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Streaming pode salvar o que não está no mainstream

Nesse novo mundo, uma tendência notada por especialistas nos últimos tempos é a migração da transmissão de conteúdos fora do mainstream da televisão (aberta ou fechada) para a internet. Um caso de sucesso deste processo foi quando o Esporte Interativo encerrou seus canais durante a fase final da Série C do Campeonato Brasileiro. A solução encontrada pela CBF para não deixar os torcedores desamparados foi transmitir os jogos em seu canal oficial, pelo Youtube e pelo Twitter.


O resultado até o momento é considerado excelente. O jogo entre Operário-PR e Santa Cruz, pelas quartas de final, fechou o dia 26 de agosto com mais de 470 mil visualizações e como o quarto vídeo da seção "em alta" da plataforma, que destaca as produções com mais visualizações e engajamento. Até o jogo entre Atlético-AC x Cuiabá, com menos apelo e que provavelmente seria ignorado na grade do EI, atingiu 230 mil pessoas na internet.

"Ainda não existem ofertas tão bem organizadas no digital, mas é algo que não tem volta. Vários esportes e modalidades que perderam espaço nos canais lineares serão salvos pelo streaming. Podemos listar aqui 20 esportes que tinham espaço nos canais há dez anos e foram sumindo. Isso é ruim para o esporte e para o fã. A salvação é o caminho digital", diz Fábio Medeiros, head de esportes da Turner.

A internet abraça o produto de nicho, aquele dirigido para um público segmentado, que não dá audiência na TV. Lá, se proliferam as mesas redondas de futebol falando sempre sobre os mesmos assuntos. "Isso acontece para os canais manterem um mínimo de audiência, a programação fica repetitiva mesmo", admite Medeiros. A tendência é que divisões menores e torneios regionais de futebol sejam disponibilizados na internet para públicos específicos, da mesma maneira que esportes fora do mainstream

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