Blog do site

Todo o mundo

O Ministério da Educação (MEC) ampliou a permissão para aulas a distância em cursos de graduação presenciais. Agora, até 40% da carga horária poderá ser feita a distância. Até então, o limite máximo fixado pelo MEC era de 20%. A regra veta a alteração nas graduações em saúde e engenharias. A mudança foi publicada no último dia de 2018 no Diário Oficial da União e já entrou em vigor.


Porém, nem todas as graduações do país poderão aplicar imediatamente esta mudança. A portaria do MEC define alguns critérios para a expansão de disciplinas a distância: 

1 - A instituição de ensino superior deve estar credenciada para dar aulas tanto presenciais quanto a distância; 

2 - A instituição deverá ter nota 4 (em uma escala de 5) na avaliação do MEC; 

3 - O curso que pretende aumentar a carga horária a distância também deverá ter nota 4 (em uma escala de 5) na avaliação do MEC.

A portaria estabelece ainda que a instituição de ensino superior deverá alterar o projeto pedagógico, avisar os estudantes previamente matriculados e aqueles que estão concorrendo a uma vaga sobre a mudança no curso e quais são os critérios de avaliação destas disciplinas.

From Portal G1 - Educação

 
Todo o mundo

O Ministério da Educação homologou em novembro as novas diretrizes do ensino médio, que permitem que se faça até 30% dessa etapa de ensino a distância.


De acordo com o texto aprovado no início de novembro, em cursos diurnos de ensino médio, o aluno poderá fazer até 20% das horas obrigatórias a distância. No noturno, o percentual chega a 30%, e, na modalidade de EJA (Educação para Jovens e Adultos), focada naqueles que não se formaram, pula para 80%.

"É opcional e dependerá da aprovação do conselho estadual de cada um dos estados", afirmou o ministro da Educação, Rossieli Soares, que assumirá a pasta da área na gestão de João Doria (PSDB) no Governo de São Paulo, a partir de janeiro próximo.

A primeira versão do documento abrirá a possibilidade de 40% do ensino médio a distância no curso diurno e até 100% no EJA, conforme revelou em março. O CNE (Conselho Nacional de Educação) e o MEC (Ministério da Educação) do governo Michel Temer, que patrocina a proposta, voltaram atrás nesse quesito após repercussão ruim, reduzindo o percentual.

As diretrizes curriculares servem para orientar escolas e sistemas na organização da oferta escolar, sem detalhar, por exemplo, o conteúdo de aulas. O ensino médio é considerado o maior gargalo da educação básica, com altas taxas de abandono e baixos indicadores de aprendizado.

A reforma do ensino médio, aprovada em 2017, abriu a brecha ao ensino a distância —possibilidade vetada anteriormente. As diretrizes veem, entre outras coisas, para regulamentar. As atividades a distância podem ser online ou mesmo sem suporte tecnológico digital, de acordo com o que foi aprovado.

O governo Temer tentou em 2017 abrir a possibilidade do ensino a distância no ensino fundamental (de 6 a 14 anos), mas voltou atrás depois da repercussão. O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) já defendeu a ideia de levar a educação a distância para alunos mais novos como forma de "combater o marxismo".

Especialistas consideram que a abertura da educação a distância para o ensino médio pode agravar a qualidade da educação, colaborando com a desigualdade.

O ministro da Educação também afirmou que não haverá mudanças no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2019 e 2020, e as alterações previstas por causa das novas diretrizes serão aplicadas a partir de 2021.

Nessa nova prova, serão cobradas, no primeiro dia do exame, as diretrizes da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e, no segundo, as novas áreas de conhecimento chamadas de "itinerários formativos".

Hoje, todos os alunos fazem a mesma prova. A partir de 2020, o aluno poderá escolher no segundo dia uma área de competência para a aplicação. Ainda não está claro, porém, como serão as provas.

"O ensino médio brasileiro estava estagnado, estava na direção errada", afirma o relator da proposta no CNE, Rafael Lucchesi.

