes entre 2014 e 2015, e mais ainda de 2015 para 2016, quando tivemos um crescimento negativo no ensino presencial em decorrência da falta de financiamento para os alunos que não têm condições de arcar com o investimento em educação”, afirma.

Ainda segundo Caldas, desde 2015, quando houve mudanças nas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), a adesão e o cumprimento dos critérios de acesso ficaram mais difíceis para os alunos. Para Sólon Caldas, as mudanças ocorridas também deixaram de permitir que o aluno com dificuldades financeiras pudesse recorrer ao financiamento, o que fez a evasão aumentar e deixar milhões de alunos fora do sistema. “Com o agravamento da crise econômica e política que o país está passando, aliada ao aumento do desemprego, esse cenário fica cada vez mais difícil e, consequentemente, o sonho do ensino superior mais distante para muitos brasileiros.”

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De acordo com Andréa Ramal, consultora em educação e doutora em educação pela PUC-Rio, “o principal motivo para esses números é a evasão, a desistência. E, dentro disso, a falta de base do ensino médio para cursar a universidade. Na engenharia, por exemplo, só 50% dos alunos se formam. Porque falta matemática. Como o estudante fará a disciplina de cálculo sem base nessa matéria? Há também outros fatores associados: problemas relacionados a recursos financeiros e um financiamento do governo que não deixa o aluno tranquilo por causa de uma ameaça constante de descontinuidade. Mas, de longe, a evasão por falta de base escolar é a principal. As faculdades estão tomando medidas, como implementar curso de nivelamento com foco em português e matemática, disciplinas que os estudantes deveriam ter trazido do ensino médio. No caso da universidade pública, é um desperdício de recursos. Não podemos também esquecer que o Brasil atravessa uma crise econômica séria, com 12 milhões de desempregados. A pessoa faz uma faculdade para ter uma chance no mercado, mas acaba não tendo como pagar. Por isso, fica o alerta para o Brasil começar a olhar mais para a educação básica. Levantamento recente mostra que o governo gasta R$ 3 mil por ano com cada aluno nessa fase. Na universidade, esse montante vai para R$ 11 mil. Ou seja, a pirâmide está totalmente invertida. Não olha para o nível básico e perde recurso na educação superior por causa disso. Não adianta encher as universidades se, depois, vai ocorrer esse esvaziamento.”

From EM.com.br

 
Todo o mundo

Em passagem pelo Brasil durante o Fórum de Lideranças: Desafios da Educação, Katie Blot (Diretora de estratégia da Blackboard, com mais de 23 anos atuando com educação) afirmou que a tecnologia é o caminho para democratizar a educação ao redor do mundo.


Segundo Katie, hoje os estudantes esperam aprender e estar conectados com todos e não somente com quem está ensinando, eles esperam se relacionar com pessoas de dentro e fora das disciplinas, como também ter as coisas no momento em que querem,ou seja, on demand.

Num futuro breve, a educação será muito mais sobre conseguir trafegar por diversas áreas e possuir determinados talentos, do que dominar apenas aquilo que estudamos e o desenvolvimento das chamadas soft skills estará entre um dos pontos que mais serão abordados.

Os empregos estão mudando, assim a educação também precisa mudar, pois precisa desenvolver diversas habilidades e não apenas uma, ou seja, o Ensino Superior será mais sobre talento do que currículo.

Por fim, Katie afirma que a tecnologia está sendo implementadas pelas instituições, pois já se explora questões como foco em dados e insight, novos modelos de entrega para os estudantes, foco na experiência do estudante e muito mais conteúdo on-line. Ao que tudo indica, o conceito de sala de aula, professor único e mesas seguidas, umas das outras, não terá vida longa.

From Universia Brasil.

[ Modificado: segunda, 10 Abr 2017, 17:24 ]