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O maior desafio, será capacitar os avaliadores para os novos instrumentos definidos pelo INEP. Os novos instrumentos de avaliação das instituições de ensino superior no Brasil, vão exigir do Ministério da Educação um esforço extra na capacitação dos avaliadores que integram o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).


Segundo o professor Fabrício Ricardo Lazilha, avaliador do MEC, especialista no assunto e diretor de Planejamento de Ensino da Unicesumar, os novos critérios definidos pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) são mais subjetivos e avaliam as instituições de forma mais qualitativa.

Ainda segundo Lazilha, até o ano passado, o número de alunos dividido pelo número de títulos na biblioteca, por exemplo, resultava num número de referência, numa tabela que indicava um índice. Neste ano, os avaliadores que estavam acostumados aos critérios antigos, irão precisar estar atentos para que a avaliação seja isenta e justa.

O INEP já iniciou para 2018, o processo de seleção e formação de novos avaliadores para higienizar o sistema. Tanto os novos, quanto os mais antigos, deverão ser capacitados para avaliar as instituições a partir dos novos critérios.

Os novos critérios, de acordo com Lazilha, são mais adequados à realidade da formação acadêmica no Brasil.  já que ano após ano, a EAD vem crescendo na formação de novos profissionais para o mercado. Por conta disso, a partir de janeiro, o INEP criou indicadores específicos para avaliar a EAD, pois até o ano passado era avaliada com critérios muito próximos aos de um curso Presencial.

A partir de agora, foram incluídos indicadores específicos a modalidade, como por exemplo a existência, estruturação e atuação de uma equipe multidisciplinar, que é imprescindível no processo de EAD. Por ser uma metodologia mediada pela tecnologia, o ambiente virtual de aprendizagem passa a ser avaliado como também o ambiente de formação acadêmica dos tutores, atuação dos coordenadores,  sua relação com tutores e professores, qualidade do material didático, entre outros critérios. Para os alunos, esses novos critérios irão traduzir de forma mais precisa a qualidade das instituições que escolherem para a sua formação.

Os novos instrumentos irão considerar com mais detalhes e profundidade as características das modalidades Presencial e EAD. Assim, as instituições de ensino superior terão que ajustar os seus processos para atender esses novos instrumentos, o que deverá impactar de forma direta nas propostas metodológicas existentes.

Com maior subjetividade na interpretação dos indicadores, obter o conceito 5, exigirá para algumas instituições de ensino superior, novas práticas e um novo planejamento.

Os resultados dessas avaliações (Autorização e Reconhecimento) vão compor, juntamente com outras variáveis, os resultados da avaliação das IES.

Além disso, os alunos e candidatos poderão acompanhar os conceitos de Reconhecimento dos Cursos e as notas do ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) e CPC (Conceito Preliminar de Curso) para escolher onde estudar. 

As IES, que já possuem projetos bem estruturados no que diz respeito a metodologia, tecnologia, equipes com boa formação (pedagógica, suporte, operações), profissionais com perfil analítico integrando a equipe multidisciplinar e uma rede de polos alinhadas com a missão e com projeto institucional, não terão problemas com esses novos critérios. 

From Beth Matias SEG

[ Modificado: terça, 30 Jan 2018, 19:12 ]