Além das mudanças no Enem, devem ser alterados também programas de formação de professores e de livros didáticos, além do Saeb (Sistema de Avaliação do Ensino Básico).

De acordo com Rossieli, uma nova diretriz para formação de professores será enviada ao CNE ainda em dezembro.

A reforma do ensino médio só passa a valer oficialmente após a aprovação da Base Nacional Comum Curricular referente à etapa. A implementação do previsto na reforma tem um prazo de dois anos.

O ministro afirmou que é possível aprovar a BNCC ainda neste ano, no mês de dezembro. "Lógico que eu tenho que entender o tempo do Conselho Nacional, nós temos dialogado muito", afirmou.


From Angela Boldrini - Folha

[ Modificado: terça, 4 Dez 2018, 19:17 ]
 
businesseducation
por Business Education - segunda, 14 Mai 2018, 13:34
Todo o mundo

Todos os dias, o paulistano Rinaldo Luiz Cuco levanta-se antes de o sol nascer e passa de 3 a 4 horas em frente ao computador estudando: assiste as videoaulas, atualiza a leitura e participa de chats e fóruns on-line. Por volta de 8 horas, sai de casa para trabalhar e ao meio dia retorna para o almoço. Após a refeição, sai para a segunda jornada de trabalho numa escola estadual de São Paulo, onde leciona história e geografia aos alunos do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio. “O tempo é escasso e a rotina cansativa, mas vale a pena”, conta o professor, que no primeiro semestre de 2018 concluirá a licenciatura em geografia num curso à distância. Cuco formou-se em estudos sociais em 1981 e, perto dos 60 anos, numa fase da vida em que as obrigações familiares aliviaram, decidiu retomar os estudos a fim de se aperfeiçoar no ofício que considera sua verdadeira vocação: ser professor. “O tempo passa, e a gente acaba ficando para trás. Voltei a estudar para atualizar o conteúdo de geografia.”


Cuco faz parte de um grupo que não para de crescer no Brasil: os estudantes que optam por fazer cursos à distância, seja em nível de graduação ou de pós-graduação, seja em cursos livres. Segundo o Censo da Educação Superior de 2016 do Ministério da Educação (MEC), o número de matrículas em cursos de graduação à distância aproxima-se de 1,5 milhão, o que corresponde a 18,6% dos 8,04 milhões de universitários no país. Somam-se a esse contingente cerca de 2,9 milhões de alunos dos cursos livres corporativos e não corporativos, conforme contabilizou o censo da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed). Uma década atrás, a educação à distância (EAD) respondia por 4,2% dos graduandos brasileiros e os cursos presenciais concentravam 95,8% das matrículas. Apenas em um ano, de 2015 para 2016, a educação à distância assistiu ao aumento de 7,2% das matrículas, ao passo que a educação presencial teve queda de 1,2%. O MEC projeta que em cinco anos a educação à distância deverá responder por metade das matrículas na educação superior brasileira.

O avanço do ensino à distância começou para atender as salas de aula do ensino básico. “No Brasil, houve fomento à educação à distância a partir de 2004 porque havia a necessidade de qualificar os professores. Muitos não tinham a formação de nível superior exigida pela lei e era preciso aumentar a quantidade de docentes com licenciatura”, diz William Klein, CEO da Hoper Educacional. Passada pouco mais de uma década, as pessoas começaram, de um lado, a enxergar a educação à distância como uma alternativa para se formar, se especializar ou mesmo satisfazer uma necessidade de aprender algo importante para a vida. “A educação à distância está atendendo pessoas que buscam todo tipo de objetivo: quem quer um diploma, quem quer se aperfeiçoar profissionalmente e quem tem motivações pessoais para estudar”, analisa Betina von Staa, consultora em inovação educacional e coordenadora técnica do censo da Abed.

