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Todo o mundo

Quantas vezes você já se viu sem tempo para iniciar algo novo?

Nesse mundo tão corrido, cresce cada vez mais o número de pessoas que optam por iniciar um curso superior à distância, tendo em vista que estar presente em uma instituição de ensino não é tarefa fácil. São pessoas que buscam se capacitar e melhorar seus posicionamentos no mercado de trabalho. 


A diretora executiva da Kato Consultoria e Treinamento, Roberta Kato, afirma que o mercado já teve um momento de receio com relação a pessoas formadas em EAD, mas isso faz parte do passado, graças as metodologias adotadas pelas instituições de ensino. "Os alunos, além das aulas virtuais têm tutorias que percebem a evolução do aluno, grupos virtuais com troca de conhecimento e outros recursos que permitem o desenvolvimento do estudante", diz. 

O Censo EAD.BR 2018, mostra que no Brasil, o EAD não para de crescer. O número de matrículas em ensino totalmente à distância foi quase 5 vezes maior em 2018 em comparação ao ano de 2015. Atualmente, o ensino superior à distância no Brasil já chega a 26% do número total de alunos. 

Segundo a vice-presidente da ABRH-ES, Neidy Christo, "o EAD não se difere em relação a um curso superior. Tudo depende de como o aluno se empenha", conclui.

From Folha Vitória


[ Modificado: quarta, 4 Mar 2020, 16:14 ]
 
Todo o mundo

O texto abaixo foi escrito por Claudio de Moura Castro.

Os mais impacientes julgam que, se fosse fechado o MEC, as coisas iriam melhor. É difícil dizer. Mas é certo que ele está prejudicado na sua função principal: zelar pela educação do país. Isso porque nem tem escolas nem tem poderes diretos sobre os estados e municípios que as têm. Pode fazer alguma coisa, mas nem manda nem financia.



Nas suas funções de cuidar do ensino superior, criou um labirinto de exigências burocráticas. Estas nem sempre levam aos resultados esperados, além de complicar a vida de todos e ser um gentil convite para a pequena corrupção.

O Enade faz do Brasil o único país a medir o que aprenderam os alunos ao se diplomar. Sendo assim, para que escarafunchar tanto os processos, se a medida do produto é confiável? Mal comparando, o Guia Michelin avalia a gastronomia oferecida pelos restaurantes, ignorando a marca do fogão e os diplomas do chef de cuisine. Por que não fazer o mesmo?

Mas, o que é pior, o MEC julga todos os cursos pela quantidade de diplomas de mestrado e doutorado dos professores. Isso é ótimo na física. Mas e na educação física? De fato, por razões históricas, trata as áreas profissionais igualzinho às acadêmicas. Os professores das engenharias são avaliados pelos diplomas e pela quantidade de papers, e não pela sua excelência na profissão. Sendo assim, para melhorar as notas perante o MEC, vale a pena defenestrar professores com décadas de vivência no mundo real e contratar jovens doutores que jamais entraram em uma fábrica ou canteiro de obras. Nos cursos de administração, se nossos grandes executivos virassem professores, fariam baixar a nota do curso junto ao MEC, já que não têm Ph.D. E isso não é diferente nas demais áreas profissionais.

De quebra, pelas regras da dedicação exclusiva, os professores das universidades federais não podem ter experiência nas fábricas. Menos mau que, nesse particular, há amplo descumprimento!

Aleluia! Em uma portaria recente (Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação/Inep), o MEC começou a considerar também a experiência profissional dos professores — em paralelo aos diplomas. Faz mais de trinta anos que insisto nisso. Mas não acredito que a mudança tenha sido influenciada pelo meu patético espernear. Importa a retificação de um cacoete antigo.

Nesse mesmo documento, o MEC passa a reconhecer que livros e periódicos em formato digital são um item integrante e igualmente valioso de uma biblioteca universitária. Por muitos anos, ouviam-se casos de bibliotecas alugadas, apenas para a liturgia das visitas iniciais do MEC. Terminada a visita, um caminhão levava os livros — para o próximo curso a ser visitado. Vacinado contra essas malandragens, além de valorizar agora o acervo eletrônico, o MEC está às voltas com a nova e legítima preocupação de saber se a assinatura dos periódicos digitais tem uma duração aceitável ou vai evaporar-se no dia seguinte. Pela segunda vez, aleluia!

Uma reforma em profundidade no MEC é como o trabalho de Hércules de limpar as cavalariças de Áugias: missão para décadas. Mas, pouco a pouco, alguns reparos vão aparecendo, como os dois acima citados.

From Revista VEJA - Por Claudio de Moura Castro

[ Modificado: terça, 17 Abr 2018, 15:18 ]