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Conectividade e mudança de hábito.

A lista de desafios para a afirmação da transmissão esportiva nos dispositivos móveis é grande. Primeiro porque a TV domina o mercado, e migrar os torcedores para a internet não será fácil. É necessária uma mudança de hábito no consumo de mídia com um risco de perda de relevância ou alcance do conteúdo. O fato de a Liga dos Campeões da Europa não passar na Globo e na Band, por exemplo, e sim em meio à programação de filmes do TNT e do Space, em um aplicativo e no Facebook levou muita gente a acreditar que ela não tem o peso de outros tempos.


A Uefa, por outro lado, vê os novos formatos como um trunfo na transmissão da Champions, porque a internet é mais abrangente e engaja melhor. São muitos debates.

Um desses debates é sobre a conectividade. A final da Supercopa da Uefa entre Real Madrid e Atlético de Madri, em 15 de agosto, foi transmitida exclusivamente pelo Facebook (da Uefa e do Esporte Interativo), mas foi alvo de críticas porque travava muito. A internet banda larga funciona com qualidade nas grandes cidades, mas em boa parte do país você paga por uma quantidade de dados de internet e recebe menos do que contratou.

O Brasil não está 100% pronto para ver muito vídeo na internet. Há latência (quando o sinal chega atrasado), picotamento e dificuldade até de abrir a página de transmissão. Exemplos dessa dificuldade aconteceram, por exemplo,no jogo do Barcelona na Liga dos Campeões.

De acordo com José Manuel Mariño, diretor de Tecnologia de Esportes da TV Globo, para poder ter uma experiência fluida de consumo em dispositivos móveis, é preciso ter uma planta tecnológica que dê suporte. Sabemos que as Telcos (empresas de telecomunicação) encontram dificuldades em colocar antenas em boa distribuição e densidade. Isso causa impacto. Se temos esse problema nas cidades, é porque a distribuição não é uniforme. Há áreas com mais cobertura e outras sem.

Será que o elearning também não enfrenta estes obstáculos?

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