Junto com a demanda, a oferta cresce. Segundo o censo da Abed, o número de novas instituições que oferecem EAD aumentou em 22%, ao passo que a quantidade de estabelecimentos que oferecem educação em geral aumentou 4%. O negócio está concentrado nas mãos de grandes grupos privados, com capacidade de investimento para implantar os polos e investir em tecnologia, materiais e conteúdos didáticos. O setor privado corresponde a 68% das instituições que atuam no segmento.

Outros fatores ajudam a compreender a explosão da educação à distância no Brasil: da diversidade da oferta, passando pela mensalidade que “cabe no bolso”, à diminuição do preconceito quanto à qualidade dos cursos. Ao contrário do que muitos acreditam, a legislação estabelece que os diplomas de educação à distância possuem o mesmo valor dos diplomas dos cursos presenciais. Em 2007, única vez em que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou uma análise do desempenho dos dois grupos no Enade, os alunos à distância se saíram melhor em sete das 13 áreas comparadas. “Vinte anos atrás, a educação à distância era uma inovação. Hoje, a EAD é natural, sobretudo para os mais jovens”, afirma João Vianney, consultor da Abed e da Hoper Educacional. Além disso, a tecnologia permite levar a educação para quem não tem outra opção. “No interior e em regiões como a Amazônia, muitas vezes a única alternativa para quem quer estudar é o ensino à distância”, afirma Betina.

A flexibilidade da tecnologia e das metodologias dos cursos à distância não significa, necessariamente, uma rotina de estudos leve. Pelo contrário. O sucesso do aluno depende essencialmente de organização e disciplina. Por isso, a motivação interna para se aperfeiçoar é fundamental, analisa Ivete Palange, conselheira da Abed. Para evitar a falta de estímulo e a sensação de isolamento, em decorrência da ausência de contato físico com os colegas de turma, a recomendação é criar uma rotina de estudos, com dias, horários e tempo de dedicação definidos. E segui-la rigorosamente. “A rotina evita o abandono do curso”, diz.

Essa flexibilidade do curso à distância também pode ser útil para o desenvolvimento pessoal, independentemente de alguma aplicação imediata na carreira. Foi o que descobriu a advogada Daniela Stump. Mestre em Direito Ambiental pela Universidade de São Paulo (USP) e sócia da Machado Meyer Advogados em São Paulo, Daniela está fazendo um curso livre de oito semanas ofertado pela Universidade Berkeley, nos Estados Unidos, chamado “A ciência da felicidade” na plataforma edX, que reúne algumas das mais renomadas instituições americanas. “Troquei o Netflix pela edX”, brinca Daniela, entusiasmada com o curso. “Sempre fiz cursos presenciais, não tinha ideia de como é estudar à distância. É muito estimulante! Dá vontade de sentar-se ao computador para assistir a videoaulas e participar dos chats, mesmo que seja entre as 22 horas e a meia-noite, quando os filhos estão na cama e depois de um dia de trabalho”, conta, ao descrever sua rotina. “Estou aprendendo muito sobre mim mesma e sobre as pessoas de maneira geral.” Daniela diz que graças ao curso está compreendendo a origem de seu interesse por temas como diversidade e inclusão. Hoje ela atua num projeto voltado para ampliar a participação de minorias no escritório. “Já existem estudos de neurociência e psicologia que mostram que a felicidade está ligada a quanto nos dedicamos aos outros. Isso me fez entender por que gosto tanto do projeto.”

Mudanças recentes na legislação sobre educação à distância prometem romper as fronteiras que ainda restam. O novo marco legal acaba com exigências do MEC para o credenciamento de instituições e abertura de cursos. Isso favorece a entrada de instituições de pequeno e médio porte num mercado hoje dominado por grandes grupos educacionais. Até então, era preciso esperar até dois ou três anos para ter um pedido limitado de abertura de polos com a tramitação concluída pelo MEC. Agora, a instituição pode abrir certo número de polos todo ano. A diversidade de opções deve se multiplicar. Voltar a estudar ficará cada vez mais irresistível.

