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À medida que as estruturas organizacionais hierárquicas dão lugar a ambientes com decisões distribuídas, pode ser necessário um novo modelo de aprendizagem e liderança, tanto a nível individual como organizacional.

ADAPTAR-SE a ambientes de mercado cada vez mais digitais e aproveitar as tecnologias para melhorar as operações e gerar valor para novos clientes, são metas importantes para quase todos os negócios contemporâneos. A boa notícia é que muitas empresas estão começando a fazer as mudanças importantes, para adaptar sua organização a um ambiente digital.


Com base numa pesquisa global com mais de 4.300 gestores, executivos e analistas e 17 entrevistas com executivos e líderes de pensamento, MIT Sloan Management Review e da Deloitte, demonstra que o ambiente de negócios digitais é fundamentalmente diferente do tradicional. Empresas que amadurecem digitalmente, reconhecem as diferenças e estão evoluindo na aprendizagem e liderança, para se adaptarem e obterem sucesso num mercado que muda rapidamente. A pesquisa deste ano fornece alguns insights importantes, relatados a seguir, sobre como as empresas estão se adaptando a um ambiente de negócios digitais.

As organizações estão começando a avançar digitalmente, pela primeira vez em quatro anos, notou-se um aumento na forma como os respondentes da pesquisa avaliam a maturidade digital da empresa. Muitas empresas estabelecidas estão começando a levar a ruptura digital mais a sério e essa mudança sugere, que a hora de agir é agora. 

Desenvolver - não apenas ter - líderes digitais, diferencia as empresas que amadurecem digitalmente, simplesmente ter os líderes digitais certos, não é o indicador mais importante de maturidade digital, pois mais de 50% das empresas que estão amadurecendo digitalmente, ainda relatam a necessidade de novos líderes. As organizações mais maduras digitalmente, têm 4 vezes mais chances de desenvolver líderes digitais, do que as menos maduras digitalmente. Os principais traços da liderança digital, são de fornecer visão e propósito, criar condições para experimentação, capacitar as pessoas a pensar de maneira diferente e fazer com que as pessoas colaborem além das fronteiras. 

Empresas que amadurecem digitalmente, impulsionam a tomada de decisões mais para dentro da organização, ao mesmo tempo, que parece haver uma desconexão entre os gerentes de nível, executivo e intermediário, em relação a isso. Enquanto, 59% dos CEOs acreditam que estão reduzindo a tomada de decisões, apenas 33% dos entrevistados vice-presidentes e diretores, acreditam de fato que isso esteja acontecendo. Todavia, pode-se achar que os líderes não estão dispostos a entregar sua autoridade a outros, porém algumas evidências identificadas, demonstram que os funcionários é que podem estar relutantes em se posicionar e assumir papéis de líderes digitais.

O negócio digital é mais rápido, flexível e distribuído, além de ter uma cultura e mentalidade diferente das tradicionais. Os entrevistados da pesquisa, dizem que o ritmo dos negócios, cultura e mentalidade, local de trabalho flexível e distribuído, estão entre as maiores diferenças entre os negócios digitais e tradicionais. Tais descobertas, significam que muitas empresas devem mudar a forma de operação para competir. Os entrevistados também relatam que os maiores desafios são: a necessidade de experimentar e assumir riscos, lidar com ambigüidade e mudanças constantes, comprar e implementar a tecnologia certa e distribuir a tomada de decisões. 

Organizações com maturidade digital, são mais propensas a experimentação e interação, principais formas pelas quais as empresas respondem à ruptura digital. Sozinhos, no entanto, não são suficientes. As empresas devem usar os resultados dessas experiências - sucessos e fracassos - para impulsionar a mudança em toda a organização. Empresas com recursos abundantes podem ser tentadas a simplesmente “jogar dinheiro no problema” na ruptura digital, mas isso geralmente não leva a um aprendizado contínuo e prático como a experimentação. Em vez disso, as empresas devem descobrir formas de experimentar para competir no futuro, ao mesmo tempo em que mantêm o principal negócio para que ele possa atuar no presente. 

Indivíduos relatam a necessidade de desenvolver continuamente suas habilidades, mas dizem que recebem pouco ou nenhum apoio da organização para fazê-lo. Cerca de 90% dos entrevistados indicam que precisam atualizar suas habilidades pelo menos uma vez por ano, com quase metade deles relatando a necessidade de atualizar as habilidades continuamente de forma contínua. No entanto, apenas 34% dos entrevistados dizem que estão satisfeitos com o grau em que sua organização apoia o desenvolvimento contínuo de habilidades. Além disso, muitas empresas mantêm o treinamento formal para desenvolver essas habilidades e ainda no local de trabalho, por acharem mais eficaz. Diante disso, muitos funcionários, estão dispostos a fazer isso sozinho, dado a falta de apoio. 90% dos entrevistados, apontam que desejam usar a análise de dados de sua organização para ajudá-los a melhorar seu próprio desempenho.

From Deloitte Insights