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Anyone in the world

Tecnologia, comunicação eficaz e novos processos educacionais são ferramentas para trabalhar a diversidade dentro da escola.

A sala de aula mudou: metodologias ativas, conteúdos multidisciplinares e temas contemporâneos dividem espaço com o conteúdo tradicional.

A tecnologia se tornou uma grande aliada dos processos educacionais, demandando novas formas de pensar a abordagem do ensino. Quem explica é a professora doutora Raquel Glitz Kowalski, coordenadora do curso de pós-graduação em Design Educacional da PUCPR: “há dois enfoques na nossa formação: o primeiro é o conhecimento e o estudo da complexidade que é a educação hoje, a segunda é o uso da tecnologia em sala de aula, para preparar material didático”, diz.


FOTO: PUCPR

De acordo com o último censo realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), o Brasil tem 2,5 milhões de professores. A maior parte atua com educação básica - pouco mais de dois milhões -, enquanto cerca de 350 mil trabalham no ensino superior. Em comum, todos enfrentam os desafios de educar em um cenário cada vez mais diversificado, impactado por novas tecnologias e processos de inclusão.

Um estudo realizado pelo BID em 2017 revelou que 55% dos professores de escolas públicas utilizam tecnologia digital em sala de aula, e que para 94% deles, as ferramentas digitais auxiliam a incorporar novos métodos de trabalho. Um ponto essencial para transmitir conteúdos de forma inclusiva, num país onde a diversidade está cada vez mais presente nos ambientes educacionais. “Não há mais um modelo de escola de aluno padronizado, em que todo mundo aprende do mesmo jeito, forma e ritmo. Trabalhamos com a ideia de que as pessoas são diferentes. É necessário compreender os processos cognitivos, sociais e emocionais para que todos aprendam e se desenvolvam com qualidade”, analisa a professora doutora Mirian Célia Castellain Guebert, coordenadora do curso de especialização em Educação inclusiva com ênfase na comunicação alternativa da PUCPR.

O levantamento do BID ainda identificou que 34% dos professores percebem que a tecnologia aumenta a motivação dos alunos no processo de aprendizagem, enquanto 11% acreditam que desenhar processos educacionais modernos melhora o desempenho escolar. Para manter esse ritmo, é essencial que os docentes invistam em formação continuada para suas próprias carreiras. “Quais são os recursos, estratégias e metodologias necessários para atender melhor os alunos? É fundamental pensar na inclusão como uma concepção de todo o processo de ensino. Há um grande leque de pessoas nesse conceito: PcDs, imigrantes, refugiados, indígenas, EJA. Quando temos um recurso que facilita a comunicação, temos respostas para a aprendizagem eficaz em qualquer sala de aula”, detalha Mirian.

Além das mudanças na escola e do pensamento voltado à inclusão, quem trabalha com educação também precisa se preparar para atuar em modalidades cada vez mais amplas, como educação a distância e ensino híbrido. É um momento de disrupção na escola. 

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