From Época

[ Modificado: segunda, 14 Mai 2018, 13:46 ]
 
Todo o mundo

O texto abaixo foi escrito por Claudio de Moura Castro.

Os mais impacientes julgam que, se fosse fechado o MEC, as coisas iriam melhor. É difícil dizer. Mas é certo que ele está prejudicado na sua função principal: zelar pela educação do país. Isso porque nem tem escolas nem tem poderes diretos sobre os estados e municípios que as têm. Pode fazer alguma coisa, mas nem manda nem financia.



Nas suas funções de cuidar do ensino superior, criou um labirinto de exigências burocráticas. Estas nem sempre levam aos resultados esperados, além de complicar a vida de todos e ser um gentil convite para a pequena corrupção.

O Enade faz do Brasil o único país a medir o que aprenderam os alunos ao se diplomar. Sendo assim, para que escarafunchar tanto os processos, se a medida do produto é confiável? Mal comparando, o Guia Michelin avalia a gastronomia oferecida pelos restaurantes, ignorando a marca do fogão e os diplomas do chef de cuisine. Por que não fazer o mesmo?

Mas, o que é pior, o MEC julga todos os cursos pela quantidade de diplomas de mestrado e doutorado dos professores. Isso é ótimo na física. Mas e na educação física? De fato, por razões históricas, trata as áreas profissionais igualzinho às acadêmicas. Os professores das engenharias são avaliados pelos diplomas e pela quantidade de papers, e não pela sua excelência na profissão. Sendo assim, para melhorar as notas perante o MEC, vale a pena defenestrar professores com décadas de vivência no mundo real e contratar jovens doutores que jamais entraram em uma fábrica ou canteiro de obras. Nos cursos de administração, se nossos grandes executivos virassem professores, fariam baixar a nota do curso junto ao MEC, já que não têm Ph.D. E isso não é diferente nas demais áreas profissionais.

De quebra, pelas regras da dedicação exclusiva, os professores das universidades federais não podem ter experiência nas fábricas. Menos mau que, nesse particular, há amplo descumprimento!

Aleluia! Em uma portaria recente (Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação/Inep), o MEC começou a considerar também a experiência profissional dos professores — em paralelo aos diplomas. Faz mais de trinta anos que insisto nisso. Mas não acredito que a mudança tenha sido influenciada pelo meu patético espernear. Importa a retificação de um cacoete antigo.

Nesse mesmo documento, o MEC passa a reconhecer que livros e periódicos em formato digital são um item integrante e igualmente valioso de uma biblioteca universitária. Por muitos anos, ouviam-se casos de bibliotecas alugadas, apenas para a liturgia das visitas iniciais do MEC. Terminada a visita, um caminhão levava os livros — para o próximo curso a ser visitado. Vacinado contra essas malandragens, além de valorizar agora o acervo eletrônico, o MEC está às voltas com a nova e legítima preocupação de saber se a assinatura dos periódicos digitais tem uma duração aceitável ou vai evaporar-se no dia seguinte. Pela segunda vez, aleluia!

Uma reforma em profundidade no MEC é como o trabalho de Hércules de limpar as cavalariças de Áugias: missão para décadas. Mas, pouco a pouco, alguns reparos vão aparecendo, como os dois acima citados.

From Revista VEJA - Por Claudio de Moura Castro

[ Modificado: terça, 17 Abr 2018, 15:18 ]
 
Todo o mundo

O maior desafio, será capacitar os avaliadores para os novos instrumentos definidos pelo INEP. Os novos instrumentos de avaliação das instituições de ensino superior no Brasil, vão exigir do Ministério da Educação um esforço extra na capacitação dos avaliadores que integram o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).


Segundo o professor Fabrício Ricardo Lazilha, avaliador do MEC, especialista no assunto e diretor de Planejamento de Ensino da Unicesumar, os novos critérios definidos pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) são mais subjetivos e avaliam as instituições de forma mais qualitativa.

