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De acordo com dados apresentados na revista Forbes, o mercado de elearning nos EUA irá bater a incrível marca de $325 bilhões de dólares até 2025. 

Então, por que o mercado de elearning nos EUA é tão forte e consolidado? E por que o Brasil continua abaixo do seu real potencial?

Foi exatamente isso que fez partimos para descobrir nessa matéria. Um mercado BILIONÁRIO, mas que por enquanto, ainda não faz sombra do que já acontece nos EUA, mesmo que a maioria dos empresários já reconhecem o poder da internet para os seus negócios. Mas ao mesmo tempo, a grande maioria dos donos de negócios confessam que ainda se sentem perdidos quando o assunto é gerar negócios usando a internet.


Segundo Natanael Oliveira, CEO da Marketing Com Digital e Make Sales Daily Corp, mesmo aqueles que dominam as ferramentas do mundo digital e as mídias sociais, ainda sofrem tentando transformar likes em vendas, comentários em faturamento e compartilhamentos em dinheiro no bolso. Além disso, ele acrescenta que quando o assunto é usar todo o potencial do elearning , a situação fica um pouco mais complicada.

“Falta uma ÚNICA coisa acontecer para que o Brasil viva o mesmo BOOM de crescimento no mundo do elearning. E eu não estou falando de simplesmente “mais alunos”, estou falando de entrarmos na categoria de um mercado bilionário (principalmente quando o assunto for lucratividade do ramo), afirma Oliveira.

O mercado de elearning no Brasil já passou da casa dos 1,5 milhões de alunos, sendo que a maioria dos dados apurados levam em consideração somente instituições de educação no nível técnico e acadêmico (Cursos supletivos, graduações, pós-graduações), ou seja, os números podem ser ainda maires se forem acrescentados plataformas online e corporativas.

Nesse sentido, Natanael Oliveira aponta 2 grandes oportunidades:

A primeira, é que o mundo do elearning ainda está muito relacionado as faculdades, basicamente, opções online para quem não pode se locomover ou mora em regiões mais distantes. A grande oportunidade que ainda está aberta é um novo olhar para o elearning como modelo de negócios, mais propriamente como um novo tipo de negócio. 

Por exemplo, uma empresa que vende brinquedos para crianças (ecommerce), na  qual poderia criar uma nova fonte de lucro (nova empresa), com cursos para os pais que querem aprender como ajudar no desenvolvimento dos seus filhos, ou seja, uma combinação perfeita que já acontece nos EUA em diversos ramos. Outro exemplo são cursos que falam sobre como ganhar dinheiro como maquiador profissional, criados por empresas que tem ecommerce de cosméticos. Existem ainda aqueles que criam sua própria plataforma de educação online e simplesmente compartilham o seu conhecimento e experiência, empacotado em cursos online. Somente quando os empreendedores dos mais diversos ramos de atuação, começarem a enxergar o elearning como uma plataforma de LUCRO à distância, o Brasil avançará para o próximo nível. 

A segunda seria o elearning para quem quer resultados e não apenas um certificado. O começo do elearning foi muito marcado pela chance de disseminar as oportunidades para uma educação de altíssimo nível por um custo baixíssimo, mas apresentou um problema: o engajamento no elearning, principalmente para os cursos gratuitos, nunca foi um dos pontos fortes. Um outro problema, ainda mais grave, e o que gera muitas críticas ao modelo, é a qualidade dos alunos formados pelo ensino à distancia. Mas temos que entender que existem aqueles alunos que buscam o certificado de conclusão, aqueles que querem melhorar o currículo e ainda aqueles que buscam crescer na carreira ou avançar nos negócios. Foi nesse contexto que surgiram empresas voltadas para o desenvolvimento profissional ou desenvolvimento de empresas (um dos grandes nichos do elearning). Por exemplo, o site Lynda.com, empresa foi comprada pelo LinkedIn por 1.5 bilhões. E hoje os cursos são disponibilizados para os usuários premium da rede social. 

From Exame online

[ Modificado: terça, 14 Jan 2020, 18:00 ]