Ainda segundo Lazilha, até o ano passado, o número de alunos dividido pelo número de títulos na biblioteca, por exemplo, resultava num número de referência, numa tabela que indicava um índice. Neste ano, os avaliadores que estavam acostumados aos critérios antigos, irão precisar estar atentos para que a avaliação seja isenta e justa.

O INEP já iniciou para 2018, o processo de seleção e formação de novos avaliadores para higienizar o sistema. Tanto os novos, quanto os mais antigos, deverão ser capacitados para avaliar as instituições a partir dos novos critérios.

Os novos critérios, de acordo com Lazilha, são mais adequados à realidade da formação acadêmica no Brasil.  já que ano após ano, a EAD vem crescendo na formação de novos profissionais para o mercado. Por conta disso, a partir de janeiro, o INEP criou indicadores específicos para avaliar a EAD, pois até o ano passado era avaliada com critérios muito próximos aos de um curso Presencial.

A partir de agora, foram incluídos indicadores específicos a modalidade, como por exemplo a existência, estruturação e atuação de uma equipe multidisciplinar, que é imprescindível no processo de EAD. Por ser uma metodologia mediada pela tecnologia, o ambiente virtual de aprendizagem passa a ser avaliado como também o ambiente de formação acadêmica dos tutores, atuação dos coordenadores,  sua relação com tutores e professores, qualidade do material didático, entre outros critérios. Para os alunos, esses novos critérios irão traduzir de forma mais precisa a qualidade das instituições que escolherem para a sua formação.

Os novos instrumentos irão considerar com mais detalhes e profundidade as características das modalidades Presencial e EAD. Assim, as instituições de ensino superior terão que ajustar os seus processos para atender esses novos instrumentos, o que deverá impactar de forma direta nas propostas metodológicas existentes.

Com maior subjetividade na interpretação dos indicadores, obter o conceito 5, exigirá para algumas instituições de ensino superior, novas práticas e um novo planejamento.

Os resultados dessas avaliações (Autorização e Reconhecimento) vão compor, juntamente com outras variáveis, os resultados da avaliação das IES.

Além disso, os alunos e candidatos poderão acompanhar os conceitos de Reconhecimento dos Cursos e as notas do ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) e CPC (Conceito Preliminar de Curso) para escolher onde estudar. 

As IES, que já possuem projetos bem estruturados no que diz respeito a metodologia, tecnologia, equipes com boa formação (pedagógica, suporte, operações), profissionais com perfil analítico integrando a equipe multidisciplinar e uma rede de polos alinhadas com a missão e com projeto institucional, não terão problemas com esses novos critérios. 

From Beth Matias SEG

[ Modificado: terça, 30 Jan 2018, 19:12 ]
 
Todo o mundo

O ministro, Mendonça Filho, disse que, no que for de responsabilidade do MEC, o órgão será muito rígido e duro, para que a EAD não possa comprometer a boa formação profissional.

A declaração foi feita durante o lançamento dos dados do Censo da Educação Superior de 2016, na sede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília.

Censo EAD 2016

Os dados divulgados revelam que houve crescimento de 20% no ingresso de estudantes em EAD nos últimos dois anos.

O ministro destacou que o MEC trabalhou para aumentar a oferta de vagas e concorrência entre instituições de ensino nos últimos anos, por meio da criação de uma sistemática de regulação com busca de notas e ampliação da concorrência. Até porque a estrutura de oferta de vagas de educação à distância, tendo em vista a base regulatória anterior, era uma base absolutamente concentradora e não abrigava uma ampliação de ofertas de educação à distância por parte de entidades de educação superior.

Assim, com mais ofertas, tem mais competição, melhor qualidade e esse é o princípio que norteia a regulação da oferta de vagas em educação à distância no Brasil, disse o ministro.

Mendonça Filho ainda afirmou que como é uma tendência mundial, o país não pode ficar fora das inovações tecnológicas que a educação à distância traz. “EAD é uma tendência internacional. Cada vez ocupa mais espaço e isso não pode ser uma briga com a oferta de vagas no sistema presencial. Pelo contrário, há espaço para você ter uma complementariedade, uma formação adicional no campo de oferta de vagas da educação superior usando o EAD.


From Portal G1.

[ Modificado: segunda, 18 Set 2017, 11:33 ]
 
Todo o mundo

Nova norma também vai permitir credenciamento de instituições para cursos de educação a distância sem credenciamento para os presenciais.

student

O Ministério da Educação (MEC) publicou, no Diário Oficial da União na última quarta-feira (21/06), uma portaria que vai ampliar a oferta de cursos superiores a distância no Brasil. A norma possibilita o credenciamento de Instituições de Ensino Superior (IES) para cursos de Educação a Distância (EaD) sem o credenciamento para cursos presenciais.

Na prática, isso significa que as instituições poderão oferecer exclusivamente esses cursos na graduação e na pós-graduação lato sensu, ou atuar também na modalidade presencial. A medida deve ajudar o País a atingir a meta 12 do Plano Nacional de Educação (PNE), que determina a elevação da taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida em 33% da população de 18 a 24 anos.

Na mesma linha, as instituições de ensino públicas ficam automaticamente credenciadas para oferta de EaD, devendo ser recredenciadas pelo MEC em até 5 anos após a oferta do primeiro curso na modalidade. A portaria reitera que a oferta desses cursos requer autorização prévia do MEC para seu funcionamento, exceto para as instituições de ensino superior que possuem autonomia, e que todas as instituições devem manter cursos de graduação em funcionamento, não sendo permitida a oferta somente de pós-graduação lato sensu. 

Outra inovação que a portaria traz é a criação de polos de Educação a Distância pelas próprias instituições já credenciadas para essa modalidade de ensino. O documento detalha ainda a quantidade de polos que as instituições poderão criar, baseado no Conceito Institucional (CI) mais recente da instituição.

From Portal Brasil.

 
Todo o mundo

O Ministério da Educação (MEC) publicou no final do mês passado, um decreto que amplia os casos em que é autorizada a oferta de aulas a distância para alunos dos anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano). A modalidade poderá ser adotada quando os estudantes estiverem "sem acesso às disciplinas obrigatórias do currículo escolar".

ensino fundamental 2

O ensino a distância para o ensino básico (do 1º ano do fundamental ao 3º do médio) já era liberado em "situações emergenciais" em que o estudante está impedido de acompanhar as aulas presencialmente, como motivos de saúde, os que se encontram no exterior ou privados de liberdade. Com o decreto, o MEC passou a liberar também a modalidade para os casos em que as disciplinas obrigatórias não estiverem sendo ofertadas para os alunos dos anos finais

O decreto também alterou as regras para o ensino a distância no ensino médio e superior. As mudanças, segundo o MEC, atendem à reforma do ensino médio - o texto sancionado pelo presidente Michel Temer (PMDB), em fevereiro, já abria a possibilidade para que algumas disciplinas fossem ofertadas nessa modalidade.

Os critérios de como será a oferta das disciplinas a distância ainda não foram definidos. Segundo o ministério, eles serão estabelecidos em conjunto com os sistemas de ensino, o Conselho Nacional de Educação (CNE) e Secretarias Estaduais de Educação.

Para o ensino superior, as mudanças vão permitir agora que as instituições possam criar cursos e polos de ensino a distância (EaD) sem exigir o credenciamento prévio para a oferta presencial. Elas também poderão ofertar exclusivamente os cursos a distância, sem que haja a oferta simultânea presencial.

Dessa forma, as instituições vão apenas comunicar o MEC sobre a criação dos polos e deverão respeitar os limites quantitativos, que serão definidos com base nos indicadores de qualidade de cada uma.

Janguiê Diniz, presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), diz que as mudanças vão agilizar a oferta de vagas e cursos.

Segundo o ministério, as mudanças fazem parte de uma estratégia para ampliar a oferta de vagas no ensino superior no País para atingir a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) que prevê elevar até 2024 a taxa de matrícula para 33% da população de 18 a 24 anos - em 2015, ela era de 18,1%.

From Uol Educação.

 
Todo o mundo

Em seis anos, o número de alunos matriculados em cursos a distância deve ultrapassar o ensino presencial. A estimativa em 2023 é de 4,7 milhões de alunos em faculdades privadas estudando on-line, ou seja, 51% do total de 9,2 milhões de estudantes, de acordo com os dados da consultoria Educa Insights. No último dado divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2015, era de apenas 20% dos alunos estudando a distância. 

A projeção leva em conta o histórico de crescimento dos últimos 5 anos, como também a entrada de instituições renomadas no mercado de graduação a distância como FGV, PUC, USP, entre outras. 

Além disso, o Ministério da Educação (MEC) liberou um grande número de polos para variados grupos de ensino e aprovou novas graduações a distância, como engenharia e outras na área da saúde, já que até 2014 apenas os cursos de administração, pedagogia e licenciaturas eram permitidos a distância.

Outro fator que impulsiona esta projeção, é que algumas pessoas moram em regiões distantes dos grande centros e os cursos on-line são a única opção. Em 2015, eram apenas 434 municípios com cerca de 153 mil alunos, que contavam somente com graduações a distância. No Brasil hoje, são 3,8 mil polos de ensino a distância em operação, conforme tabela abaixo. 

Até 2023 graduação a distãncia será maior que a presencial

Segundo Luiz Trivelato, sócio da Educa Insights, um curso a distância é rentável a partir de 10 mil alunos". Além disso, a força da marca no presencial é importante para atrair alunos para os cursos a distância, porém a instituição precisa ter fôlego financeiro, pois o ensino a distância demanda um investimento alto antes da geração de receita.

O MEC projeta novas regras para o segmento, como a de permitir que as universidades e centros universitários tenham autonomia para abrir novos polos, sem precisar de aval do ministério. Hoje, a aprovação de pedidos de abertura dessas unidades pode levar anos, espera-se que com isso, a concentração de polos nas mãos dos atuais grupos diminuam.

Quer saber mais, clique aqui.

[ Modificado: domingo, 30 Abr 2017, 16:50 ]
 
Todo o mundo

O Ministério da Educação (MEC) lançou em abril de 2016 a "Hora do Enem", programa de TV e plataforma de estudos voltados para preparação de participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O conteúdo poderá ser acessado pelo site horadoenem.mec.gov.br.
ENEM e-Learning

Os programas na TV da "Hora do Enem" são transmitidos pela TV Escola e 40 emissoras parceiras (sobretudo educativas e comunitárias). 
Já a plataforma on-line que é a grande atração do portal "Hora do Enem", recebeu o nome de Mecflix e é um “Netflix” gratuito para que o aluno se prepare com eficácia para ter um bom desempenho na prova do ENEM, nessa plataforma o aluno tem a oportunidade de assistir às aulas e estudar para a disciplina que precisa melhorar.

A partir dos dados do aluno, o sistema do Geekie Games ajuda na montagem de um plano de estudos personalizado, auxiliando-o na realização de exercícios, simulados e em mais de 600 videoaulas.

Na semana passada o MEC disponibilizou uma consulta popular aberta na internet, pois o MEC (Ministério da Educação) na qual cogita a aplicação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em apenas um dia, e não mais dois. Também há uma pergunta sobre a possível realização da prova no computador. O questionário ficará disponível até 10 de fevereiro e a consulta pode ser acessada aqui.

Com e-Learning, o MEC pretende atingir um número ainda maior de jovens, já que virou uma espécie de vestibular nacional, pois algumas instituições já adotaram o exame como vestibular disponibilizando as vagas num sistema on-line, chamado Sisu (Sistema de Seleção Unificada). Além disso, a prova também passou a ser critério para certificação do ensino médio, uso de que deve ser descontinuado.

[ Modificado: domingo, 30 Abr 2017, 17:04 ]